<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257</id><updated>2012-02-14T00:00:46.952-03:00</updated><category term='Drogas'/><category term='Analgésicos'/><category term='Michael Jackson'/><category term='DANGEROUS'/><title type='text'>Psicoproseando</title><subtitle type='html'>Maraci Sant'Ana&lt;br&gt;
&lt;a href="mailto:maracisantana@yahoo.com.br"&gt;maracisantana@yahoo.com.br&lt;/a&gt; / 61 9967 0990</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>132</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-646387989798233211</id><published>2010-01-31T21:03:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:07:18.730-03:00</updated><title type='text'>Desperte e seja feliz</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family:verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 16/1/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente  Nunes, &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano-novo, vida nova! Isso pode até não ser lá uma grande verdade. A  gente sabe que quase nada muda de 31 de dezembro pra 1º de janeiro,  embora nossa tendência seja crer que é só passar a régua ao final do ano  velho, sem precisar pagar a conta. Aliás, conta é justamente em que as  pessoas não querem pensar na passagem de ano, embora os boletos estejam  prontos pra despencar em nossas cabeças. É no começo do ano que  enfrentamos despesas do Natal, IPVA, IPTU, matrículas, uniforme,  material escolar. Mesmo assim, repetimos, sem parar, “Saúde e paz! Do  resto, a gente corre atrás!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que meu ano não começou como imaginei e a comemoração planejada  ficou na intenção. Uma tremenda crise de rinite me jogou na cama, de  onde vi chegar 2010. Justo eu, que havia me comprometido com uma  palestra bem no dia 1º. Assim, entre espirros e fungadas, busquei me  concentrar em uma mensagem que se encaixasse no tema proposto pela  Comunhão Espírita de Brasília - Desperte e seja feliz. Lindo título para  um começo de ano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, pensei em uma mensagem de puro otimismo, que fizesse com  que as pessoas voltassem para casa leves e cheias de esperança. Não  consegui. Várias falas vieram à minha mente, mas, assim como vinham,  eram rejeitadas. Claro que eu queria combinar com as festividades, mas  algo em mim dizia que não mais podemos tratar a vida dessa forma, porque  o momento é grave e exige de todos muito mais do que estamos acostumados  a dar a nós mesmos, ao nosso próximo, ao nosso planeta, ao nosso Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sucumbi à dura, embora bela, realidade desse raciocínio. E, em  lugar de focar o “e seja feliz”, procurei me concentrar no “desperte”.  Porque não é possível alguém chegar à felicidade sem o despertar. E  precisamos logo abrir os olhos da consciência porque o mundo está  vivendo mais um momento crítico. São sucessivas catástrofes naturais  provocando morte em massa; adultos perfurando crianças com agulhas;  filhas tramando assaltar mães; mães jogando filhos recém-nascidos pela  lixeira; dinheiro que deveria ser empregado em educação e saúde indo  para contas particulares, bolsas, meias. Alguém até pode dizer que as  coisas sempre foram assim ou talvez piores. Mas, graças a Deus, agora  elas nos encontram maduros o bastante para nos indignarmos  verdadeiramente. A situação exige responsabilidade, trabalho,  indulgência, caridade, força, perseverança, fé. Em resumo, exige amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de nos comportarmos como adultos, de buscarmos compreender, por  exemplo, quem somos nós; em que momento da vida estamos; as razões de  uns sofrerem tanto e outros viverem tão folgadamente; os motivos para  termos nascido naquela família ou termos sido adotados; o que fazemos na  Terra, um entre tantos planetas; o que acontece conosco após a morte.  Não dá mais para engolirmos respostas prontas, cercadas de mistérios,  que adotamos sem refletir. É nossa felicidade que está em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos como sonâmbulos na maior parte do tempo. Basta acordarmos para  ter início uma espécie de hipnose – pulamos da cama, geralmente  atrasados; acordamos as crianças com as mesmas instruções de “tá na  hora”, “escova os dentes direitinho”; tomamos um banho rápido; enfiamos  uma roupa; e saímos dirigindo e falando ao telefone e xingando os mais  lentos; trabalhamos todo o dia, em geral ultrapassando nossos limites;  pegamos as crianças na escola, agoniados para chegar logo em casa;  distribuímos novas ordens do tipo “tira logo o uniforme e vai tomar  banho”; vamos pra cama; assistimos à TV; e dormimos já pensando no que  faremos no dia seguinte, que será basicamente do mesmo jeito. Os finais  de semana costumam ser dedicados ao churrasco, à cervejinha, ao cineminha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo quando fazemos nossas orações, costumamos agir como  autômatos. Falta espaço em nossa vida para a reflexão a respeito de nós  e de questões bem maiores do que trabalhar pra ganhar dinheiro e  construir um patrimônio; estudar para dar um up no currículo; tentar dar  aos filhos tudo o que tivemos e não tivemos na infância; manter um  casamento a qualquer preço. Não estou dizendo que essas coisas não têm  nenhum valor. Vivemos em um mundo material e temos o dever de buscar o  nosso conforto e o daqueles que nos cercam, pelo menos. Mas a matéria  não é nossa essência. Somos seres espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Pai criou tudo o que há e permite que trabalhemos sobre Sua obra,  para promover o desenvolvimento. Isso faz de nós cocriadores do  Universo, o que é uma enorme responsabilidade. Não dá mais pra continuar  vivendo como zumbis ao contrário, como vivos-mortos. Devemos cumprir  nossos deveres familiares e sociais, mas não podemos nos restringir a  uma vidinha egoísta, esquecidos de nossa origem Divina, de nosso  compromisso com a Humanidade. Não podemos mais manter fechados os olhos  da alma. É preciso despertar para a Verdade e correr atrás do que  realmente importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última terça-feira, perdemos a médica pediatra e sanitarista Zilda  Arns, um exemplo de consciência desperta. Reconhecida no mundo inteiro,  ela, entre tantos outros trabalhos maravilhosos, ajudou a criar e  coordenou os trabalhos da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa  Idosa. Mais de 3 milhões de menininhos e menininhas menores de 6 anos de  idade salvos de várias doenças, da desnutrição e da violência; mais de  100 mil velhinhos e velhinhas assistidos; cerca de 95 mil voluntários,  todos sensibilizados e preparados para seguir com essa corrente do bem.  Que escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dra. Zilda não tinha uma vida muito diferente da maioria de nós. Era  mulher em um mundo machista e profissional dedicada, que casou e teve  seis filhos, com tudo o que isso pode representar. Só que ela morreu em  uma missão humanitária. Estava no Haiti quando a igreja onde palestrava  desabou. Claro que esse não é um exemplo nada fácil de ser seguido, mas  sempre podemos fazer alguma coisinha com os talentos recebidos de Deus.  Ficou para trás o tempo de ser o bastante não fazermos o mal. É preciso  ir além e fazer o bem. Porque não seremos cobrados pelo mal que ainda  não pudermos evitar, mas pelo bem que, mesmo podendo, deixarmos de  realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para encerrar esse nosso papo de começo de ano, deixo aqui um resumo  da mensagem da música “Solo le pido a Dios”, de León Gieco, imortalizada  na voz de Mercedes Sosa, outra mulher extraordinária que também há pouco  voltou para a Pátria Espiritual: “Só peço a Deus que a dor, o injusto, a  guerra, o engano, o futuro não me sejam indiferentes. E que a seca morte  não me encontre vazia e só sem ter feito o suficiente”. Um feliz 2010!  Que este seja o ano do nosso despertar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;* Pessoal, fica aqui um convite para que assistam ao vídeo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Solo le pido a  Dios&lt;/span&gt;. Há várias versões no youtube, todas belíssimas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-646387989798233211?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/646387989798233211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=646387989798233211&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/646387989798233211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/646387989798233211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2010/01/desperte-e-seja-feliz.html' title='Desperte e seja feliz'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-297684969042226655</id><published>2009-12-15T07:16:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:08:23.272-03:00</updated><title type='text'>Um amigo, de natal</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 5/12/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Adoro esta época do ano! E ela também é a preferida dos comerciantes e comerciários. É tempo de aumento nas vendas e comissões. É tempo de presentes. Claro que sempre rolam aqueles básicos, do tipo bola, boneca, CD, camiseta. Mas também há sofisticação, coisas de deixar qualquer um babando. Recentemente, li sobre uma novidade que deve trazer muita grana para os lojistas, principalmente do Japão, Estados Unidos e Europa - o Yume Neko Venus, um gato robô que tem sensores de toque espalhados pelo corpo, ronrona, pisca, fica bravo, move as patas, a cabeça e a cauda, reage a luz e a comandos de voz. Legal, não? Também achei, por um lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É um bichano que não andará aprontando pela casa, não subirá nos móveis, não tentará escalar sua árvore de Natal, não dará despesas com ração, areia e veterinário. Mas também nunca esperará por você na porta de casa; jamais se enroscará em suas pernas ou se aconchegará no seu colo; nem desamarrará seu cabelo só para fugir correndo, carregando a fita como se ela fosse resultado de uma grande caçada. Um robô não lhe fará companhia quando tudo o que você mais desejar for ficar largado no sofá vendo TV; nem olhará fundo nos seus olhos antes de dar aquele miado que diz tudo. Em outras palavras, é um gato de mentirinha, muito diferente dos eternos bebês que tenho em casa – Frajola, Menininha, Docinho, Sininho, Amorzinho e Elvira, a quem dedico este texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dizem os pesquisadores que a relação entre homens e animais domésticos teve início 50 mil anos atrás. Cães vigiavam aldeias e ajudavam na caça e no pastoreio. Gatos exterminavam ratos e outras pragas. Mas, aos poucos, as pessoas começaram a vê-los de uma forma diferente. Eles não eram apenas para servir, mas para acompanhar. Surgiu um afeto que foi se intensificando de um jeito que, hoje, mais do que amigos, eles são considerados filhos. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, 30% dos criadores consideram seus animais parte da família. E o filósofo australiano Peter Singer defende a igualdade plena de direitos entre homens e animais. Para ele, sustentar que os humanos são superiores aos demais seres é um absurdo tão grande quanto o racismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde que comecei a escrever para jornal, em 2003, tive duas grandes oportunidades de falar sobre o tema, uma em novembro de 2006, com o texto Nossos irmãos, nossa responsabilidade, um apelo em favor das criaturinhas que estão no corredor da morte do Centro de Controle de Zoonoses do Distrito Federal; e outra em julho de 2007, com Puff, que dediquei a minha amiga Dalva Helena, que havia perdido seu cachorrinho. Mas, por mais que eu escreva, trabalhe ou adote, sempre fica o sentimento de não estar fazendo o quanto poderia. Por mais que façamos por esses irmãos, nunca é o bastante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segundo pesquisas, o Brasil tem cerca de 32 milhões de cães e 16 milhões de gatos - a segunda maior população do planeta, que movimenta um mercado, que não para de crescer, de 9 bilhões de reais por ano em produtos e serviços. A cada dia, mais pessoas adotam um bichinho e, de acordo com a Radar Pet, eles já estão presentes em 44% dos lares das classes A, B e C. E não fazem a alegria apenas das crianças, mas de pessoas que moram sozinhas e de idosos que se ressentem da falta de afeto. Só que, infelizmente, ainda são poucos os que têm o privilégio de fazer parte de uma família, de poder dar e receber amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitos vivem pelas ruas, entregues à própria sorte e, se chegam a um centro de controle de zoonoses, são sacrificados em poucos dias, de forma desumana, estejam doentes ou saudáveis, como se não tivessem nenhum valor, como se fossem descartáveis, como se não fossem criaturas de Deus. Em lugar de prevenir doenças, esses órgãos se dedicam à matança, até de filhotinhos que nem foram desmamados ainda. Pensar nisso parte meu coração. E o que me dá forças, no meio de tanto horror, é saber que existe gente de verdade que se dedica à causa desses anjinhos, pessoas que, isoladamente ou à frente de entidades de salvamento, não se calam diante da maldade dos seres ditos humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei o que seria desses bichinhos se não fossem os protetores, que os recolhem pelas ruas, acolhem em suas casas, lançam mão dos próprios recursos, tratam e procuram lares amorosos para eles. Não sei o que seria desses bichinhos se não fossem os veterinários parceiros, que atendem gratuitamente ou dão um bom desconto nos tratamentos e castrações. A maioria das criaturinhas são encontradas em péssimo estado, doentes, desnutridas, desidratadas, assustadas. Muitas foram vítimas de violência, maltratadas exatamente por aqueles que as deveriam proteger; outras foram abandonadas por estarem velhas ou doentes; outras largadas na rua apenas porque os donos precisaram fechar a casa para viajar em férias. E não são raros os casos de animais recolhidos com terríveis mutilações, por terem sido usados em rituais de magia, por gente louca que nem deveria estar solta por aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os centros de zoonoses estão lotados de criaturinhas precisando de uma família e muitas entidades de proteção aos animais também trabalham no regime de lar temporário. Tudo o que você precisa fazer é deixar de lado a vaidade que nos faz procurar um pet de raça e abrir seu coração para receber um irmãozinho de quatro patas, do tipo tomba lata, mesmo que ele já seja adulto ou esteja velhinho, mesmo que não seja perfeitinho. Não cabe discriminação ou exigências. Já imaginou se a Espiritualidade Maior resolvesse também só socorrer os que fossemos de raça pura? Eu estaria na maior roubada. E você? Por acaso, seu sangue é azul? Além disso, como eu disse em um daqueles textos, pode ser que a aparência dele não esteja das melhores, mas há dias em que nós também estamos de assustar, não é mesmo? Nada que o amor não recupere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quer dar um lindo presente de Natal a quem você ama? Então, salve uma vida, adote um desses animaizinhos. Não há nada melhor do que ganhar alegria, lealdade, coragem, devoção, simplicidade. Nada disso está à venda nos shoppings e, certamente, dessa forma, você não estará presenteando apenas aquele que deseja tanto agradar, mas o mais famoso de todos os aniversariantes do próximo dia 25, aquele que nunca nos esquece, mas de quem muitos nem se lembram, perdidos em compras e reuniões que, não obstante a data, lamentavelmente, não passam de encontros sociais. Valeu irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;O CCZ-DF fica no Setor de Áreas Isoladas Norte (Sain), lote 4. O telefone é 3341-2084. Faça uma visita! Ou, se preferir, entre em contato comigo, por telefone ou por e-mail. Conheço um bocado de entidades protetoras e de pessoas que estão com as casas lotadas de amigos esperando por você. Meu e-mail: maracisantana@yahoo.com.br; meu telefone: (61) 9967.0990. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E para aqueles que quiserem conhecer os textos aqui citados, aí vão os links:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://maracisantana.blogspot.com/2007/06/nossos-irmos-nossa-responsabilidade.html"&gt;Nossos irmãos, nossa responsabilidade&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://maracisantana.blogspot.com/2007/07/puff.html"&gt;Puff&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-297684969042226655?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/297684969042226655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=297684969042226655&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/297684969042226655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/297684969042226655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/12/um-amigo-de-natal.html' title='Um amigo, de natal'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-112442146586963578</id><published>2009-12-05T18:29:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:08:41.089-03:00</updated><title type='text'>Lei de destruição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 19/9/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes, &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“O estouro da crise mundial completa um ano nesta terça-feira (dia 15) com a economia global dando os primeiros passos no sentido da recuperação e o Brasil mostrando um fôlego impressionante. Apesar de a percepção entre os brasileiros ainda ser a de que os estragos do fim da bolha imobiliária americana não foram superados por completo, o que é verdade, no exterior, a sensação é de que o país deixou todos os problemas para trás e deve ser visto como modelo. ‘Aos olhos dos investidores estrangeiros, o Brasil saiu mais forte da crise do que entrou’, resume o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal.” Foi assim que Vicente começou o texto Olhar Estrangeiro, postado neste blog na última segunda-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É muito bom ler esse tipo de notícia, que diz que o pior já passou. A última crise econômica mundial nos trouxe dificuldades e momentos de grande apreensão. Algumas vezes, pareceu que nossas conquistas estavam indo ralo abaixo. Depois de tantas lutas, quando pensávamos que era só correr para o abraço, ela se apresentou, em toda plenitude, pronta a derrubar todos, os grande e os pequenos; os desenvolvidos, os em desenvolvimento e os que ainda nem sabem para que lado fica o progresso; até os mais ricos. E fomos invadidos pelo sentimento de que alegria de pobre dura pouco, de que não adianta muito esforço, já que a vida sempre muda as perguntas quando a gente acredita ter todas as respostas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crises têm dessas coisas. Mas, se ampliarmos nossa visão, enxergaremos que já passamos por poucas e boas, sobrevivendo a tudo, saindo, lá do outro lado, intelectual e moralmente fortalecidos, mesmo que esfolados. É assim que a vida funciona. E só demora a com ela ganhar quem opta por não enfrentá-la, quem decide dela se esconder, fazendo-se de desentendido ou morto. Desses, inclusive, o mundo certamente cobra maior taxa de superação. Então, o melhor é respirar fundo e encarar o que vier, apoiado na fé de que não há mal que sempre dure. Era mais ou menos sobre isso que, na quarta-feira, eu conversava, por telefone, com Amluz, leitora desta coluna que ainda não conheço pessoalmente, mas a quem dedico este texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falávamos sobre a Lei de Destruição, que alguns Instrutores Espirituais preferem chamar de Lei de Transformação, uma das que formam o conjunto das sábias, eternas e imutáveis normas que regem o Universo. Ela é exatamente aquela que turbina nosso processo evolutivo, forçando-nos a passar pelas mudanças que constituem a estrada do aprimoramento. Sei que é dureza perder o que lutamos tanto para conquistar. Mas é preciso morrer para renascer. Querem ver um exemplo? Uma crise conjugal não costuma ser fácil. Ao contrário, é do tipo que mais dói. E ninguém sai ileso de uma separação, nem mesmo quem desejou e propôs o rompimento. Afinal, as pessoas não se juntam para se separarem, mas para permanecerem unidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entretanto, de repente, o que era lindo pode ficar esquisito e até se tornar horroroso, sinalizando que precisa ser reavaliado. E todos sabemos que, dessa análise, pode restar concluído que o melhor é colocar um ponto final no que um dia foi uma história de amor, a realização de um dos nossos mais caros sonhos. Só que, como somos, desde pequenos, treinados para ganhar, manter, acumular a qualquer custo, entramos em pânico e nos agarramos, com unhas e dentes, ao nosso parceiro, mesmo que aquele convívio não faça mais sentido ou tenha se tornado péssimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acreditando que nada mais de bom nos espera, sentimos o coração destroçado. A partir daí, podemos agir de forma irracional, fazendo e dizendo coisas que jamais imaginamos fazer ou dizer, das quais terminamos nos arrependendo profundamente. Ou podemos buscar o isolamento, a distância, mesmo daqueles que nos amam, esquecidos de que estamos todos no mesmo barco, que somos todos um. Nessas horas, ficamos irreconhecíveis. Nem de longe parecemos aquele bebezinho frágil, mas corajoso, que, um dia, encarou a perigosa e estressante aventura de nascer, mobilizando e encantando tanta gente grande com sua chegada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um rompimento não é o fim dos tempos, mesmo que venha a bordo de uma tremenda crise. Ele não quer dizer que o que foi vivido a dois foi em vão, que tudo deu errado, que nada valeu a pena. Ele não é sinônimo de fracasso. Significa apenas que a conjuntura é outra, que o que funcionou por um tempo não funciona mais da mesma forma. Não devemos dar a uma separação mais peso do que ela realmente tem. Ela não deve superar, em importância, os anos felizes que a antecederam. Deve ser vista exatamente como é – o encerramento de mais um capítulo de nossa vida e a oportunidade de recomeço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A crise econômica que sacudiu o mundo recentemente não foi a primeira nem será a última por nós enfrentada. E devemos dar graças a Deus por isso. Outras virão e nos encontrarão mais fortes do que essa nos encontrou. Com o fim de cada uma delas, diremos adeus a mais uma série de acontecimentos dos quais restarão cicatrizes que nos ajudarão a contar nossa história. Porque é para isso que servem as cicatrizes. Só que, nesse ponto, já estaremos totalmente em outra, vivendo um novo ciclo, plantando o que obrigatoriamente colheremos nos seguintes. Valeu, Amluz! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-112442146586963578?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/112442146586963578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=112442146586963578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/112442146586963578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/112442146586963578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/12/lei-de-destruicao.html' title='Lei de destruição'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7231348968546917045</id><published>2009-11-21T23:48:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:09:04.616-03:00</updated><title type='text'>Nosso pré-sal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Publicado em 13/9/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Queridas brasileiras e queridos brasileiros" - foi assim que o presidente Lula começou o pronunciamento de 6 de setembro último, para celebrar o que ele chamou de uma nova independência do Brasil. Após uma brevíssima introdução, ele entrou de sola no assunto pré-sal. Falou das gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar, dos projetos de lei enviados ao Congresso Nacional que, segundo ele, vão garantir que a maior parte dessa riqueza fique nas mãos dos brasileiros; impedir que os governantes a gastem de forma irresponsável; e assegurar que ela seja investida em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava eu, na frente da TV, ouvindo tudo aquilo e pensando no retorno financeiro dos 800 quilômetros de petróleo entre Espírito Santo e Santa Catarina, na proposta de um fundo que, conforme dito por Lula, ajudará o país a pagar a imensa dívida social que temos e evitará a entrada desordenada de dinheiro externo, garantindo-nos uma economia saudável. Foi quando me veio à mente um outro discurso, o de um paciente que me contou estar apaixonado por uma mulher que todos dizem não valer nada, que não corresponde aos seus sentimentos, que o faz sofrer com sua indiferença, mas que ele sabe ser, bem lá no fundo, uma pessoa maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade. As pessoas também escondem tesouros em suas entranhas, debaixo de uma camada de características que podem afastar os outros. Mas sempre há alguém disposto a investir nelas, pronto a atravessar várias sobreposições, a fazer o que fez a Petrobras, que explorou até encontrar algo extraordinário que causou admiração no resto do mundo e deixou os brasileiros orgulhosos de nossa capacidade de enxergar além, de nossa persistência e disposição para o trabalho firme. Só que, entre a Petrobras e esses desbravadores de almas, há enormes diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camada pré-sal não foi encontrada por acaso, de graça ou facilmente. Quando iniciou o projeto, a Petrobras já era uma instituição sólida, com mais de 50 anos de existência, presente em quase 30 países, uma das maiores do mundo, responsável por levar o Brasil à autosuficiência em petróleo, que, nem por um momento, deixou de lado o que a sustenta, o que a mantém de pé. Além disso, nela foram feitos investimentos que lhe deram mais condições de aumentar a produção, adquirir plataformas e sondas, modernizar e ampliar refinarias, contratar e treinar pessoal, conquistar o que conquistou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração cujo resultado está na boca do mundo não foi um tiro no escuro, não foi o primeiro passo dado pela Petrobras. Ela é parte de um planejamento estratégico, diferentemente do que acontece nesses relacionamentos amorosos em que um se aprofunda no outro tentando descobrir algo que pode estar muito além de 7.000 metros abaixo. Uma aventura louca assim costuma terminar em tristeza, sentimento de fracasso, remorso, esgotamento físico, mental e emocional, e, não raramente, de reservas financeiras. Não estou negando que haja bondade em todos. Eu acredito no ser humano, sem exceção, inclusive naqueles dos quais devemos manter distância, evitando qualquer relacionamento que ultrapasse uma piedosa oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No limite das nossas forças, devemos ajudar todos os que estiverem dispostos a entrar em contato com seus tesouros. Porém, não nos cabe fazer o trabalho por quem ainda não compreendeu que precisa se movimentar nesse sentido. O petróleo está lá, inerte, abaixo da camada de sal, aguardando quem queira e possa extraí-lo. Mas, quando se trata de pessoas, só elas são capazes de trazer à tona o seu petróleo. E, se elas não estiverem dispostas a tentar, o melhor a fazer é deixar que o tempo, senhor de grande poder, do qual ninguém escapa, encarregue-se de colocar tudo nos seus devidos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É natural que pessoas cuja riqueza interior ainda está inacessível nos tragam preocupação, mas elas não merecem mais cuidado do que aquelas que, movidas pela necessidade de preencher um enorme vazio interior, que dói profundamente, pelo desespero de encontrar alguém que as ame, lançam-se em uma perigosa viagem que pode até lhes custar a vida. Porque não é o amor que movimenta esses exploradores, mas a dor. Ninguém que não se ame é realmente capaz de amar outra pessoa. Ninguém dá o que não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de empenharmos nossa vida na busca de tesouros alheios, devemos procurar conhecer os nossos. E não estou me referindo apenas às nossas forças, mas também à riqueza das nossas fraquezas, das nossas dores, dos traumas não superados, do que ainda não restou entendido. Não devemos nos lançar, unicamente por nossa conta e risco, em projetos de salvamento, se ainda não fomos salvos. Em alguns casos, o melhor a fazer é manter distância e confiar que a Providência Divina se encarregará de ajudar aquela criatura a trazer à tona sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que, quando o Brasil conseguir produzir em escala comercial o que há no pré-sal, pode ser que tudo aquilo nem tenha a relevância que tem agora. Todos sabemos que há muitas frentes de pesquisa em busca de fontes renováveis de energia limpa. Obviamente não pode passar na cabeça de qualquer governante que, diante desse cenário alternativo, devemos desprezar o potencial do pré-sal. No entanto, não dá para apostar todas as fichas nisso e esquecer o biodiesel, a energia eólica e a que vem do lixo. A fila das fontes de energia também precisa andar, tal qual acontece nos relacionamentos. Devemos sempre procurar a melhor relação custo x benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula falou que o Brasil não tem medo de crescer e que não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados, que a independência não é um quadro na parede, um grito congelado na história, mas uma construção do dia a dia, a reinvenção permanente de uma nação, a caminhada segura e soberana para o futuro. Mensagem bonita e forte que fala de uma postura que exige preparo. É preciso muito mais do que paixão para encontrar tesouros. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7231348968546917045?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7231348968546917045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7231348968546917045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7231348968546917045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7231348968546917045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/11/nosso-pre-sal.html' title='Nosso pré-sal'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-8767962755469303531</id><published>2009-11-07T12:24:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:11:23.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Jackson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DANGEROUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Analgésicos'/><title type='text'>Dangerous</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=" font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Publicado em 5/9/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cena 1: um homem chega do trabalho; o filho pequeno corre em sua direção; o homem diz que está exausto, serve-se de uma dose de whisky e se atira, com um suspiro, no sofá; cena 2: uma adolescente sai com a mãe para fazer compras; a mãe experimenta vários jeans; sentindo-se infeliz e se dizendo enorme de gorda, a mãe corre para casa, toma um diurético e um laxante, e começa uma dieta absurda que inclui um coquetel de anfetaminas; cena 3: churrasco em família; com o netinho de um ano no colo, o vovô toma uma cervejinha; achando-se responsável por apresentar à criança “as coisas boas da vida”, ele lhe dá um pouco da bebida; o nenê faz cara de quem não gostou; mas não lhe faltarão oportunidades para se acostumar, já que o próprio pai está louco para que ele se torne um “homem de verdade”; cena 4: um homem chega tarde em casa; ele e a esposa batem boca na frente das crianças; em prantos, ela corre para o quarto, toma alguns comprimidos e dorme como uma pedra. Calma, leitores, não estou virando roteirista. Não são cenas de filme, mas da vida real. Vou explicar melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em 1991, Michael Jackson lançou o álbum Dangerous, considerado o segundo melhor desempenho de vendas da carreira do cantor, o mais vendido, por um artista masculino, na década. Segundo a Wikipédia, foi a primeira coleção de músicas inéditas lançada pelo astro nos anos 90 e o primeio produto distribuído como parte do contrato recorde de 890 milhões de dólares firmado entre ele e a Sony. A turnê de mesmo nome consagrou Michael como ícone; os clips ficaram entre os mais caros e inovadores da época; Black or White provavelmente perdura como o mais visto e lembrado. É inegável que o Rei do Pop tinha o dom de transformar tudo em ouro, em cifras milionárias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O carro-chefe do álbum era exatamente a música Dangerous. Ela fala de uma garota perigosa pelo jeito como mexe nos cabelos, por seu rosto e suas curvas, pelo toque e boca suaves; uma deusa em movimento, a inspirar paixão e luxúria; uma mulher persuasiva em quem não se pode confiar, que faz os outros se sentirem na corda bamba, que leva seu dinheiro, joga fora seu tempo, prende em uma armadilha de pecado, faz viver em vão, desperta um desejo irracional; alguém cujo espírito e palavras podem cegar, que faz com que sintamos necessidade de rezar, implorar a ajuda de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que o Rei do Pop cantou em Dangerous também serviria para descrever qualquer droga, inclusive as que o viciaram e tiraram de cena prematuramente. A morte do astro chocou o mundo. É inacreditável que alguém como ele tenha se deixado assassinar daquele jeito, por substâncias que o destruíram lenta, mas precisamente. É inacreditável que drogas lícitas, prescritas e administradas por um médico, o tenham arrastado para um fim tão triste. Costumamos pensar em situações parecidas envolvendo drogas ilícitas, usadas loucamente. Mas não foi esse o caso. O que Michael ingeriu naquela noite fazia parte de sua vida, de sua rotina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Será que isso só acontece com celebridades, gente famosa e cheia de manias? Infelizmente não, como mostram as cenas descritas no primeiro parágrafo deste texto. As perigosas estão por toda parte. Quem não tem em casa uma garrafa de whisky ou umas latinhas de cerveja? Quem nunca acendeu um cigarrinho para acalmar ou clarear o raciocínio? Quem nunca deu, como diz a mãe de uma amiga minha, uma mordidinha em um Lexotan? Quem nunca recorreu a um daqueles médicos horrorosos que receitam bombas para diminuir o apetite? O uso dessas substâncias é tão corriqueiro que elas são vistas como inocentes, como bengalas de que lançamos mão e que podemos dispensar, sem dificuldade, a qualquer momento. Mas elas nada têm de singelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando pensamos em drogas, vêm à nossa mente a maconha, a cocaína, o crack. Tendemos a esquecer o álcool e o tabaco, assim como os ansiolíticos, os estimulantes, os indutores do sono, os analgésicos, que podem ser encontrados em todas as casas, que não demandam traficantes e esquinas suspeitas, que passam quase despercebidos e terminam sendo usados de qualquer jeito, abertamente, até na frente das crianças. E o resultado é que essas criaturinhas, que, de nós, só deveriam receber os melhores exemplos, crescem acreditando que não é possível uma confraternização sem álcool; que fumar faz um homem mais másculo ou uma mulher mais sexy; que não há nada errado em se tomar um sonífero à noite e um estimulante pela manhã; que, para as dores, há os analgésicos, inclusive as da alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O uso de substâncias psicoativas ocorre praticamente desde que o mundo é mundo. E as pessoas as utilizam por razões culturais ou religiosas, por recreação ou como meio de socialização. Muitos apenas as experimentam, mas logo as abandonam; há os que as usam por diversão, em encontros sociais; outros as consomem regularmente, até pra relaxar, mas acreditam que as mantêm sob controle; e há os que já estão claramente dependentes, embora não se vejam dessa forma. Em pouco tempo, uma vida pode se transformar. Começam os fracassos no cumprimento de obrigações; as exposições perigosas; os problemas sociais, interpessoais e legais. Ficam evidentes os danos psicológicos e os físicos. A morte é apenas o último de vários tristes capítulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi o que aconteceu a Michael. Dessa forma, chegou ao fim uma desastrosa parceria. O médico que aplicou a overdose de medicamentos que matou o Rei do Pop responderá por homicídio e pode ser preso a qualquer momento. E o astro foi, finalmente, enterrado no cemitério Forrest Lawn, na quinta-feira, 70 dias após sua morte, vestido como para um espetáculo, o último por ele protagonizado. O infeliz cardiologista logo será esquecido. Mas, durante muitas décadas, ainda falaremos em Michael Jackson, em seu extraordinário talento, em seu toque de Midas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Este texto encerra a série sobre o Rei do Pop iniciada nesta coluna, em 27 de junho, com See you later, Michael. Foram discutidos os excessos cometidos por pais que querem se realizar por intermédio dos filhos; a violência doméstica contra crianças; o exercício da Medicina como um comércio; dismorfofobia; abuso sexual; barriga de aluguel e dependência de drogas lícitas. Espero que vocês tenham gostado do que aqui foi debatido, assim como faço votos de que as circunstâncias dessa morte continuem servindo como alerta para todos nós. Que Michael Jackson encontre a paz! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-8767962755469303531?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/8767962755469303531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=8767962755469303531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8767962755469303531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8767962755469303531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/11/dangerous.html' title='Dangerous'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-711082440674499206</id><published>2009-10-03T22:18:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:11:51.341-03:00</updated><title type='text'>You are my sunshine III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=" font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Publicado em 29/8/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=" font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Tendo Jesus entrado na casa, a multidão novamente se aglomerara. A essa notícia, seus parentes vieram para detê-lo, pois diziam: ‘Ele perdeu o juízo’. Dizem-lhe: ‘Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora. Eles o procuram’. Ele lhes reponde: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos?’. E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à sua volta, diz: ‘Eis minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe’”. Essa passagem do Evangelho costuma causar estranheza. Teria o Cristo sido capaz de destratar seus parentes, inclusive Maria? A Doutrina Espírita traz uma reflexão a respeito, a de que o Mestre nos ensinava a importância das afinidades na constituição de uma família. Não devemos ser indiferentes aos laços de sangue, mas entender que eles não são os mais importantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este é o terceiro e último capítulo da minissérie sobre barriga de aluguel. Logicamente o assunto não se esgotou. Mas creio que as questões levantadas ajudaram pessoas a se posicionarem ou, pelo menos, mostraram que muito ainda precisamos pensar a respeito. O texto anterior trouxe a pergunta “O que é ser mãe?”. Foram postados alguns comentários, mas destaco aqui o do leitor José Stélio: “Devemos refletir que somos todos mães, pais, filhos e filhas um pouco uns dos outros. Esses papéis se confundem. Muitas vezes é minha filha que, com sua sabedoria infantil, me consola e educa como se ela fosse o pai; outras vezes, um abraço de um amigo ou amiga me faz recordar do carinho de minha mãe já desencarnada. A questão maior é que devemos amar a todos sem distinção, nos libertando das amarras da consanguinidade, e enxergar toda a humanidade como irmãos”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando minha irmã nasceu, eu tinha só sete anos, mas me sentia meio mãe dela, responsável por sua segurança e bem-estar. Ao entrar na adolescência, eu a deixei um pouco de lado e busquei a irmandade em garotas e garotos da minha idade. Isso se manteve durante a adolescência dela, mesmo porque eu já era adulta e havia adotado outros irmãos. Depois que ela amadureceu, veio a reaproximação, resultado de interesses e preocupações em comum. Além dos laços de sangue, novos laços se estabeleceram entre nós. É possível que, quando eu estiver velhinha, ela venha também a se sentir meio minha mãe, responsável por minha segurança e bem-estar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No começo do ano, meu filho passou no vestibular da UnB. Corri a telefonar para algumas pessoas ligadas à minha história de maternidade: o pai do meu filho; um ex-marido que meu filho considera um segundo pai; os meus pais, que me ajudaram a criá-lo, quebrando incontáveis galhos; minha irmã, que é madrinha dele, quem escolhi para me substituir quando eu neste mundo não mais estiver; minha tia, que fez o parto, ajudando a criaturinha a vir ao mundo; o pediatra que o acompanhou desde o quarto dia da nova vida; a babá que cuidou dele até os três anos e também o chama de filho; e Tina, que trabalha em nossa casa desde que ele tinha sete anos e muitas vezes lhe pôs o uniforme e levou ao colégio. Posso dizer que meu baby contou vários pais e mães. Se ele tivesse nascido de uma mãe de aluguel, eu certamente teria telefonado para ela, pra contar a grande novidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesta semana, a revista Nature, em sua edição on-line, publicou estudo de pesquisadores americanos que desenvolveram, usando macacos rhesus, uma técnica para prevenir distúrbios hereditários passados de mãe para filho por meio do DNA mitocondrial. Foram utilizadas duas fêmeas; cada uma cedeu um óvulo; esses óvulos foram manipulados e se transformaram em um só, livre de problemas, que foi fertilizado com sucesso. Os macaquinhos nascidos têm, cada um, duas mães biológicas. E, em breve, humanos também poderão ser beneficiados. Muito louco, não? E a gente aqui, ainda patinando, tentando definir mãe e pai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vamos pegar outro exemplo. A mídia tem explorado a história do comediante Carlinhos, muito conhecido pelo personagem Mendigo. Participante de um reality show, ele teve sua vida dissecada. Levaram para a telinha o pai e a mãe do artista, com quem ele não se encontrava havia cerca de 24 anos. Vítima de violência doméstica, Carlinhos fugiu de casa aos quatro anos. Esteve em um educandário, em cinco unidades da Febem e nas ruas. Passou fome e frio, mas, ainda assim, preferiu tudo isso a voltar para casa. Diz ter perdoado os pais, mas já deixou claro que sua família é formada pelos amigos verdadeiros que fez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essas situações nos fazem refletir, assim como o comentário de José Stélio. Já imaginou o quanto ele perderia, o quanto sua vida se empobreceria se ele não se permitisse essa abertura, se não fosse capaz de aceitar o consolo da filha, por achar que esse papel não lhe cabe, ou se rejeitasse o carinho de um amigo por lhe faltarem os laços de sangue? Fechar questões não costuma trazer bons resultados. Talvez por isso tendemos ao fracasso sempre que tentamos definir o que é ser mãe ou o que é ser pai. Talvez isso nem possa ser definido, por extrapolar consanguinidade, aspectos financeiros, o tempo e o espaço. Talvez por isso seja tão difícil, em uma disputa judicial que envolva barriga de aluguel, arbitrar quem deverá ficar com a criança. Talvez a chave esteja na capacidade de ampliar o horizonte, de ver além.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em geral, acontece assim: um homem e uma mulher se unem e geram um novo ser, que deverá ser criado pelos dois, debaixo do mesmo teto; uma relação de parceria, em que eles se organizarão sob vários aspectos, inclusive financeiro, para esse fim. Se, por exemplo, eles decidirem se separar, será necessário rever o acordo, para se estabelecer a quem caberá a guarda do filho e como se darão as visitas e o sustento da criança; se eles não conseguirem se entender, deverão recorrer à Justiça, que definirá as novas regras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas pode acontecer assim: um homem e duas mulheres se unem e geram um novo ser, que deverá ser criado pelo homem e uma das mulheres; uma relação de parceria a três, em que eles se organizarão sob vários aspectos, inclusive financeiro, para esse fim, o que pode incluir, sem o menor problema, pagamento àquela que carregará a criança no ventre. Se, por exemplo, a hospedeira se recusar a entregar o bebê, será necessário rever o acordo, para se estabelecer a quem caberá a guarda do filho e como se darão as visitas e o sustento da criança; se eles não conseguirem se entender, deverão recorrer à Justiça, que definirá as novas regras, inclusive se é cabível a devolução de todo ou de parte do dinheiro, em caso de barriga de aluguel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não acho que uma mulher que carregou uma criança no ventre possa ser descartada por ter alugado o útero, da mesma forma que não acho que uma mulher que desejou uma criança e se movimentou para que ela nascesse possa ser colocada à parte, mesmo que não tenha cedido o óvulo para a geração. Vejo aí duas irmãs se revezando no papel de mãe de um terceiro irmão. Assim, vejo com bons olhos a guarda compartilhada, por exemplo, e acredito que o nome das duas deva constar do registro de nascimento, para que nunca haja dúvida ou mistério sobre a origem da criança. As pessoas precisam aprender que toda parceria tem ônus e bônus. É preciso pensar bem antes de se estabelecer uma, qualquer que seja ela. Não é apenas uma questão de pagou, levou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A ideia lhe parece absurda? Talvez ela seja tão disparatada quanto teria sido, no século XIX, por exemplo, a de uma família em que o casal optasse por não ter filhos; ou a de mães ou pais divorciados criando sozinhos os filhos; ou a de famílias que incluíssem crianças de relacionamentos anteriores. Entretanto, não é isso o que vemos hoje? E a maioria de nós não encara com naturalidade esses novos formatos? Estamos caminhando para o dia em que todos nos veremos como irmãos, em que viveremos como um só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lembram do primeiro texto da minissérie? Eu contei sobre um vídeo caseiro em que os dois filhos mais velhos do Michael Jackson, cantavam para ele uma adaptação de You are my sunshine, substituindo sunshine por dad. Papai em lugar de luz do sol! Já imaginou se fizéssemos o mesmo com brothers and sisters? A tradução ficaria mais ou menos assim: “Você é meu irmão. Você me faz feliz quando o céu está cinza. Você nunca saberá o quanto eu o amo”. Não sei dizer se o astro é o pai biológico daqueles que ele chamava de filhos. Mas, sem dúvida nenhuma, ele é um irmão. Para mim, isso basta. Valeu, José Stélio! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-711082440674499206?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/711082440674499206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=711082440674499206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/711082440674499206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/711082440674499206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/10/you-are-my-sunshine-iii.html' title='You are my sunshine III'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1693462781000205072</id><published>2009-09-19T14:16:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:12:11.138-03:00</updated><title type='text'>You are my sunshine II</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right;  font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 15/8/2009, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt; Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Na semana passada, iniciamos uma discussão a respeito de barriga de aluguel. Como tem acontecido na série sobre Michael Jackson, um assunto que parecia restrito à vida das celebridades mostrou-se parte do nosso cotidiano. Foram levantadas situações e os leitores, convidados a ser coautores. Assim, Selma nos conclamou a levar adiante o debate; Emy trouxe questionamentos sobre a relação entre o feto e a mulher que o carregou no ventre; Ana Carolina, sobre a melhor forma de se educar uma criança, independentemente de como ela tenha sido gerada; Gloria, sobre serem consideradas questões financeiras, legais, contratuais, culturais e sociais, e a necessidade de se garantir o equilíbrio do novo ser; e José Stélio registrou dois comentários, um sobre os desafios da adoção e outro em que sugeriu que fosse discutido o que é ser mãe. E acho que podemos começar nossa conversa de hoje exatamente por aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que é ser mãe? Em uma situação de barriga de aluguel, podemos ter uma mulher que recebeu dinheiro para carregar no ventre e parir uma criança gerada a partir do óvulo de outra. Ou podemos ter uma mulher que foi paga para gerar e parir uma criança que será entregue a outra. No primeiro caso, quem é a mãe? E no segundo? Para muitas pessoas, o vínculo genético é decisivo - a mãe é a que entrou com o óvulo. Não deixa de ser um prisma interessante, mas será que podemos resumir o ser mãe dessa forma? Como ficariam, então, as mulheres que geram, parem e matam seus filhos, ou os condenam à orfandade em uma vida sem amor? Poderiam essas serem chamadas de mãe? E como ficariam as adotivas, as que recebem com amor crianças que foram geradas por outras? Essas não seriam mãe? O que elas seriam, então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Para outras pessoas, decisiva é a vontade - a mãe é aquela que desejou a criança. Outro ponto de vista a considerar. Mas, como fica a mulher que forneceu a carga genética e a barriga para que alguém viesse ao mundo, mesmo que para ser criado por outra? Será que a participação dela foi assim irrelevante? Já imaginou como seria se a mulher que sonhou com a criança não tivesse encontrado essa outra mulher, em condições de realizar esse sonho, inclusive correndo riscos, até de morte? Como aquele novo ser viria ao mundo? Parece que um nascimento envolve muito mais do que a vontade de ser mãe, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Também há os que pensam que uma mulher perde qualquer direito à maternidade se recebeu dinheiro para dar à luz uma criança, mesmo que também tenha fornecido o óvulo para fecundação. Será que, dessa forma, podemos resumir o que é ser mãe? Será que tudo se reduz a uma questão financeira? Será que qualquer mulher aceitaria dar à luz uma criança para ser criada por outra? Ou será que algumas não fariam isso nem por todo dinheiro do mundo? Será que uma mulher que aceita esse encargo não é alguém que precisa muito de dinheiro? Isso faz dela uma pessoa menor? Será que todas as que pagam para outra parir seus filhos o fazem por uma impossibilidade de elas mesmas carregarem suas crianças no ventre? Ou algumas apenas não querem passar pelos incômodos de uma gestação? Parece que um nascimento também envolve muito mais do que dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Agora, vamos colocar mais lenha nessa fogueira. Há casos de mulheres que pariram, mas se recusaram a amamentar a criança, com medo de estabelecer um vínculo afetivo. Algumas tinham fornecido o óvulo e também alugado o ventre; outras tinham sido apenas hospedeiras. Nesses casos, podemos nos arriscar a dizer que, em qualquer das duas situações, o que pesou para essas mulheres não foram nem os laços genéticos nem o carregar por nove meses, apenas. Talvez, para elas, a relação só se estabeleça no segurar a criança ao colo, no aconchegá-la, no amamentá-la, um momento de rara intimidade. Minha mãe e minha irmã amamentaram os próprios filhos e filhos de outras pessoas. Será que elas também podem ser consideradas mães dessas crianças? O que significa ser mãe de leite? Ou o peso está na combinação dar o útero e dar o peito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por outro lado, há quem diga que mãe é a que cria, que dá de mamar, que acalenta, que acompanha nas cólicas, na doença, no nascimento dos dentinhos, nos primeiros passos, nos trabalhos escolares. Nesse caso, como ficam as babás? Muitas mulheres geraram e pariram seus filhos, mas eles são criados por profissionais que ganham para dar mamadeiras, papinhas e banhos; trocar fraldas; contar histórias e brincar; consolar na dor e nos pesadelos. Algumas chegam a ser babás também dos filhos dessas crianças. Será que essa profissional, só por estar sendo paga, é menos mãe do que a mulher que pariu a criança? Será que ela é menos mãe do que alguém que cedeu em aluguel a barriga? Nós não vemos dificuldade em pagar uma profissional para cuidar, com essa intimidade, de nossas crianças. Por que tanto problema em alguém receber dinheiro para hospedar, no ventre, o filho desejado por outra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Lembram da história em que o Rei Salomão decide uma questão de maternidade? Duas mulheres tiveram filhos juntas; um dos filhos morreu e a mãe dele, inconformada, disputava o sobrevivente com a outra, dizendo-se a verdadeira. Foram até o palácio do Rei Salomão e contaram-lhe a história. Ele mandou chamar um dos guardas e lhe ordenou: "Corte o bebê ao meio e dê um pedaço para cada uma". Falado isso, uma das mães começou a chorar e disse: "Não, eu prefiro ver meu filho nos braços de outra do que morto nos meus", enquanto a outra disse: "Para mim, é justo". Salomão, reconhecendo a mãe na primeira mulher, mandou que lhe entregassem o filho e que levassem a falsa mãe para a prisão perpétua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O rei poderia ter a certeza da ascendência daquela criança? Certeza mesmo, não. Vamos imaginar que um exame de DNA demonstrasse que a mãe biológica era a que achou justo que se cortasse o bebê. Dá para imaginar Salomão, conhecido por sua sabedoria, entregando a criança a ela? Acho que ele passaria por cima do resultado e daria o bebê à falsa. Nesse caso, o teste era absolutamente desnecessário. Ele partiu da ideia de que a verdadeira era aquela que se dispunha a abrir mão da criança, passando por cima do próprio sofrimento para que ela vivesse, mesmo com outra. E pra você? O que é ser mãe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nossa discussão está no começo. Quero muito saber o que você pensa sobre barriga de aluguel. Comente este texto. Divulgue-o. Convoque seus amigos a participar também. O que aqui for dito poderá embasar a decisão daquelas criaturas de Deus que nos representam no Legislativo. Lembre que há vários projetos de lei, para disciplinar a matéria, em tramitação. Então, participe! No sábado, estaremos juntos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1693462781000205072?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1693462781000205072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1693462781000205072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1693462781000205072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1693462781000205072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/09/you-are-my-sunshine-ii.html' title='You are my sunshine II'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3792520328646811971</id><published>2009-09-06T16:44:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:12:32.512-03:00</updated><title type='text'>You are my sunshine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 8/8/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não param as notícias sobre Michael Jackson. Por esses dias, assisti a um vídeo caseiro em que os dois filhos mais velhos do cantor, na época com uns três, quatros anos, cantavam para ele uma adaptação de You are my sunshine, substituindo sunshine por dad. Papai em lugar de luz do sol! Uma singela declaração de amor em que Paris e Prince Michael agradecem pelo bolo e pelo sorvete que a pequena família, pai e três filhos, compartilhou naquela noite. Caberia em qualquer comemoração pelo Dia dos Pais. Cenas bonitas, comoventes, não só pela delicadeza das crianças, mas porque o pai está morto e, não obstante a fortuna por ele deixada, os filhos estão órfãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É natural que as pessoas tenham reservas quando se fala no relacionamento do astro com os filhos, não apenas pelas denúncias de pedofilia envolvendo outras crianças, de que ele foi alvo, mas porque nenhum dos três parece descendente dele. Além disso, dizem que as crianças foram criadas com a ideia de que não tinham mãe, só pai. É um rolo sem tamanho. O próprio Michael admitiu ter recorrido a uma barriga de aluguel para ter o caçula, Prince Michael II. Segundo o ídolo, ele e a mãe do garotinho não se conheceram. Ela teria cedido o óvulo e a barriga; ele, o espermatozóide. Achou estranho? Quando ele declarou que planejava adotar duas crianças, um menino e uma menina, de cada continente, muita gente ficou encantada com a iniciativa. Mas, quando falou em barriga de aluguel, a coisa mudou de figura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Michael Jackson não foi a única celebridade a recorrer a barriga de aluguel. Sarah Jessica Parker, conhecida atriz do seriado Sex and the City, e seu marido, o ator Matthew Broderick, também fizeram o mesmo, depois de muita frustração para aumentar a prole, que contava apenas um garotinho de seis anos. Isso só para citar um exemplo. Não dá nem pra saber ao certo quantos famosos e não famosos lançaram mão desse artifício. Na maior parte dos Estados Unidos, como acontece em vários outros países, a barriga de aluguel não é admitida. Mas, na Califória e na Flórida, ela é legalizada, assim como na Índia. As pessoas estão divididas nessa questão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A internet está cheia de anúncios de mulheres que se oferecem para esse fim. Muitas precisam de dinheiro para o básico, como estudar, comprar uma casa, criar com um mínimo de conforto os próprios filhos. Conforme publicado por UOL Notícias no último dia 12, ceder em aluguel uma barriga, no Brasil, não é tipificado como crime. Entretanto, segundo o médico Pablo Chacel, que é corregedor do Conselho Federal de Medicina, existe uma legislação que impede clínicas de fertilização de implantar embriões em barrigas de aluguel. Aceita-se, sim, a chamada mãe substituta, uma mulher que tenha laços próximos de parentesco com a que não pode ser mãe “pelas vias normais”, que topa emprestar o útero. Não há dinheiro envolvido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há casos de avós que carregaram netos no ventre, de tias que deram à luz sobrinhos, incríveis provas de amor. Mas a verdade é que a barriga de aluguel transformou-se em um negócio rentável. Segundo a mídia, alguns centros de medicina reprodutiva, por exemplo, apesar da legislação proibir, dispõem de cadastro de mulheres que querem alugar o útero. Os valores variam de 40 a 100 mil reais. É uma forma de se ganhar, de uma só vez, uma grana que se levaria muito tempo para juntar. Só que questões delicadíssimas estão envolvidas nessas transações. Situações diferentes podem ocorrer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vamos imaginar a primeira: um homem e uma mulher cedem óvulo e espermatozóide para que uma criança seja gerada; após a fecundação in vitro, o embrião é transferido e se desenvolve no útero de outra mulher; ele tem a herança genética dos pais biológicos; a gestante é apenas uma hospedeira; após o nascimento, o bebê é entregue aos pais biológicos; a ex-gestante recebe o pagamento pela hospedagem. Agora, vamos imaginar a segunda: um homem cede espermatozóide para que, por meio de inseminação artificial, uma criança seja gerada por uma mulher com quem ele pode nem ter vínculo; o embrião tem a herança genética do pai e dessa mulher; após o nascimento, o bebê é entregue ao pai, que o criará junto com outra mulher; a ex-gestante recebe o pagamento pelo óvulo e pela hospedagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tanto na primeira quanto na segunda situação, tudo saiu conforme combinado. Quem desejou um bebê o recebeu, assim como quem queria dinheiro foi pago. Daí pra frente, os questionamentos se voltarão para como educar uma criança nascida desse jeito. No primeiro caso, ela poderá entender o quanto foi sonhada pelos pais biológicos, que não mediram esforços para trazê-la ao mundo, e que seu nascimento até ajudou financeiramente alguém. Mas, e se ela quiser conhecer a mulher que a carregou no ventre? E, no segundo caso, como se sentirá uma criança sabendo que tem a herança genética de uma mulher que não é aquela que ela chama de mãe? E se ela desejar conhecer a mãe biológica?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E se a mulher que parir, independentemente de ser ou não a mãe biológica, se recusar a entregar o bebê? Quem é a verdadeira mãe - a que forneceu o óvulo ou a que carregou no ventre? Aquela que desejou a criança e pagou por ela, mesmo sem vínculo genético, ou a que não a desejou, topou receber dinheiro para trazê-la ao mundo, cedeu o óvulo e depois voltou atrás? Como fica uma criança que já nasce em meio a um litígio dessa natureza? Duas mulheres brigam por ela – quem ela deverá chamar de mãe?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há quem considere isso tudo muito normal, da mesma forma que há quem veja a prática como o fim dos tempos. Além disso, não ser considerado crime, por não estar previsto no Código Penal Brasileiro, não quer dizer que seja ético ou moral. No Congresso Nacional, há dezenas de projetos de lei em tramitação para disciplinar a matéria. A discussão é complexa, passando, inclusive, pela redefinição jurídica do que é ser mãe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nossa discussão está apenas começando. Quero muito saber o que você pensa sobre barriga de aluguel. Comente este texto. Divulgue-o. Convoque seus amigos a participar também. O que aqui for dito poderá embasar a decisão daquelas criaturas de Deus que nos representam no Legislativo. Então, participe! Feliz Dia dos Pais a todos e até sábado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3792520328646811971?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3792520328646811971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3792520328646811971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3792520328646811971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3792520328646811971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/09/you-are-my-sunshine.html' title='You are my sunshine'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3435352576955439410</id><published>2009-08-22T18:59:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:13:27.771-03:00</updated><title type='text'>Be a lion</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 18/7/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde 27 de junho, venho usando a história de Michael Jackson para falar do nosso dia a dia, das dificuldades que enfrentamos e das que testemunhamos. E, embora a realidade do ídolo pareça bem distante da nossa, aos pouco vamos percebendo que os problemas faziam dele uma pessoa comum. O texto They don’t care about us iniciou uma discussão sobre o envolvimento de profissionais de saúde na viciação e na morte do astro, o exercício da Medicina como um comércio, a falta de amor ao próximo. Dos vários comentários postados, destaco o de Edna, que escreveu: “Maraci, não precisamos ir muito longe para vermos quanto o dinheiro fala mais alto. Veja o caso do Marcelo Caron, que matou duas mulheres recentemente ao submetê-las a cirurgia plástica mesmo não sendo médico. Em que mundo vivemos?”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O caso de Denísio Marcelo Caron merece um esclarecimento. Segundo divulgado pela imprensa, ele era médico, mas usava diploma falso de especialização em cirurgia plástica. Teve o registro profissional cassado e é acusado de ter provocado a morte de cinco mulheres, além da deformação física de outras 35. O que levaria um médico a arriscar a vida de pacientes em procedimentos para os quais não estava habilitado? E, no caso dos especialistas, o que os levaria a, por exemplo, realizar cirurgias que terminam transformando rostos em máscaras, como aconteceu com Michael Jackson? Será que tudo se resume a dinheiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Correio Braziliense de 12 de julho trouxe a notícia de que adolescentes entre 13 e 18 anos, insatisfeitos com a aparência, respondem por 13% das cirurgias plásticas anuais realizadas no país. Pesquisas demonstram que, em 45% dos casos, as pessoas se queixam do nariz. As demais reclamações estão relacionadas a outras partes do rosto, às mamas, ao bumbum, à barriga e por aí afora. Especialistas atribuem a procura às novas técnicas, à redução dos preços, às transformações psicológicas e físicas típicas de uma fase de transição, e à influência da mídia, que nos bombardeia com imagens de pessoas fisicamente lindas, esculpidas nas academias e nos centros cirúrgicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É natural querer parecer mais jovem e bonito. Mas a coisa anda tão fora de controle que faz da indústria da beleza uma das que mais crescem, mesmo em um país como o nosso, ainda tão carente do básico. Há pessoas que já se modificaram tanto que não seriam reconhecidas nem pela própria mãe, que parecem saídas da ficção científica. De tão obcecadas, copiam, inventam, topam tudo e terminam se tornando presas fáceis de profissionais inescrupulosos, de gente que promete milagres. As que não morrem acabam mutiladas. O problema está no exagero, na preocupação patológica com a aparência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A isso damos o nome de Dismorfofobia ou Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), doença que afeta cerca de 1% da população. Adultos e adolescentes que nunca estão satisfeitos com o próprio corpo malham sem parar ou se submetem a cirurgias sucessivas para resolver um problema às vezes mínimo. Passam fomem ou vomitam o que comem; fazem uso de anabolizantes, diuréticos, laxantes, anfetaminas; espremem-se em espartilhos; extraem costelas para afinar a cintura; vivem se olhando no espelho ou evitam a própria imagem; isolam-se socialmente e correm um enorme risco de morte, inclusive por suicídio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em geral, o distúrbio se manifesta na adolescência ou na primeira idade adulta, períodos em que a autoestima não está plenamente desenvolvida. Mas não é raro perto dos 40 anos, quando muitos entram em pânico por não aceitarem o envelhecimento, que é natural e acomete todos os que não morreram jovens. Há relatos de pessoas que se mataram para fugir às marcas do tempo, para serem lembradas como moças e belas. Tudo isso tem muito a ver com Michael Jackson, não? Muito a ver com muita gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por que há pessoas que não se incomodam com essas coisas e há aquelas que sofrem terrivelmente com detalhes, eternamente descontentes, na perseguição de um ideal que nunca é alcançado? É óbvio que o problema não está no físico. Na música Be a lion, o Rei do Pop fala de ser um leão forte, dono de um rugido poderoso, que com nada se assusta, sem medo por dentro, sem necessidade de correr ou se esconder, o mais bravo de todos. E, embora o felino seja um animal fisicamente privilegiado, é às características psicológicas que a música se refere. Que atire a primeira pedra aquele que nunca desejou ser forte e belo, o rei da selva!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então, se você conhece alguém que enveredou por esse caminho, oriente a procurar ajuda. Tragédias como a de Michael Jackson podem e devem ser usadas para despertar a atenção. O tratamento consiste em acompanhamento psiquiátrico, para a prescrição de remédios que são indispensáveis, e psicoterapia. A dismorfofobia é uma doença que não deve ser subestimada. Mas alguém corretamente orientado logo poderá voltar a ter uma vida normal, a ser um leão livre, deixando para trás essa prisão. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3435352576955439410?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3435352576955439410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3435352576955439410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3435352576955439410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3435352576955439410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/08/be-lion.html' title='Be a lion'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1097968131562989821</id><published>2009-08-10T19:52:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:13:36.783-03:00</updated><title type='text'>We are the children</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 25/7/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;USA for Africa foi o nome dado ao grupo de 44 artistas que, em 1985, protagonizaram uma campanha para ajudar a diminuir a fome naquele continente. A música We are the world, escrita por Michael Jackson e Lionel Richie, rendeu cerca de 55 milhões de dólares e, segundo a imprensa, não foi o único trabalho humanitário do Rei do Pop. Em maio de 1984, ele já havia participado do lançamento de uma série de ações contra as drogas, na Casa Branca. E, em julho, anunciado que doaria aos pobres os lucros da turnê Thriller. Parece que era grande o coração do ídolo. Mas não foi só pelo talento e compaixão que ele chegou às manchetes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Queixas de pedofilia abalaram a carreira do popstar. A primeira, que envolveu Jordan Chandler, então com 13 anos, acabou retirada graças a acordo que incluiu o desembolso, pelo astro, de US$ 20 milhões. Além dessa, outras acusações levaram Michael aos tribunais, mas ele nunca foi condenado. Foi julgado e considerado inocente por unanimidade. Agora, depois da morte do ídolo, começou a circular, na internet, comunicado em que supostamente Jordan confessaria ter sido obrigado pelo pai a inventar o abuso. Só que não há confirmação dessa notícia. E não acredito que a verdade possa vir à tona desse jeito. Se foi tudo uma farsa, revelar significaria, no mínimo, o suicídio financeiro dos Chandlers.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essas acusações correram os quatro cantos do planeta. Seriam verdadeiras? Não faltavam mulheres e homens adultos desejosos de dividir a cama com Michael Jackson. Por que o envolvimento com crianças? Foram muitas as perguntas e as tentativas de resposta. E, com a mesma veemência com que alguns falavam que aquilo era impossível, outros acusavam, inclusive dizendo ter sido ele, Michael, explorado sexualmente pelo próprio pai. Não dá pra saber nada com certeza. Mas, se houve abuso, não foi o primeiro e nem será o último caso, infelizmente. A violência sexual contra crianças existe desde que o mundo é mundo e se estende a todos os lugares, raças e classes sociais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E ela se torna devastadora quando é incestuosa, ou seja, envolve um adulto importante na vida da criança, alguém de quem ela dependa, que tenha um papel fundamental na sua formação. As estatísticas nos mostram que, na grande maioria dos casos, os agressores são pais, padrastos, avós, irmãos, tios, primos, pessoas em quem a vítima confia, de quem espera amor, proteção. Molestada sexualmente, a criança vai se envenenando por ser obrigada a manter o segredo e por se sentir culpada, de alguma forma, pelo mal que lhe acontece. Ela cresce tentando esconder e esquecer a experiência. E termina levando para o túmulo esse terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O abuso sexual é uma profanação baseada na necessidade de poder, de dominação. E, quando envolve uma criança, também na ideia de que ela é um ser inferior. Há relatos inacreditáveis. Lembro bem de um em que uma avó desvirginou a neta de quatro anos; e de outro em que um bebê de três meses foi internado com doença venérea na garganta. A todo momento, crianças são desrespeitadas das mais diferentes formas, inclusive assim. E, mesmo sem violência física, de um jeito ou de outro, a vítima é coagida. Ela se submete por medo do agressor; por receio de magoar os sentimentos do seu algoz, se ele é muito próximo; e, às vezes, por não querer perder o que talvez seja a única manifestação “de carinho” que a ela é oferecida. Muitas são pegas de surpresa e não sabem ou conseguem reagir; muitas são enganadas pelo agressor, que lhe diz que todo mundo faz aquilo; muitas são treinadas para serem obedientes e não conseguem dizer não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E o que as pessoas em geral não sabem é que esse tipo de violência contra a criança não se limita à relação sexual. Ela pode acontecer disfarçadamente, sob a forma de carícias nada inocentes ou mesmo sem contato físico. O agressor pode, por exemplo, exibir material pornográfico; andar nu para despertar a atenção da criança; ou se masturbar na frente dela. Ele também pode espiar a criança trocando de roupa ou no banho; ou lhe fazer observações sedutoras, sugestivas, às vezes apenas com o olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E o que leva alguém a se comportar de forma tão odiosa? Muitos agressores são doentes, estavam alcoolizados ou drogados no momento da agressão; muitos sofreram abuso sexual na infância e cresceram com uma ideia totalmente distorcida da vida. Há pais, por exemplo, que se sentem donos das filhas e acreditam ter direito a serem o primeiro homem em suas vidas; alguns ainda tentam responsabilizar as vítimas, alegando que foram provocados; outros empurram a culpa para a esposa ou o marido dizendo que só se voltaram para a criança porque não tinham um parceiro sexual competente ou disponível; e, não raramente, a mãe é uma cúmplice, por ignorar os sinais de que algo está errado; por não ser capaz de proteger a criança. Isso quando ela não participa ou promove o abuso. De qualquer forma, o agressor precisa ser punido. E, se for o caso, tratado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além disso, há casos em que os pais se comportam de forma imprópria na frente dos filhos, argumentando que sexo faz parte da vida; ou se esquecem de tomar os devidos cuidados e são flagrados em momento de muita intimidade. Mesmo que não tenham a intenção, terminam envolvendo a criança em um assunto para o qual ela não tem preparo. Pais que se amam e trocam carinhos é uma coisa. Sacanagem na frente dos pequenos é outra. A criança não entende bem o sexo. Dependendo da idade que ela tenha, o ato pode ser visto como ameaçador ou sujo. Nem mesmo recém-nascidos devem dividir o quarto com os pais. Sexo é maravilhoso, mas é para adultos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É triste, mas não precisamos ir a Los Angeles para falar em pedofilia. Recentemente, dois homens, um de 42 e outro de 38 anos, solteiros e de classe média, foram presos acusados de abusar sexualmente de um menino de 13 anos. Segundo o DFTV 2ª. Edição do último dia 17, um deles mora na Asa Sul e trabalha como analista de sistemas nos Correios; o outro reside no Guará e é empregado terceirizado da área de infomática do Ministério da Saúde. Os dois teriam abusado, ainda, de quatro crianças que costumavam levar para passear. E, ao que tudo indica, são parte de uma quadrilha internacional. Mas, o pior de tudo é que o que rolava na casa deles era do conhecimento dos vizinhos. Só que demorou para que alguém denunciasse. Ainda há gente que acha que não deve se envolver nesses assuntos, que eles não lhes pertencem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crianças são vendidas, compradas, alugadas em um comércio medonho que cresce bem debaixo dos nossos narizes. Não podemos fechar os olhos ao que está acontecendo. Todos somos responsáveis por todas as crianças e precisamos estar sempre alertas. Como diz a música escrita pelo próprio Michael Jackson, nós somos o mundo, nós somos as crianças, nós somos aqueles que criamos um dia mais brilhante, que vamos criar um dia melhor. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1097968131562989821?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1097968131562989821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1097968131562989821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1097968131562989821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1097968131562989821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/08/we-are-children.html' title='We are the children'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5005468401583619852</id><published>2009-07-27T08:48:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:13:47.829-03:00</updated><title type='text'>They don't care about us</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 11/7/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;As duas últimas edições desta coluna trouxeram um assunto que rendeu e continua rendendo no mundo todo. No texto See you later, Michael, publicado em 27 de junho, falei sobre a morte de Michael Jackson e aproveitei situações da vida do ídolo para abordar os problemas que costumam surgir quando pais tentam realizar seus sonhos por intermédio dos filhos ou quando crianças têm a infância roubada justamente por quem as deveria proteger. E, em Thriller, do último sábado, tratei da violência doméstica, a partir de experiências relatadas pelo próprio Rei do Pop. Conforme disse, o maior astro do showbusiness, de todos os tempos, vale uma série de artigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;A vida e a morte de Michael estão pontilhadas de mistério, de fatos não explicados. Muita gente quer entender o que leva alguém, que possui o que a maioria dos habitantes deste planeta nem sequer imagina que uma pessoa possa ter, a se destruir. Vivemos em um mundo cheio de problemas, de miséria, de dramas. Milhões passam fome, não têm acesso a água potável, não sabem o que é saneamento básico, não têm onde morar e veem segurança e educação como algo inatingível. Mas, contra tudo e todos, estão por aí, lutando para se manterem vivos, para melhorar. E, na contramão disso, um ídolo tão admirado, desejado, invejado, imitado, que parecia ter tudo, matava-se lentamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Suicídio? A definição trazida pelo Novo Dicionário Aurélio é bem clara – desgraça ou ruína procurada de livre vontade ou por falta de discernimento. Será que Michael Jackson tinha a intenção de se matar? Ou será que lhe faltou a capacidade de julgar, de forma clara e sensata, o que lhe estava acontecendo, o rumo perigoso que sua vida estava tomando? Estaria ele consciente de que, drogando-se daquela forma, corria um risco tão alto? Ou teria se fiado na presença do cardiologista contratado para acompanhá-lo dia e noite?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Todos temos um certo vazio interior. Isso ainda faz parte de nós, criaturas que acessamos pouco o conhecimento que detemos a respeito das leis que regem o Universo. Mas, em alguns, esse espaço não preenchido é sentido como um enorme buraco na alma, que dói de forma insuportável. Naturalmente procuramos preenchê-lo e é lícito buscar alívio. Mas corremos o risco de, no desespero, lançar mão de qualquer coisa. É por isso que vemos pessoas agarradas a outras pessoas, a coisas, a situações estapafúrdias, viciados de todo tipo - em drogas lícitas e ilícitas, em relacionamentos, em jogo, em trabalho, em sexo, em exercícios físicos e por aí afora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;As investigações apontam para um grupo de médicos suspeitos de cumplicidade no vício do cantor em remédios, inclusive sedativos pesados, alguns utilizados apenas por anestesistas em hospitais. Receitas eram emitidas em nome do astro, de empregados dele, ou mesmo falsos. Onde estava a cabeça dos profissionais de saúde que o cercavam? Eles conheciam os riscos. Será que não estavam mais preocupados com os honorários nada modestos? A música They Don't Care About Us, do próprio Michael, poderia muito bem servir para falar do relacionamento do astro com aqueles a quem ele pagava para dele cuidar. Por que Michael Jackson não foi internado para desintoxicação e tratamento? Será que não poderíamos falar em homicídio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Quem não gostaria de ter um Michael Jackson como cliente? Até eu, que sou mais boba, iria adorar. Dá para imaginar o prestígio que me traria um popstar daquele nível entrando em meu consultório. Dá para imaginar a fama, o tamanho da lista de espera por consulta e a grana decorrente de tudo isso. Dá para imaginar a cara do pessoal da portaria, dos vizinhos de sala. Só não dá para imaginar que ele fosse receber um tratamento diferenciado. Ele seria atendido da mesma forma que os demais pacientes, como um ser humano que precisa de ajuda. Porque é assim que devem se comportar todos os que estão na função de curador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Dinheiro não é bom, é ótimo! É dificil resistir aos seus apelos. Mas nada neste mundo deveria ser exercido apenas como um comércio, muito menos profissões como a de médico, psicólogo, enfermeiro e tantas outras que nos colocam na posição de cuidador de um irmão fragilizado. Essas são, antes de tudo, um sacerdócio. Exigem consciência pessoal, prazer pela oportunidade de servir, de amparar, de tratar, de curar, de salvar gente que, muitas vezes, só precisa de um pouco de atenção, de calor humano. Essas requerem vocação, ou seja, chamamento, predestinação e, acima de tudo, amor ao próximo. E parece que foi exatamente isso o que faltou. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5005468401583619852?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5005468401583619852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5005468401583619852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5005468401583619852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5005468401583619852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/07/they-dont-care-about-us.html' title='They don&apos;t care about us'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7075191457000869672</id><published>2009-07-13T00:32:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:13:54.151-03:00</updated><title type='text'>Thriller</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 4/7/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Michael Jackson vale uma série de textos. Sua vida e sua morte estão recheadas de acontecimentos que dariam muitos capítulos. Tudo o que envolve o maior dos astros do pop é grandioso. Por isso, a imprensa internacional está mobilizada. Além disso, como disse na semana passada, ele movimentou, movimenta e, por muito tempo, continuará movimentando somas incríveis. E o mundo não resiste ao apelo financeiro. Milhões estão sendo investidos na busca de furos de reportagem. Qualquer informação vira notícia, especialmente o que diz respeito a grana, à fortuna deixada, aos herdeiros, ao testamento do ídolo. Ele foi, é e continuará sendo, ainda por muito tempo, uma máquina de fazer dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não creio que Joseph Jackson tenha sido capaz de vislumbrar uma coisa assim, nem sequer em seu maior desvario. Quando decidiu lançar os filhos no showbusiness, certamente almejava fama e fortuna, mas nada comparado ao que aconteceu. O caçula dos Jacksons era puro talento. Fico imaginando o que Michael teria realizado se houvesse tido uma infância e uma adolescência sem violência, amorosa. Lembro de uma longa entrevista, reprisada pela Rede Record, em que ele disse que seu pai acompanhava os ensaios segurando um cinto, que usava para bater nos meninos. Lembro do relato de surras com fio de ferro, de ser atirado contra a parede e de vomitar só por estar na presença do pai. Lembro dele contando que sua mãe gritava: “Joe, você vai acabar matando ele!”. Um verdadeiro thriller.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabemos que, para se transformarem em adultos emocionalmente saudáveis, as crianças precisam de um teto, boa alimentação, proteção contra os perigos do mundo, coisas que exigem dinheiro. Mas muitos esquecem ou nem mesmo sabem que elas também necessitam de uma família de verdade, de se sentirem felizes, respeitadas, acarinhadas física e psicologicamente, amadas. Alguém que viveu o que Michael Jackson viveu é alguém que não teve o mais importante – o amor dos pais. Nenhum dos dois estava em condições de amá-lo, nem o pai medonho, que se comportava de maneira abusiva, nem a mãe permissiva, que não conseguia proteger os próprios filhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, não foi surpreendente a decisão do Rei do Pop, de deixar o pai de fora de seu testamento. Ele não havia superado a violência sofrida, embora tenha dito, na mesma entrevista, que o pai melhorara muito e que, no fundo, era um homem bom. Parece que Michael, assim como provavelmente acontecia ou acontece com sua mãe, acreditava, ou tentava crer, que o comportamento inaceitável de Joe Jackson tinha uma causa justa, o bem dos filhos, um futuro melhor para eles, rico de coisas que o dinheiro pode comprar, embora pobre daquilo que realmente tem valor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As crianças tendem a se identificar com um dos pais. A frase parece um lugar-comum? Entretanto não deixa de ser verdade. E é claro que as coisas não funcionam assim, de maneira tão simples. Mas é mais ou menos o que acontece. Então, em uma família como a de Michael, em que um dos pais violenta os filhos e o outro não consegue defendê-los, as opções dos pequenos são: tornarem-se como o pai, forte, poderoso, detentor do controle, dono da razão, embora assustador e digno de ódio; ou se tornarem como a mãe, frágil, controlada, vítima, assustada e digna de pena. A escolha lhe parece difícil? Para uns, não. Para outros, sim, um outro thriller.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Neste ponto, vocês poderiam me perguntar – só essas duas opções? Não há escapatória? Por isso eu disse que as coisas não funcionam assim, de maneira tão simples. Certamente há outras saídas. Mesmo porque os pais geram o corpo dos filhos, não o espírito, ou seja, não geram a essência. As crianças não devem ser vistas como uma folha de papel em branco. Elas têm uma história coletiva e uma individual. E muitas vêm a este mundo não para aprender, mas para ensinar. Só que os pais têm uma função fundamental. Na infância, as crianças estão mais acessíveis a conselhos e, principalmente, exemplos. É dever dos pais incentivar as boas inclinações e reprimir as más, sem violência, com amor, ajudando os filhos a progredir, não apenas financeiramente, como este mundo materialista e imediatista sugere, mas moralmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dificilmente uma criança que é vítima dos pais vai conseguir olhar para eles e entender que são criaturas ainda incapazes de amar. Dificilmente não se culpará pelo que lhe está acontecendo de mal. Dificilmente compreenderá que precisa se defender justamente daqueles que têm a missão de protegê-la. Dificilmente buscará outros modelos sem se sentir uma traidora. Dificilmente não se tornará um adulto que não se aceita e não se sente merecedor de amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acredito que o ser humano está melhorando, embora ainda tenhamos muito a aprender, um longo caminho pela frente. Mas o que vemos acontecer a nossas crianças é doloroso. O mundo está cheio de Michaels Jacksons, mas, para a esmagadora maioria, feliz ou infelizmente, buscar refúgio na Terra do Nunca não é uma opção. Que possamos aproveitar a tragédia pessoal desse irmão para refletir. Valeu, Michael!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7075191457000869672?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7075191457000869672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7075191457000869672&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7075191457000869672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7075191457000869672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/07/thriller.html' title='Thriller'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3865791311360170162</id><published>2009-06-29T00:21:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:04.607-03:00</updated><title type='text'>See you later, Michael</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 27/6/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: right;  font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A notícia da morte de Michael Jackson, na tarde da última quinta-feira, surpreendeu o mundo. Todos queriam saber se ela era verdadeira, o que havia acontecido. A movimentação na internet foi tanta que travou o Google e o Twitter. E, com a triste confirmação, as manifestações não pararam mais. Pessoas comuns e famosas comentam e choram a perda do ídolo. O Rei do Pop parte nos deixando boquiabertos, como sempre. Fica para trás uma vivência marcada pelo sucesso e pelos escândalos, que o levaram da riqueza à ruína financeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fala-se em parada cardíaca provocada pelo excesso de trabalho e pelo abuso de medicamentos. Não sabemos ao certo a causa da morte. Mas sabemos a importância que Michael teve para a indústria do show business. Sabemos que foi um dos maiores fenômenos musicais de todos os tempos, um prodígio, um artista completo, que compunha, cantava e dançava como poucos, um talento inquestionável que deixa saudade, especialmente em quem, como eu, cresceu acompanhando sua carreira, desde os tempos do Jackson Five.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ousado, polêmico, irreverente, esquisito, genial, ele ganhou e perdeu verdadeiras fortunas ao longo de meio século de vida. Movimentou e continua movimentando somas incríveis. Off the wall bateu quatro vezes o topo da Billboard; Thriller, que custou US$ 750 mil, ultrapassou a marca de 109 milhões de cópias vendidas; We are the world, que ele compôs em parceria com Lionel Richie, arrecadou milhões para crianças carentes da África. Os números na vida de Michael Jackson são surpreendentes. Seus shows batiam recordes de público. Ele teve cinco álbuns entre os mais vendidos e ganhou 25 Grammys. Os shows da turnê que encerraria sua carreira deveriam ser assistidos por cerca de 1 milhão de pessoas e lhe renderiam mais de US$ 200 milhões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Michael era descrito como bom, educado, gentil. Não fumava, não bebia, não usava drogas ilícitas e não comia carne. Mesmo assim, a vida dele foi definida, por um de seus ex-assessores, como uma jornada autodestrutiva. Seu estilo extravagante; as sucessivas cirurgias plásticas que, em lugar de lhe trazerem o rosto dos sonhos, transformaram sua aparência em um pesadelo; os casamentos inexplicáveis, primeiro com a filha de Elvis Presley, depois com uma enfermeira desconhecida que lhe deu dois filhos; a contratação de uma mãe de aluguel para o nascimento do terceiro filho; e os acordos em processos judiciais por acusação de pedofilia abalaram ainda mais sua estrutura emocional e a financeira, levando-o ao isolamento social e o obrigando a vender o rancho Neverland, assim como parte dos direitos autorais sobre as músicas dos Beatles. Segundo publicado por jornais de todo o mundo, ele deixa dívidas que totalizam cerca de US$ 400 milhões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas quem foi de fato Michael Jackson? Um homem negro que desejava parecer uma mulher branca? Um garoto que, tal qual Peter Pan, vivia na Terra do Nunca e se recusava a crescer? Algoz ou vítima? Criminoso ou doente? Alguém capaz de, deliberada e conscientemente, trair a inocência de uma criança? Ou uma das muitas pessoas que não conseguiram superar nem as próprias dificuldades nem as decorrentes de uma infância de violência e abuso, que tentava desesperadamente preencher um vazio que mais e mais aumentava?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez jamais saibamos a verdade. Mas a biografia de Michael aponta para uma família grande e pobre em que o pai trabalhava como operário e tentava uma carreira musical que nunca foi pra frente. Obcecado, Joe Jackson passou a investir nos filhos, que se mostravam talentosos. Abusivo e violento, buscando fortuna e sucesso, roubou-lhes a infância, submetendo-os a ensaios exaustivos, controlando, exigindo e castigando-os severamente quando as coisas não saíam da forma como ele queria – um verdadeiro calvário. Só Deus sabe o que acontecia entre aquelas quatro paredes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É importantíssimo que os pais incentivem os filhos, que os ensinem a serem persistentes e disciplinados. Além do mais, dinheiro costuma cair muito bem, especialmente para um casal que vive na maior dureza, com nove crianças, como era o caso dos Jacksons. Mas fico pensando em como teria sido a vida de Michael se o pai tivesse visto nele, acima de tudo, um filho, que deveria ser acolhido com amor. Ou se a mãe tivesse tido a coragem de defendê-lo, de protegê-lo, mesmo do pai. Será que aquele garoto não teria se tornado um adulto emocionalmente maduro e equilibrado, capaz de se aceitar como era, em condições de encarar e resolver os problemas do mundo real, que não precisasse se esconder atrás de máscaras cirúrgicas? Será que ele não estaria vivo e com saúde suficiente para criar os próprios filhos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Noutro dia, li que ninguém deveria ter filhos por necessidade, para aliviar a solidão, dar sentido à vida tentando reproduzir a si mesmo em uma cópia, ou buscar a imortalidade lançando um germe seu no futuro. Sábias ponderações. Porque os filhos não vêm ao mundo para atender as nossas expectativas. Aliás, devemos sempre esperar deles sonhos próprios e mais elevados que os nossos. Acho que o ideal é que nós comecemos ensinando a eles e que, o quanto antes, eles já estejam nos ensinando. Esse pode ser um bom indicativo de que cumprimos nossa missão. Como dito por Gribran, em O Profeta, nossos filhos não são nossos filhos, são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Valeu, Michael!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3865791311360170162?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3865791311360170162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3865791311360170162&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3865791311360170162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3865791311360170162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/06/see-you-later-michael.html' title='See you later, Michael'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3202290963116155826</id><published>2009-06-15T19:04:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:11.054-03:00</updated><title type='text'>Valeu, Tina!!!!</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right;  font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 2/5/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ontem, 1° de maio, celebramos o Dia do Trabalho. Temos todo tipo de data comemorativa em nosso país. Algumas são mundiais e bem conhecidas. Outras, nem tanto. Há a da confraternização universal, o Natal, a da chegada do ano novo, o dia das mães, o dos pais e o das crianças, a Páscoa e o São João, por exemplo. Mas há também o dia do supermercado, o da saudade, o do telefone, o da juventude, o do disco, o dos solteiros, o do anunciante e por aí afora. Uns bem loucos, não?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, 2 de maio, é dia do ex-combatente e do taquígrafo. Pouca gente sabe disso. Já o dos psicólogos, comemoramos com os corretores de imóveis em 27 de agosto; os economistas celebram em 13 de agosto; e os jornalistas, com os corretores, os médicos legistas e a saúde em 7 de abril. Mas há uma figura que termina sendo esquecida, embora também tenha seu dia – o trabalhador doméstico. Vinte e sete de abril não deveria passar em branco. Não há um só dono de casa que não saiba o valor de se ter um bom profissional para apoiá-lo no dia a dia do lar, doce lar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu bem o sei. No próximo 10 de junho, eu e Tina completaremos 12 anos de uma grande parceria. Parece que foi ontem que ela chegou, indicada pelo porteiro do prédio em que eu morava, o seu Antônio. De lá pra cá, vivemos muitas coisas. Ela me ajudou a criar meu filho, assim como eu, de uma maneira diferente, a ajudo a criar Vitor Hugo e André Luiz. Passamos por momentos felizes e também de sufoco. Rimos, choramos, brigamos e nos acertamos, duas mulheres crescendo juntas, uma batalhando ao lado da outra. Muita gente cruzou meu caminho nesse período, mas poucas pessoas são ou foram tão significativas. Não posso nem imaginar o quanto teria sido difícil sem ela, sua comida caprichada, sua disposição e disponibilidade, seu apoio, sua alegria, seu carinho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só que, lamentavelmente, esse tipo de relação não é tão comum. E o lado trabalhista ainda é bastante problemático. Conforme publicado no site do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Município de São Paulo – STDMSP, dos 6,8 milhões de trabalhadores domésticos, apenas 27,1% possuem vínculo formal de trabalho. Dos 2,3 milhões que trabalham como horistas, nem 10% contribuem para a previdência social. Mas há uma luta por jornada de trabalho estabelecida, hora extra, adicional noturno, salário-família e FGTS obrigatório. E, segundo especialistas e representantes de empregadores e trabalhadores domésticos do estado de São Paulo, o custo dos encargos deverá dobrar, caso isso venha a se concretizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É claro que vai pesar pra muita gente, mas todo trabalhador acha o máximo ter seus direitos garantidos, mesmo porque eles são o resultado de discussões ferrenhas e até de mortes. E, se podemos tê-los, por que não aqueles que estão ao nosso lado, fazendo o que não podemos, não queremos ou não sabemos, tornando possível que nos dediquemos a outras atividades? Sei que muitos trabalhadores, embora já tenham garantidos esses direitos em lei, não os usufruem de fato, pelo menos não na totalidade. Quantos, por exemplo, não ultrapassam a jornada sem hora extra? Já fiz isso tantas vezes que perdi a conta. Mas há os que conseguem. É nesses que devemos nos espelhar. E o que desejamos de bom para nós devemos querer pra todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O começo nunca é fácil. Pode até haver desemprego. Mas, com o tempo, as coisas sempre chegam onde têm de chegar. Tudo se acomoda. Foi assim com trabalhadores de outras categorias. Por que não com os domésticos? Por que sustentar uma situação que é flagrantemente injusta?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, a você que ainda reluta nessa matéria, peço que procure se colocar no lugar desse trabalhador, de seu parceiro. Acredito firmemente que pior do que os erros que cometemos por ignorância são os acertos que deixamos de perpretar quando podíamos, mas para o qual fechamos egoisticamente os nossos olhos. Valeu, Tina! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3202290963116155826?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3202290963116155826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3202290963116155826&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3202290963116155826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3202290963116155826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/06/valeu-tina.html' title='Valeu, Tina!!!!'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-8873882633363302811</id><published>2009-06-01T08:44:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:17.219-03:00</updated><title type='text'>A Parte mais Sensível</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 25/4/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crise mundial – queda na atividade econômica e, consequentemente, na arrecadação de tributos. Cenário nada bom em qualquer período e especialmente ruim em época de campanha eleitoral, como a que já estamos vivendo. Veio daí a necessidade de se adotarem medidas para, pelo menos, minimizar o estrago. Surgiu a idéia de se reduzirem impostos sobre alguns produtos, como automóveis e eletrodomésticos da chamada “linha branca”, para dar mais impulso à economia; e a de aumentar a tributação sobre cigarro e bebida alcoólica, para garantir os cofres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o site G1, a prática de onerar esses produtos quando a coisa aperta não é nenhuma novidade. Já no ano passado, membros do governo defenderam o aumento da cobrança de tributos sobre bebidas e cigarro, como forma de compensar a perda de arrecadação sofrida pela extinção da CPMF. Além dos significativos valores arrecadados, esse tipo de medida soa como em prol da saúde pública. O governo mata dois coelhos com uma “caixa d’água” só. Um primor de idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com estudos do Banco Mundial, o aumento nos preços de produtos derivados do tabaco é uma das políticas de controle com melhor custo/efetividade, principalmente entre a população jovem e a de baixa renda, que são mais influenciadas pelos preços em suas decisões de consumo. E é público e notório que o tabaco é a droga que provoca mais mortes no mundo, sendo responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão. Hoje, no Brasil, o número de óbitos causados pelo tabagismo é de 200 mil por ano. E nem estamos nos referindo à morte de pessoas que não fumavam, mas conviviam com fumantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à bebida alcoólica? Posso começar falando sobre algo que tem sido discutido no país inteiro desde o ano passado – A Lei 11.705/2008. O site do Correio de ontem trouxe a notícia de que, após 10 meses da chamada Lei Seca, o Detran registrou 73 mortes e 71 acidentes fatais a menos nas vias do DF. Além disso, foram autuados 3.000 motoristas por dirigirem alcoolizados. Desses, 1.228 apresentaram índice de álcool no sangue acima de 0,3mg/l. A gente treme só em pensar nas mortes que não puderam ser evitadas em todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, esse resultado é mais do que suficiente para banirmos a bebida alcoólica do país. E, quando falo banir, falo de eliminar para todo o sempre. Pareço exagerada? Mas não é só no trânsito que a bebida mata. Um percentual enorme, que calculo 70%, das tragédias que vivenciamos todos os dias, não aconteceria se o álcool não fizesse parte de nossa história. Quando lemos aquelas notícias pavorosas de homens que assassinaram suas esposas, namoradas ou ex-companheiras; de filhos que mataram os pais; de pais que abusaram sexualmente das filhas; de mães que atiraram filhos recém-nascidos pela janela; de irmãos que brigaram até a morte; de assaltos violentos; de estupros, ficamos horrorizados, mas muitas dessas barbaridades teriam sido evitadas se os envolvidos nesses dramas, nessas situações-limite estivessem sóbrios, limpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que sempre haverá quem queira me corrigir dizendo que o problema não está no consumo, mas no abuso. Então, eu me permito esclarecer, e falo como profissional da área de saúde, que muita gente não deveria beber nem sequer um copo de cerveja; que o mundo está cheio de alcoólatras em potencial que nem imaginam que não precisarão de vários porres para se transformarem em doentes de fato – basta um primeiro copo que desperte o gosto pela bebida. Isso sem falar que o álcool é, reconhecidamente, a droga que abre as portas da vida do indivíduo para outras ainda mais devastadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns meses, numa entrevista para a TV, a repórter perguntou se eu era a favor de restringir a propaganda de bebida para após as 22 horas. E eu respondi que acho que esse tipo de mensagem deveria ser terminantemente proibida. Nós vivemos em um mundo que não precisa de nenhum estímulo a mais para beber. O que se ingere e o que se gasta com bebida é uma loucura. Seria uma maravilha se tivéssemos a certeza de ser economicamente viável a transferência dos impostos que incidem sobre comida e remédio, ao todo ou quase, para o cigarro e a bebida. Será possível? Melhoraria a saúde e a vida do povo, diminuiria o consumo de drogas, as tragédias, as mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente do que muitos imaginam e apregoam, fumo e bebida alcoólica não são supérfluos. São danosos, nocivos, devastadores, porque destroem, arruínam pessoas, famílias, civilizações. Por isso estou feliz com as medidas adotadas e com as notícias do que está por vir nesse sentido. E estaria muito mais se o aumento da tributação tivesse sido motivado não pela crise econômica, mas pelo desejo de se tentar evitar as tragédias a que assistimos diariamente, pela conscientização dos que governam, pela necessidade de se salvar vidas. Só que, ao que tudo indica, os governos são como as pessoas que ainda têm o bolso como a parte mais sensível do corpo. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-8873882633363302811?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/8873882633363302811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=8873882633363302811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8873882633363302811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8873882633363302811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/06/parte-mais-sensivel.html' title='A Parte mais Sensível'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5286549673926847307</id><published>2009-05-18T13:44:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:24.186-03:00</updated><title type='text'>Amor, Imbatível Amor</title><content type='html'>&lt;div  style=" text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Série "O dinheiro e os relacionamentos" - Parte 13&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 18/4/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=" font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem acompanha esta coluna deve lembrar da terceira parte da série O dinheiro e os relacionamentos, publicada em vinte de setembro do ano passado, que recebeu o título Sobre pais, filhos e heranças. Esse texto foi objeto de muitos comentários, inclusive o de Lúcia, que postou o seguinte:“É Maraci, não está fácil a vida. Dia desses ouvi uma história horrível, de um casal de gays em que um dos rapazes morreu e, antes mesmo de ser enterrado, sua família invadiu a casa que ele morava e expulsou o parceiro sem que ele pudesse sequer tirar suas roupas. Mas quando o rapaz era vivo, a família o tinha abandonado há mais de 10 anos. Pais e irmãos sequer sabiam que ele tinha uma doença grave. E quem cuidou dele foi o parceiro que ficou sem nada, quase na miséria”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu me sinto gratificada com a participação dos leitores. Acompanhar os comentários que fazem é uma grande curtição, mesmo que tragam histórias tristes como essa, porque eles retratam a nossa realidade, a verdadeira situação do mundo em que vivemos. Sobre o caso relatado por Lúcia, creio que muito poderia ser dito. No primeiro momento, a idéia que ele em mim despertou é a de que ali houve uma combinação perigosa de preconceito e cobiça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para muitas almas, acontecimentos como o relatado por Lúcia não fazem o menor sentido porque, a todo momento, lemos e ouvimos relatos sobre relacionamentos que deveriam ser de amor, mas se mostraram de horror; de crianças atiradas pela janela de suas casas; de garotos matando pais e avós; de maridos matando mulheres; de mulheres matando maridos; de pais e irmãos abandonando seus doentes. É tanta loucura que, se não formos fortes, terminaremos por perder a fé no ser humano, em nós mesmos. Às vezes, parece que vivemos mergulhados numa espécie de pântano. E, o que é pior, pouco fazemos para dele sair.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além disso, estamos cansados de ver casais que vivem uma relação que nem de longe eu chamaria casamento. Homens e mulheres que mal se falam e mal se conhecem; que se uniram movidos por uma paixão sem embasamento ou que não foi cultivada e chegou ao fim; que se mantêm juntos por convenção, comodismo ou interesse; que, em verdade, nada constroem de bom, nem para eles mesmos nem para os que os cercam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diante desse quadro, é, no mínimo um abuso essa gente, desfraldando a bandeira do preconceito, criticar ou interferir em um relacionamento apenas por ele fugir ao padrão, por ser entre pessoas do mesmo sexo. Fico pensando em quantos casais heterossexuais conseguem se manter unidos, não por obrigações, mas por amor, numa situação difícil como a que envolveu esses rapazes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No livro Amor, Imbatível Amor, psicografado por Divaldo Pereira Franco, o Espírito Joanna de Ângelis diz que o amor é substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lamentavelmente, muitos ainda veem a união entre duas pessoas apenas como um ato social ou religioso e se esquecem de que ela envolve, ou pelo menos deveria envolver, muito mais do que geração de filhos e formação de patrimônio; que o que mantém viva a união é a amizade, o diálogo, o interesse pelo outro, a alegria de amar e ser amado; que somente o companheirismo abre as portas para a realização do par. Não importa se o casal é hetero ou homossexual. Encontrar um relacionamento de amor verdadeiro não é fácil. E quando um se apresenta, ele deve ser comemorado e servir de exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É nosso dever lutar contra o preconceito, a arbitrariedade, o abuso, para que histórias como essa trazida por Lúcia não mais se repitam. Não basta apenas criticar. O Livro dos Espíritos traz a seguinte pergunta: “ Por que, neste mundo, a influência dos maus geralmente sobrepuja a dos bons?”. E, em resposta, lá está: “ Por fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, haverão de preponderar”. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5286549673926847307?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5286549673926847307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5286549673926847307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5286549673926847307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5286549673926847307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/05/amor-imbativel-amor.html' title='Amor, Imbatível Amor'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7254642639621886426</id><published>2009-05-03T22:04:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:33.581-03:00</updated><title type='text'>Mônica, Eduardo, Sônia e o bloqueio ao telemarketing</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right;  font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 4/4/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São Paulo saiu na frente e espero que seja seguido de perto pelos demais estados. Lá, já se pode, mediante cadastro na página eletrônica do Procon, bloquear telefones para o recebimento de ligações de telemarketing. Em menos de uma semana, o número de linhas inscritas havia superado 182 mil. Conforme publicado em Veja.com, Evandro Zuliani, diretor de atendimento daquele órgão, teria assim resumido o benefício trazido pelo novo dispositivo: "A lei proíbe que incomodem o cidadão".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A gente entende que empresários e atendentes estão tentando ganhar seu sustento. Só que, nesse tipo de atividade, acontecem muitos abusos, com ligações inoportunas, insistentes e às vezes agressivas. E nem quero me referir ao irritante gerundismo. Agora, os paulistas é que decidem que empresas podem lhes oferecer produtos ou serviços, entrar em suas casas, em suas vidas. Lógico, não? Pois, vou contar aqui o caso de uma paciente que viveu uma situação parecida, embora diferente. Eu a chamarei de Mônica; o marido dela, de Eduardo; e a ex-mulher dele, de Sônia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mônica e Eduardo se conheceram no trabalho e se apaixonaram. Ela morava na mesma cidade em que trabalhavam, mas ele, em uma vizinha. Logo que o romance começou, Eduardo tratou de colocar ponto final em seu casamento, que há muito acabara de fato. Segundo ele, nem a esposa merecia ser traída nem Mônica merecia levar vida de amante. Resolvida essa questão, foram viver juntos. Entretanto, para que Eduardo pudesse acompanhar o crescimento dos filhos, ficou acordado que, a cada 15 dias, ele viajaria para a antiga cidade e lá passaria o final de semana. Como diz uma amiga minha, tudo arrumadinho dentro dos vidrinhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só que eles não contavam com a revolta de Sônia. Quanta ingenuidade! Passado o primeiro mês e o impacto inicial, a ex colocou em prática um plano singelo mas poderoso – nos finais de semana em que Eduardo estava com os filhos, ela se dedicava a infernizar Mônica. Sônia telefonava várias vezes ao dia, inclusive de madrugada, dando a entender que ela e Eduardo estavam curtindo tórridos momentos de amor. Valia tudo – sussuros, gemidos, o nome dele languidamente pronunciado, barulho de copos em brinde, Leonardo ou Daniel cantando ao fundo, terrorismo puro. E, pra complicar, a operadora de telefonia móvel não colaborava. O celular de Eduardo vivia fora da área de serviço. É aquela velha máxima – a coisa sempre pode piorar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para Mônica, era um suplício. Ela tinha razões para confiar em Eduardo, mas... Tudo bem que ele demonstrara bom caráter providenciando logo a separação, na tentativa de não expor nenhuma das duas, mas... É certo que eles estavam vivendo uma grande paixão, com todos as vantagens de um relacionamento em fase inicial, mas... A verdade é que ela não conseguia tirar da cabeça que, com Sônia, ele já havia percorrido muitos anos, tido filhos, construído um patrimônio, uma história. Ela começou a pensar que, de repente, a chegada dela à vida de Eduardo poderia ter servido apenas para espanar o marasmo do casamento deles, enfim revigorado. O que inicialmente era maravilhoso agora se mostrava perigoso. E Sônia, nossa versão feminina de Bin Laden, parecia adivinhar os pensamentos de Mônica. Aliás, não é difícil para uma mulher saber o que se passa na cabeça de outra. Então, ela se fazia implacável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dá para imaginar o que acontecia quando Eduardo chegava de volta a casa no domingo à noite? Isso mesmo – o pau comia e não era daquele jeito legal. As brigas foram se tornando frequentes e intensas. Ele se defendia como podia. Mônica tentava confiar, mas não conseguia. Tudo bem que ela tinha muitos motivos para acreditar nele e muitos para desconfiar de Sônia, mas... O paraíso virou o inferno. Quando ela me procurou, já pensava em separação. E foi só durante o processo terapêutico que Mônica entendeu que estava na hora de tomar de volta as rédeas de sua vida que, num momento de invigilância, ela deixara ao alcance de Sônia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Havia a possibilidade de Eduardo estar mentindo e Sônia dizendo a verdade? Havia. Ela tinha como checar isso? Tinha. Entretanto, Mônica decidiu que só tomaria essa providência se acontecesse algo que ela julgasse relevante, mais significativo do que o amor que pareciam viver, e se o coração dela apontasse nessa direção. Finalmente, se fosse preciso deixar Eduardo, ela o faria. Mas essa decisão seria dela e não de Sônia. Assim pensando, procurou a polícia e registrou uma ocorrência. Afinal, também nesses casos, a lei proíbe que incomodem um cidadão. A ex foi chamada para uma convesa e advertida pelo delegado. Impedida de infernizar Mônica, nada mais restou a Sônia, além, é claro, da opção de abaixar o facho. Meio desconfiada, mas livre do tormento, Mônica, aos poucos, voltou a se entender com o marido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As insinuações de Sônia nunca restaram comprovadas. Mas o desfecho poderia ter sido diferente? Sim. Há ex-mulheres que falam a verdade? Há. Mas isso, naquele momento, não era o mais importante. A providência tomada por Mônica deixou claro que ela estava novamente no controle de sua vida. Somente a ela cabia decidir o que fazer e quando fazer, sem pressões, tal qual os consumidores paulistas. Moral da história: devemos nos manter vigilantes. Os relacionamentos pessoais são importantíssimos e estamos sempre aprendendo com os outros, da mesma forma que a eles ensinando, mas não devemos permitir que ninguém determine o tipo de pessoa que seremos, nem as decisões que tomaremos pela vida afora. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nem toda ex-mulher é uma peste. Aliás, eu sustento a teoria de que qualquer mulher, antes de se envolver com um homem, deveria procurar conversar com suas antecessoras. Quer conhecer uma situação em que uma ex tentou ajudar? Acesse maracisantana.blogspot.com e pesquise o texto Dormindo com o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7254642639621886426?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7254642639621886426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7254642639621886426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7254642639621886426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7254642639621886426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/05/monica-eduardo-sonia-e-o-bloqueio-ao.html' title='Mônica, Eduardo, Sônia e o bloqueio ao telemarketing'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5480612780241249252</id><published>2009-04-20T23:40:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:16:26.421-03:00</updated><title type='text'>Desde Adão e Eva</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center; font-weight: bold; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Série "O Dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 12&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 7/3/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desde que essa série sobre o dinheiro e os relacionamentos começou, graças a sugestão da leitora Isabel, tenho pensado em escrever sobre o quanto e de que forma a falta ou o excesso de grana pode interferir na vida dos casais. Entretanto, nesses sete meses, outras coisas foram surgindo e, especialmente no que diz respeito a este trabalho, procuro deixar as ideias fluírem naturalmente, no melhor estilo “não apresse o rio; ele corre sozinho”. Mas hoje surgiu uma pequena oportunidade. Ela me foi trazida pelo gerente de um grande banco federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu na agência, aguardando atendimento, quando ouvi a seguinte frase: “Mulher só serve pra perturbar, fazer filho e tirar o dinheiro dos homens”. É claro que o rapaz não falava sério. Ele até arrancou risos de algumas mulheres que estavam na fila do caixa. Mesmo porque todo mundo sabe, ou pelo menos imagina, que, se as mulheres, num surto de vingança, retirassem os depósitos feitos no tal banco, restaria um montão de machistas desempregados que teriam de dar graças a Deus se tivessem uma esposa em condições de manter a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que essa história me lembrou uma vivida por uma ex-paciente que chegou ao consultório já em processo de separação, completamente transtornada porque o marido havia decidido deixá-la sob a alegação de que seria humanamente impossível, vivendo com ela, prosperar economicamente, aumentar o patrimônio da família, poupar para a velhice; que ela era uma deslumbrada, uma esbanjadora que só pensava em gastar; e que não aguentava mais as faturas dos cartões de crédito. Pelo menos era essa a argumentação que ele usava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanto dessa mulher era tanto que ela chegou a levar ao consultório as malditas faturas. E lá estavam registrados gastos com compras de supermercado e verdurão, combustível, escola dos garotos, farmácia, papelaria. Nada de boutique, joalheria, cabeleireiro, academia ou massagista. Tudo discriminado, para quem quisesse ver. Ela só não entendia como ele não entendia, justo ele, economista de uma multinacional. Porque a responsável por efetuar as compras e os pagamentos era ela, conforme haviam combinado desde o começo do casamento. Porque, por orientação dele mesmo, ela sempre usava o cartão de crédito, que era religiosamente pago na data de vencimento. Aquela situação a estava deixando louca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas semanas, finalmente conheci o tal marido. E não foi preciso um segundo encontro para que eu tivesse confirmadas minhas suspeitas – o deslumbrado, o esbanjador que só pensava em gastar era ele. Enquanto a mulher se vestia de forma até simplória para o padrão de vida que levavam, ele se apresentava na última moda. Enquanto ela comprava roupa em lojas de departamento, ele não abria mão das grifes mais badaladas. Enquanto ela usava relógio e óculos comprados na Feira dos Importados, ele tinha no pulso uma jóia. Enquanto ela dirigia um carro com cinco anos de uso, ele desfilava um do ano, do tipo “cheguei e tô chegado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, desde o tempo de Adão e Eva, homens e mulheres se desentendem. E quando entra dinheiro no meio... “sapo da boca maldita, coruja que tem bigode!”. Entretanto, talvez o pior não sejam os desentendimentos, mas os não-entendimentos, o que acontece quando, por exemplo, alguém, incapaz de abrir o jogo, de ser leal com o parceiro, lança mão de artimanhas estapafúrdias, de clichês para não dizer talvez a única coisa que necessariamente deveria ser dita, mesmo que dura, difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso pequeno mundo está cheio de mulheres que perturbam? Está, de mulheres e homens. De mulheres que parecem só saber fazer filhos? Está, de mulheres e homens. De mulheres que tiram o dinheiro dos homens? Também de homens que tiram o dinheiro de mulheres incautas. Mas penso que não me arrisco ao dizer que, numa situação de rompimento, na hora “H”, é da boca de uma mulher que ouviremos os verdadeiros motivos, sejam eles quais forem. Nesse aspecto, vamos combinar, damos de dez a zero. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5480612780241249252?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5480612780241249252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5480612780241249252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5480612780241249252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5480612780241249252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/04/desde-adao-e-eva.html' title='Desde Adão e Eva'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-2324773737624431934</id><published>2009-04-08T14:50:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:49.280-03:00</updated><title type='text'>O quanto ainda precisamos perder?</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Publicado em 28/2/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Na última quinta-feira, durante programa da CBN, a jornalista Miriam Leitão lançou a seguinte pergunta: “Por que há tanto interesse político nos fundos de pensão?” A partir daí, ela falou sobre o PMDB e os R$ 6,3 bilhões dos funcionários de Furnas; as acusações feitas pelo ministro de Minas e Energia contra a diretoria da Fundação Real Grandeza; o convite à confusão que significam as indicações políticas para os cargos de diretoria das estatais e dos fundos de pensão; a necessidade de serem protegidos os interesses dos funcionários; a importância de esses cargos serem ocupados por técnicos com visão atuarial; o quanto esse assunto é sério, não cabendo aí “barganha política”. E apresentou outra questão: “Por quantos escândalos o Brasil precisará passar para que se mude o processo de ocupação dessas empresas?”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Acho que ninguém precisa ser economista para entender tamanho interesse. Aliás, ninguém precisa nem mesmo ser esperto. Mas essa segunda pergunta da Miriam Leitão me fez lembrar uma que costumo fazer a pacientes que vivem situações absurdas de sofrimento e prejuízos, que sabem exatamente o que precisam fazer pra resolver seus problemas, mas que ficam adiando, protelando, procrastinando o inevitável, incapazes de se defender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Vou citar um exemplo. Certa vez, após uma palestra, fui procurada por uma mulher que, de cara, vi que precisava de ajuda. Ela tinha 30 anos e, embora aparentasse muito mais idade, certamente poderia ser classificada de bonita. Estava bastante angustiada e, logo que sentamos para conversar, resumiu assim sua vida: disse ter vindo de uma família que valorizava muito os estudos e o sucesso profissional. Aos 24 anos, já tinha um excelente emprego público, com uma carreira promissora, casa própria e um carro do ano. Vivia feliz, tinha amigos e só se preocupava em prosperar. Até que reencontrou um colega de faculdade, que não demorou a lhe propor casamento. Parece até final de novela da Globo, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Só que o casamento não fluiu como os dos romances. Logo ela descobriu que seu príncipe era um poço de problemas. Ele se revelou grosseiro, infiel, pródigo, malandro, abusivo, incapaz de retribuir afeto. Ela, como geralmente acontece, não conseguia acreditar no que via. E, na tentativa de salvar a relação, fez coisas de que até Deus duvida. Assumindo toda a responsabilidade pelo fracasso do relacionamento, tentou ser a companheira dos sonhos de qualquer homem - compreensiva, paciente, sexy, fiel, econômica, trabalhadeira, incansável. Mas nada funcionou. Em poucos meses, perdeu as economias de anos, excelentes oportunidades de trabalho, a beleza, os amigos, a saúde física, a saúde mental, a fé. Seu olhar tornara-se embaçado, as rugas e o excesso de peso tomaram conta, assim como a depressão. Rapidamente não era nem mesmo uma sombra do que havia sido. E, naquele momento, tudo o que lhe restava, além daquele “maridão”, eram o sentimento de impotência e a vontade de morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Entretanto, apesar de reconhecer que rolava desgovernadamente ladeira abaixo, ela nada conseguia fazer para se salvar, mantendo o divórcio como completamente fora de cogitação. E, assim, seguia se submetendo aos caprichos de alguém que dirigia sua vida sem o menor cuidado, sem comprometimento, incapaz de enxergar que ela era um ser humano, que não estava ali para atender aos seus caprichos, para ser usada e jogada fora quando não mais servisse aos seus propósitos mesquinhos. E foi para essa mulher, que se mostrava tão resistente a enxergar o óbvio, que perguntei:”Quanto você ainda precisa perder?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Muitas vezes, deixamos assuntos nossos nas mãos de outros. Mas essas pessoas precisam ser cuidadosamente escolhidas. Além de preparadas, têm de estar comprometidas conosco, com nossos interesses. Não dá para confiarmos a qualquer um nosso patrimônio, nosso bem-estar, nosso futuro, nossa vida. Não dá para simplesmente fechar os olhos e deixar a vida nos levar. O mundo está cheio de gente perigosa e não adianta trancar a porta depois de termos sido roubados. Devemos ser cuidadosos e proativos, competentes e ágeis o bastante para prever problemas, necessidades ou mudanças, alterar eventos, fazer acontecer em vez de apenas reagir. Em outras palavras - o preço da liberdade é a eterna vigilância. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-2324773737624431934?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/2324773737624431934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=2324773737624431934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2324773737624431934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2324773737624431934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/04/o-quanto-ainda-precisamos-perder.html' title='O quanto ainda precisamos perder?'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-8468059065857764644</id><published>2009-03-23T09:32:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:14:58.815-03:00</updated><title type='text'>Ao meu filho</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Série "O Dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 11&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 21/2/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dezesseis de fevereiro de 2009 jamais deixará minha lembrança. Nesse dia, saiu o resultado do primeiro vestibular do ano para a Universidade de Brasília (UnB) e lá estava, na lista, o nome de meu filho, Igor, aprovado para Matemática. Foi uma felicidade muito maior até do que imaginei que sentiria. Não sei dizer se fiquei tão feliz quanto o novo universitário, mas certamente comemorei muito mais. Enquanto ele se limitava a receber os cumprimentos dos amigos, eu corria a telefonar e enviar mensagem a metade do mundo. Só mesmo uma mãe que viveu essa alegria pode entender tanta agitação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E também me surpreendi com a reação das pessoas. Os cumprimentos não eram só para ele, mas também pra mim. E todos faziam os mesmos comentários, ressaltando o prestígio da UnB, que se estende aos que lá estudam ou se formaram, e a alegria de se ter um filho numa das melhores instituições de ensino superior do Brasil que, como se isso já não bastasse, ainda é pública, uma enorme tranquilidade para os alunos e, principalmente, para os pais desses alunos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando pensamos em um filho numa universidade, é natural que venham à nossa mente as oportunidades que um curso superior lhe trará sob o aspecto do mercado de trabalho e sucesso financeiro, do conforto de que ele e a família que vier a formar poderão usufruir, do prestígio social que mais portas lhe abrirá. Claro que tudo isso é importante, mas é pouco para qualquer ser humano, principalmente se ele foi agraciado com um privilégio tão grande num país de tantas desigualdades sociais como o nosso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque a UnB é muito mais do que uma universidade de excelência cercada de prêmios e menções honrosas. É um dos símbolos da capital federal. E não apenas por sua preocupação em produzir, integrar e divulgar conhecimento, mas pelo compromisso de formar cidadãos éticos, socialmente responsáveis, atentos ao desenvolvimento sustentável, ao respeito à diversidade, à liberdade intelectual, à preservação e à valorização da vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque a UnB é muito mais do que uma instituição de quase meio século de uma existência efervescente, que começou com o sonho do antropólogo Darcy Ribeiro. Ela é resultado do esforço de gente do naipe do arquiteto Oscar Niemeyer; do artista plástico Athos Bulcão; dos educadores Anísio Teixeira e Cristovam Buarque; dos estudantes Honestino Guimarães, que faz parte da lista dos desaparecidos políticos, e Waldemar Alves, baleado na cabeça num confronto com a ditadura militar; dos pedreiros Expedito Xavier Gomes e Gedelmar Marques, que morreram soterrados em um acidente durante a construção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque a UnB é uma sobrevivente que suportou com firmeza diversas invasões por policiais militares e pelo Exército; o pedido coletivo de demissão de 1965, em que 209 professores e instrutores protestaram contra a repressão; as armas, a destruição e as prisões; a luta dos próprios alunos contra a má qualidade do ensino e a falta de infraestrutura; os protestos que, recentemente, derrubaram um reitor acusado de improbidade administrativa. É uma verdadeira fênix, que representa a esperança e a continuidade da vida após a morte, a capacidade de renascer das próprias cinzas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi por tudo isso que, ao cumprimentar meu filho naquela tarde tão feliz, eu lhe disse que procure, nessa nova fase de sua vida, não apenas sucesso profissional, dinheiro, prestígio, mas algo que está muito além disso tudo; que, na qualidade de aluno, ele não se restrinja a receber o conhecimento, mas a conquistá-lo; que não se limite ao que pode lhe trazer o uso do cérebro, mas também o do coração; que busque o crescimento intelectual, mas, acima dele, o moral; que aproveite a convivência com os colegas para fazer grandes amizades porque com muitos ele conviverá pelo resto da vida e alguns o acompanharão tal qual irmãos de sangue; e que aproveite ao máximo os ensinamentos dos professores porque alguns merecerão dele, para sempre, o tratamento de mestre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, ao olhar bem dentro daqueles grandes olhos castanhos, eu lhe pedi que se comprometa a sempre usar o talento que possui e o conhecimento que certamente adquirirá em favor de todos com quem se encontrar de uma forma ou de outra; que, deixando de lado o egoísmo que ainda nos empobrece, coloque-se à disposição do Universo para fazer o possível e o impossível em favor dos necessitados, dos desfavorecidos, dos que o cercam, da Humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque, mais do que de profissionais inteligentes e preparados, precisamos de gente de verdade, com os pés na terra e os olhos voltados para o céu; de comprometimento; de seres humanos que entendam que as oportunidades que são dadas a alguns são resultado do suor de muitos, de todos nós que pagamos impostos desejosos de que eles sejam empregados da melhor maneira, de pessoas que jamais pisarão o campus, de milhões de analfabetos funcionais, de brasileiros que morrerão sem ter aprendido a ler.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, o que desejo, de coração, é que não apenas meu filho, mas todos os que habitam as universidades, tenham sempre em mente que os poderes de que realmente necessitamos, os que fazem a diferença, os que nos levam muito além dos nossos sonhos mais fantásticos, são os que estão mergulhados nas profundezas das nossas almas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, a essas criaturinhas de Deus, deixo as palavras de Chico Xavier que, no poema Amorosamente, disse que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor! Valeu, Chico! Valeu, Igor, filho amado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-8468059065857764644?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/8468059065857764644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=8468059065857764644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8468059065857764644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8468059065857764644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/03/ao-meu-filho.html' title='Ao meu filho'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-4119740118190118636</id><published>2009-03-16T08:30:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:15:07.002-03:00</updated><title type='text'>Só o que é bom</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 14/2/2009, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt; Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, este blog trouxe notícia intitulada Caixa e a lei de Ricúpero: Mostra o que é bom, esconde o que é ruim. A nota fez menção a conselho que teria sido dado há 15 anos pelo então ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, de que devemos esconder o que é ruim e só mostrar o que é bom. Assim, a Caixa Econômica Federal, ao divulgar os resultados do ano passado, teria ignorado os números referentes ao último trimestre, período em que a crise mundial bateu forte no país, chegando a reduzir o lucro total de 2007 como forma de mostrar um crescimento maior em comparação com o ganho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece coisa de começo de relacionamento, em que nos empenhamos em salientar nossas qualidades e disfarçar os defeitos, que só poderão ser descobertos aos poucos, com o tempo. Conheço um ginecologista, com quem já participei de palestras e entrevistas, que nos aconselha a nunca nos casarmos ou termos filho antes de completos 18 meses da relação. Segundo ele, é o tempo em que não apenas as máscaras iniciais caíram, mas também a paixão sossegou o suficiente para que possamos enxergar o outro como ele é ou, pelo menos, perto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, no auge do romance, além de naturalmente nos esforçarmos para esconder o que é ruim e só mostrar o que é bom, vender um sonho de felicidade, contamos com a ajuda do parceiro, que tende a ignorar qualquer coisa que vá contra a imagem do amor ideal. E o resultado disso pode ser péssimo porque, um dia, “a casa cai” e, de tanta paixão, poderá restar apenas susto, dor, tristeza, mágoa, revolta, ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No grupo Para sobreviver a um grande amor, ouço sempre relatos de relacionamentos horríveis, muitos envolvendo abusos de toda ordem, que tiveram começos fantásticos, vertiginosos, que nada ficavam a dever aos encontros românticos que acontecem nas novelas que encantam tanta gente. São histórias lindas, cheias de emoção, de sonhos, de promessas, em que pessoas se esforçam para parecer o que não são e veem no parceiro apenas o que lhes interessa, o que combina com o momento mágico vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se temos o cuidado de procurar conhecer realmente o outro, deixando de lado a ilusão de que existe no mundo alguém que aqui está para corresponder às nossas expectativas; se temos a coragem de ler as entrelinhas, de prestar atenção aos detalhes, ao que acontece não apenas nos grandes momentos, mas também no dia-a-dia; se nos dispomos a ouvir nossa voz interior, aquela que grita “cuidado!” quando algo estranho acontece, damos prova de maturidade, de respeito a nós mesmos e ao outro, mesmo que esse outro não esteja pronto para se respeitar ou nos respeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos temos características luminosas, mas também outras que ainda habitam o reino das sombras. E elas se manifestam alternadamente, em nós e nos outros também. Todos somos capazes de produzir mel, tal qual as abelhas, mas também de ferroar. Todos temos qualidades e defeitos. E só podemos dizer que amamos ou somos amados quando enxergamos o outro como ele é e somos por ele também vistos como somos. Ninguém pode dizer que ama alguém que, em verdade, nem conhece. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Interessados em participar do grupo de terapia PARA SOBREVIVER A UM GRANDE AMOR poderão obter mais informações falando comigo pelo telefone (61) 9967.0990.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-4119740118190118636?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/4119740118190118636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=4119740118190118636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/4119740118190118636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/4119740118190118636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/03/so-o-que-e-bom.html' title='Só o que é bom'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1428439585592520320</id><published>2009-03-10T13:38:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:15:16.035-03:00</updated><title type='text'>Em Frangalhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="font-weight: bold;  text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Série "O Dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 10&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="font-style: italic;  text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 7/2/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi impressionante o acidente ocorrido na última quarta-feira com um ônibus da Viação Planeta que vinha de Santa Maria e capotou embaixo do viaduto do balão do aeroporto. Ele envolveu cerca de 80 pessoas e, além de uma mulher morta, deixou 53 feridos. Mas tão impressionantes quanto são os números divulgados pelo Correio Braziliense, que traduzem a precariedade do transporte coletivo no Distrito Federal – 140.490 problemas graves apontados pela fiscalização, que comprometem a segurança dos passageiros e aumentam o risco de acidentes; falhas elétricas em 28,7% dos casos, estruturais em 14,4%, de suspensão em 8,11% e nos freios em 6,8%; 34% da frota com mais de sete anos de uso, sendo que alguns veículos com quase vinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São ônibus velhos, muitos caindo aos pedaços, em frangalhos, que poluem o meio ambiente e circulam colocando em risco condutores, cobradores, passageiros, outros motoristas e pedestres; que quebram pelo caminho; que estão constantemente atrasados e superlotados; que tremem tanto que deixam a impressão de que não chegarão inteiros ao final da viagem; em que o calor, a barulheira e a sujeira são insuportáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando acontece um acidente, o que ouvimos das pessoas é que elas têm medo de andar de ônibus, que os riscos são grandes, que a velocidade está sempre acima do seguro ou do permitido e que as freadas bruscas são frequentes, assim como os avanços de sinal, os finos tirados de outros veículos. É muita imprudência, pouquíssima demonstração de respeito e responsabilidade, nada de atitude. E quando um condutor trafega dentro da lei, respeitando os limites de velocidade e os sinais de trânsito, os próprios passageiros reclamam, dizendo que têm horário a cumprir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo gira em torno de dinheiro. Empresários gananciosos querem ganhar cada vez mais; o serviço por eles prestado é, na melhor das hipóteses, o mínimo exigido por lei, em qualidade e quantidade; as condições de trabalho impostas a motoristas e cobradores são horríveis - os salários são baixíssimos, a jornada é estafante, a cobrança é desumana. Além disso, as autoridades governamentais parecem coniventes, já que fiscalização e providências efetivas, quando acontecem, são consequências de grandes desastres ou de denúncias feitas pela imprensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só que, pior do que tudo isso é nossa incapacidade de nos proteger, de proteger nossas crianças e velhos. Entra ano, sai ano, entra governo, sai governo e as promessas não se cumprem. E continuamos a permitir que nos tratem dessa forma, como se não fossemos merecedores de nada melhor, de um transporte digno, enquanto aqueles que vivem dessa exploração desfilam seus carrões, indiferentes à sorte dos que mofam nas paradas de ônibus, dia e noite, no sol ou na chuva, à espera de um transporte lamentável, vergonhoso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, como sempre digo, também isso já foi pior. E, um dia, será ótimo, quando nós, que ainda não tomamos as rédeas de nosso destino, aprendermos que tudo o que fazemos de bom ou ruim tem consequências, desdobramentos; quando, livres dessa ignorância que nos embota, enxergarmos quem realmente somos, nem mais nem menos do que até aqui supomos; e finalmente entendermos que só nos atingem quando o permitimos, que o poder não está nas mãos dos que se julgam poderosos, mas daqueles que o concedem. Valeu irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Anna&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=" font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Os interessados nos grupos de terapia Para sobreviver a um grande amor, para mulheres adultas e adolescentes que viveram ou estão vivendo um relacionamento amoroso problemático; TOC, para adultos e adolescentes que sofrem de Transtorno Obsessivo-Compulsivo; e PÂNICO, para adultos e adolescentes que sofrem de Síndrome do Pânico, poderão falar comigo no telefone (61)9967.0990.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1428439585592520320?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1428439585592520320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1428439585592520320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1428439585592520320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1428439585592520320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/03/em-frangalhos.html' title='Em Frangalhos'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7042272089080093608</id><published>2009-03-02T08:18:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:15:22.141-03:00</updated><title type='text'>Vale a pena negociar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 31/1/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por mais que digam que o Brasil não será derrubado pela crise, por mais que insistam em afirmar que estamos com a economia em ordem e que vamos continuar crescendo – em um ritmo menor, mas crescendo - não dá para relaxar quando a OIT anuncia que 50 milhões de pessoas, em todo o mundo, até o final deste ano, poderão perder seus empregos, que cerca de 200 milhões de trabalhadores, a maioria em países em desenvolvimento, poderão ser levados à pobreza extrema. Assim, a cada dia, vemos surgir propostas que têm o objetivo de evitar mais desemprego. E o JN de 22 de janeiro nos trouxe a seguinte questão: Vale a pena negociar direitos em troca de garantia de emprego?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A matéria cita o caso de uma empresa de Jacareí que propôs aos empregados redução do salário e da jornada; da ArcelorMittal, que acordou que cada empregado fique de três a cinco meses de licença, recebendo 55% do salário mais um auxílio do governo para programa de treinamento; da Vale, que propôs, a parte do seu pessoal, redução do salário com licença remunerada e manutenção dos benefícios até o fim de maio. E, em reportagem semelhante, o Jornal da Globo da última terça-feira citou o caso da Randon, que propôs que, até o fim de abril, os operários de sete das nove fábricas de Caxias do Sul deixem de trabalhar cinco dias por mês, com um corte de 10% nos salários; e do Pólo Nacional de Duas Rodas, que fechou com os empregados que eles ganharão o mesmo salário trabalhando de terça a sexta-feira, o que significaria economia em energia, transporte e alimentação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nessas horas, as opiniões invariavelmente se dividem. Segundo noticiado, a CUT é contra as propostas, alegando que alguns empresários estão se aproveitando do momento para reduzir custos com o sacrifício dos trabalhadores; a Força Sindical diz que esses acordos podem ser a saída para evitar demissões; e o ministro do Trabalho defende a liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores. Se pararmos para ouvir todo mundo, certamente encontraremos lógica em cada posicionamento, em cada argumentação. Se há riscos em se flexibilizarem direitos, também não podemos esquecer que é melhor uma parcela de alguma coisa a cem por cento de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em seu discurso de posse, Barack Obama deixou claro que a economia americana está enfraquecida não apenas por conta da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas de erros cometidos por todo o povo. Ao se posicionar dessa maneira, o 44º presidente dos EUA repartiu responsabilidades, já que se posicionar como vítima não ajuda ninguém nessas horas, não instiga à superação, não leva ao crescimento. E ao falar que os trabalhadores não perderam a capacidade de produzir ou de inventar, mas que a época de proteger patentes e interesses limitados, e de adiar decisões desagradáveis já passou, ele me traz a idéia de que os homens continuam tão talentosos quanto eram antes da crise, mas que a realidade mudou e que a ela todos precisamos nos adaptar, sem distinção, para que possamos sobreviver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na coluna de sábado passado, a leitora Taíse comenta que, em viagem recente, viu de perto um Brasil “de crianças descalças que nunca tiveram acesso a tratamento dentário, mas que recebem um visitante com cativante sorriso, de adultos com poucos recursos e instrução, mas que têm disposição para compartilhar alimento e abrigo com quem necessite” e completa perguntando: “Será esse o segredo? Olhar menos para o próprio umbigo ou para o olho do furacão e em vez disso olhar em volta? O que cada um de nós tem feito para melhorar o mundo ao nosso redor? Não ignoro a crise e seus desdobramentos, mas acredito que passaremos por ela se não deixarmos de enxergar o que há além dela”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece que o discurso de Taíse se afina com o de Obama quando ele diz: “Por mais que um governo possa e deva fazer, é em última análise na fé e na determinação do povo americano que esta nação confia. É a bondade de acolher um estranho quando as represas arrebentam, o desprendimento de trabalhadores que preferem diminuir suas horas de trabalho a ver um amigo perder o emprego que nos assistem em nossas horas mais sombrias. É a coragem de um bombeiro para invadir uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai para criar uma criança que finalmente decidem nosso destino”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As pessoas, estadistas e leitores, andam inspiradas e inspiradoras. Elas tornam fácil a escrita desta coluna. Elas nos mostram que altos e baixos fazem parte da vida, que às vezes é preciso mexer nos direitos de alguns em favor da maioria, que os momentos de crise são para analisar o que é realmente necessário, cortar supérfluos, rever projetos e estratégias, na certeza de que toda situação, por pior que se apresente, tem um lado bom. A crise de 1929, por exemplo, fez surgir uma nova ordem econômica mundial. E, como dizem os economistas, o dinheiro não vai sumir, apenas mudará de mãos, mais uma vez. Valeu, Obama, Valeu, Taíse, Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: right; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7042272089080093608?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7042272089080093608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7042272089080093608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7042272089080093608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7042272089080093608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/03/vale-pena-negociar.html' title='Vale a pena negociar?'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5702349693224397660</id><published>2009-02-16T09:29:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:15:30.329-03:00</updated><title type='text'>Andorinhas na Crise</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 24/1/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nune&lt;/a&gt;s,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Série: "O dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A coluna de sábado passado, que tratou do pavor provocado pela onda de desemprego, recebeu vários comentários, mas dois me tocaram especialmente – o de Riomar, que disse: “... fiquei dois anos desempregado e quase perdi minha família. Meus filhos ficaram até sem ter o que comer. Se não fosse a ajuda de vizinhos bondosos, teria cometido uma loucura”; e o de Tião Silva, que nos contou o seguinte: “... Não é fácil conviver com o desemprego. Graças a Deus, estou empregado e não falta nada a minha família. Mas tenho amigos que estão desesperados porque só sobrevivem com a ajuda de familiares. Isso não é digno para ninguém”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essas duas histórias me fizeram lembrar outra, do livro O vendedor de sonhos, do psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury, que me permito aqui resumir: Certa vez, houve uma inundação numa imensa floresta. Os grandes animais batiam em retirada, deixando até os filhos para trás e devastando tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente, uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar. Todos riam, dizendo que ela era louca, que não enxergava sua pequenez. Por onde passava, ela era ridicularizada, mas não desistia. Suas asas estavam fatigadas quando ela viu um filhote de beija-flor se debatendo na água. Mesmo sem saber nadar, com muito esforço, ela salvou o pequenino pássaro, deixando-o em local seguro. E, àqueles que a chamaram de maluca, dizendo que ela tentava aparecer dando uma de heroína, ela respondeu: “Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece que esses dois leitores nos trouxeram histórias de andorinhas, de gente que não se acomoda na confortável e privilegiada posição de salvador; que entende a responsabilidade que todos temos com cada um de nós; que ultrapassou a barreira que nos leva a crer que basta que não façamos o mal e enxerga que precisamos fazer o bem; que tem consciência do poder dos talentos recebidos do Universo e de que é nosso dever usá-los da melhor forma também em favor dos outros; que já compreendeu que somos todos um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No livro Renovando atitudes, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, o Espírito Hammed nos diz que Allan Kardec, um dos precursores do pensamento ecológico, referia-se à Providência Divina como a atenção de Deus para com tudo e todos, definindo-a como a solicitude que “está por toda parte, tudo vê e a tudo preside, mesmo as menores coisas”. E Hammed completa afirmando que a humanidade continua estudando e observando essa atenção celestial em que cada ser vivo do planeta se interconecta, todos essencialmente necessários à manutenção de todos, aprendendo a ver a vida em suas harmoniosas relações de auto-ajuda, visto que submetida sempre a uma Ação Superior e Inteligente que a todos provê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A crise que estamos atravessando não é a primeira e nem será a última. Vai levar um tempo até que consigamos parar de criá-las. Só que, do que aprendermos agora, dependerão as feições das próximas, a maneira como as receberemos e com elas lidaremos. E, ao contrário do que muitos pensam, não é quem socorre que nos dá a maior lição, mas aquele que se fez carente de ajuda, que passa por uma situação difícil e, naquele momento, corajosamente ou não, vivenciando uma árdua prova, submetido à rudeza e à ignorância que ainda nos cerca, permite que exercitemos nossa verdadeira missão, nem que seja só um pouquinho, que nos tornemos dignos das asas recebidas. Valeu, Riomar! Valeu, Tião! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os interessados nos grupos de terapia Para sobreviver a um grande amor, para mulheres adultas e adolescentes que viveram ou estão vivendo um relacionamento amoroso problemático; TOC, para adultos e adolescentes que sofrem de Transtorno Obsessivo-Compulsivo; e PÂNICO, para adultos e adolescentes que sofrem de Síndrome do Pânico, poderão falar comigo no telefone (61)9967.0990.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5702349693224397660?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5702349693224397660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5702349693224397660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5702349693224397660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5702349693224397660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/02/andorinhas-na-crise.html' title='Andorinhas na Crise'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-6069798432556215666</id><published>2009-02-09T07:13:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:15:37.437-03:00</updated><title type='text'>O Pavor do Desemprego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 17/1/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não tem jeito – falou em crise, logo surge em nossa mente a ideia de inflação, mercado e juros enlouquecidos, recessão, pé no freio, cinto apertado. Mas, o que apavora mesmo é pensar especificamente em desemprego. Assim que começam a anunciar férias coletivas e fechamento de grandes empresas, todos ficamos preocupados, muitos ficam apavorados. Poucas coisas são tão assustadoras quanto a perda do meio de sobrevivência. É dureza, principalmente para quem tem família a sustentar, contas a pagar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando ficamos desempregados ou estamos correndo esse risco, bate um desespero, uma agonia, um desassossego. Os pensamentos vão e vêm num verdadeiro frenesi, mistura de decepção, raiva, desânimo, remorso, vergonha, sentimento de impotência, de ser um fracasso. Nessas horas é que as pessoas lamentam não terem estudado para um concurso público; não terem se especializado; não terem se arriscado em outro ramo ou país; a poupança torrada em supérfluos; a falta de empenho, de juízo, de coragem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem, o Jornal da Globo mostrou o que está acontecendo na Renault. Mil empregados da fábrica tiveram seus contratos suspensos, numa alternativa à demissão, e estão frequentando cursos que podem lhes abrir novas oportunidades. Talvez nós devessemos nos ocupar desse tipo de medida ao longo da vida, aproveitando os ventos favoráveis para aumentar nossa empregabilidade, tal qual fazem empresas que atuam em diferentes ramos e pessoas que diversificam seus investimentos financeiros na tentativa de se precaver, resguardar o já conquistado o mais possível. Estudar sempre, buscando especialização ou nova profissão deve ser encarado como necessidade. É uma medida que nos permite ampliarmos nossos horizontes intelectuais e nossos contatos profissionais e pessoais. Penso que, dessa forma, diluímos os riscos de sermos pegos de surpresa e, apesar do susto inicial, evitamos o pânico, por termos em que nos segurar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estarmos bem hoje não é garantia de estarmos bem sempre. Mesmo quem não corre o risco de perder o emprego pode vir a ter uma perda financeira, como a saída de um cargo comissionado. Todos os dias, vemos excelentes profissionais dispensados como resultado de uma mudança de governo, de triste politicagem. Pessoas que, de repente, sentem-se perdidas depois de anos numa mesma área, numa mesma atividade, preparadíssimas que estão para um único posto, incapazes de sacudir a poeira e dar a volta por cima de pronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para estarmos em situação de risco, basta que estejamos vivos. E considerando que vivos sempre estamos, já que nunca morremos, submetemo-nos a essa lei de virmos a nos dar bem ou mal. Para uns, o perigo é maior e imediato, é verdade, mas ninguém escapa. Nunca foi diferente, mas, quando vivemos em um mundo globalizado, fica tudo mais visível, tangível. A crise no Citigroup, por exemplo, pode desempregar vários operários da construção civil aqui, em Brasília. Fica difícil para um ajudante de pedreiro entender isso, mas essa é a nossa realidade. Até parece que o Universo está tentando nos dizer algo, a cada um de nós, individualmente. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os interessados nos grupos de terapia Para sobreviver a um grande amor, para mulheres adultas e adolescentes que viveram ou estão vivendo um relacionamento amoroso problemático; TOC, para adultos e adolescentes que sofrem de Transtorno Obsessivo-Compulsivo; e PÂNICO, para adultos e adolescentes que sofrem de Síndrome do Pânico, poderão falar comigo no telefone (61)9967.0990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-6069798432556215666?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/6069798432556215666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=6069798432556215666&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/6069798432556215666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/6069798432556215666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/02/o-pavor-do-desemprego.html' title='O Pavor do Desemprego'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3009724073247259919</id><published>2009-02-02T09:01:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:18:20.107-03:00</updated><title type='text'>O pescador e o executivo</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 10/1/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Série "O Dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 8&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O texto O PODER DO DINHEIRO, primeiro desta série, recebeu comentário do leitor José Stélio. Ele mencionou um conto que, embora muito conhecido, merece novo destaque. “Um homem, depois de um tempo observando um pescador, aproxima-se dele e dá início ao seguinte diálogo: – Sou executivo de uma multinacional e meu trabalho é aumentar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, melhorando a qualidade dos produtos. Sou um expert nessa área, com vários cursos, inclusive no exterior. Então, vou lhe dar uma sugestão: você poderá se tornar um homem rico se, em lugar desse equipamento tosco, usar uma vara com molinete. Assim, arremessará a isca mais longe e pegará peixes maiores. Melhorando as vendas, comprará um barco motorizado com uma boa rede e terá produção para vender a cooperativas. Daí, adquirirá um caminhão e dispensará os intermediários, aumentando o lucro. Além disso, distribuirá seu produto para grandes supermercados e peixarias. Em aproximadamente uns 15 anos, uma vez rico, você poderá vir para cá, como eu, descansar e curtir essa praia maravilhosa. E, diante de tudo isso, apenas o espanto do pescador que retrucou dizendo: – Mas, dotô, isso eu já tenho hoje!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São muitas as lições que podemos tirar desse conto. Uma delas é a de que corremos o risco de parecermos ridículos sempre que tentamos, mesmo que movidos pelas melhores intenções, impor aos outros nosso estilo de vida. E essa tendência parece tomar força especialmente quando deixamos de lado nossa rotina e nos arriscamos em aventuras que incluem terras distantes, pessoas diferentes, realidade diversa. Lá vamos nós, prontos a distribuir sabedoria e refratários a aprender, a não ser que estejamos em viagem a, por exemplo, países do chamado primeiro mundo, nos quais costumamos nos espelhar, deslumbrados que somos. Do contrário, tendemos a ver as pessoas como peças folclóricas, apenas como excentricidades que nas férias estão e nelas deverão permanecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se o executivo tivesse relaxado o bastante para conseguir ampliar sua visão – isso sim uma experiência incomum e surpreendente para muitos –, perceberia que o pescador já tinha o que ele oferecia – a praia, a brisa, o silêncio, a tranquilidade, a paz, mesmo sem ter precisado trabalhar enlouquecidamente por 15 anos. Não estou dizendo que todos devemos abandonar nossas vidas e mudar para uma aldeia de pescadores, munidos apenas de uma varinha simples de pescar, certos de que ali está a felicidade. Mas acho que devemos exercitar a arte de deixar de lado, pelo menos de vez em quando, as nossas “verdades”, de nos limitarmos a dar apenas o que nos for pedido, de respeitar o momento do outro, de procurarmos nos posicionar como ele e ver a vida sob um novo prisma, de nos colocarmos em posição de observadores isentos de idéias preconcebidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E isso vale em qualquer situação, no nosso dia-a-dia, com pais, irmãos, filhos, colegas de trabalho, chefes e subordinados, inclusive nos relacionamentos com quem parece nada ter a nos oferecer e com aqueles que acreditamos terem vindo ao mundo só para nos irritar ou atrapalhar. Sempre podemos e devemos procurar aprender com o outro. Valeu Stélio! Valeu irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Além do grupo de terapia Para Sobreviver a um grande amor, para mulheres que viveram ou estão vivendo um relacionamento amoroso problemático, estou iniciando um grupo para adultos e adolescentes que sofrem de Transtorno Obsessivo-Compulsivo - TOC e outro para adultos e adolescentes que sofrem de Síndrome do Pânico. Interessados poderão obter informações pelo telefone (61) 9967.0990.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3009724073247259919?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3009724073247259919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3009724073247259919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3009724073247259919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3009724073247259919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/02/o-pescador-e-o-executivo.html' title='O pescador e o executivo'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-4973679800329742300</id><published>2009-01-19T13:38:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:17:22.362-03:00</updated><title type='text'>100 dimensão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 29/11/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes, &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na semana passada, anunciei aqui que estou formando um grupo de psicoterapia para quem sofre de Transtorno Obsessivo-Compulsivo – TOC. E, como sempre acontece, várias pessoas me questionaram acerca da eficácia de um trabalho assim em comparação com o atendimento individual, enquanto outras quiseram saber o que me faz formar grupos temáticos. Às primeiras, respondi que as duas formas de terapia dão excelentes resultados, que cabe ao paciente a escolha. Às outras, expliquei que considero a terapia com grupos de pessoas que passam pelo mesmo tipo de dificuldade extremamente rica. Por isso é que, desde 1995, tenho trabalhado também dessa forma, reunindo, como no caso do Para sobreviver a um grande amor, mulheres que viveram ou estão vivendo um relacionamento problemático; do Síndrome do pânico, adultos e adolescentes perturbados por esse transtorno; e do Agora já posso contar, mulheres que sofreram abuso sexual na infância ou adolescência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando pessoas atormentadas pelo mesmo problema se encontram, enxergam que não estão sozinhas e que há gente capaz de compreender a dor que sentem. Além disso, têm a oportunidade de ouvir a própria história contada por outras bocas e, a partir daí, fazer uma análise que só poderia ser feita por um espectador, alguém de fora da situação, distante o suficiente para ver com clareza. Nas sessões em grupo, cada um é atendido individualmente, na sua vez, mas tudo o que é dito naquele momento, tanto pelo terapeuta quanto pelo paciente, serve para todos, uma platéia que se beneficia dos encontros. Em situações de crise, o acolhimento, a união e um apoio firme fazem uma enorme diferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso vale igualmente para as dificuldades econômico-financeiras como esta que o mundo está vivendo agora. Um belo exemplo é o das catadoras de lixo do Riacho Fundo II que, com muita garra, criatividade, esforço, formaram a cooperativa 100 Dimensão. Ignorando todas as expectativas, elas superaram uma tremenda crise, combinação de falta de instrução, de profissão e de oportunidade. O que se passou com elas lembra muito o que acontece nos grupos temáticos de psicoterapia. Assim, vale a pena assistir ao documentário produzido pela TV Câmara e pela Fundação Banco do Brasil, que traz o sonho de Sônia Maria, vista por uma companheira como alguém de grande sabedoria e com enorme capacidade de realização, que se descreveu como uma mulher negra, com mais de 40 anos e um filho deficiente, que se uniu a um monte de gente desempregada para, juntos, montarem um negócio que lhes permitiria ganhar dinheiro e gerar empregos, dando oportunidade também a outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No curta, podemos assistir a depoimentos que nos falam do acanhamento inicial, do sofrimento que atinge também as pessoas mais próximas, de um começo de muito sacrifício, da necessidade de se tirar o lixo da alma, de se desfazer do orgulho, do ódio, da vaidade, da dor. Mas também há testemunhos de união, poder de decisão, clareza de pensamento, liberdade de manifestação, fortalecimento da coragem, força de vontade, dignidade. Tudo tal qual acontece com alguém que, após um período de grande sofrimento, encontra um grupo de terapia. Para o pessoal da 100 Dimensão, os resíduos não são algo que precisa ser descartado, mas reciclado. Da mesma forma, iniciado o processo terapêutico, os pacientes entendem que as dificuldades, os transtornos, os distúrbios não são algo de que precisem se livrar a qualquer preço, mas tratado corretamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aquelas mulheres não apenas criaram um espaço no mercado e uma oportunidade de renda, também revolucionaram a comunidade em que vivem. Deram um rumo diferente às próprias vidas, à de seus familiares e à de todos que foram direta ou indiretamente tocados por essa força. Como elas mesmas declararam, o sentimento que as une é o de estarem em família. E quem se atreveria a dizer que não estão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De maneira idêntica, pessoas que sofrem as mesmas dores, quer o mal seja um Transtorno Bipolar de Humor – TBH ou um câncer de mama, têm a chance de, uma vez unidas, mostrarem-se exatamente como são, de se apoiarem, de aprenderem umas com as outras, também como se estivessem em família. E quem se atreveria a dizer que não estão? Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sugiro que assistam, no site da TV Câmara, ao documentário 100 Dimensão. A força e a capacidade de realização daquelas mulheres são um belíssimo exemplo. Não foi à toa que o curta recebeu, em 2005, o prêmio Vladimir Herzog.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-4973679800329742300?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/4973679800329742300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=4973679800329742300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/4973679800329742300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/4973679800329742300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/01/100-dimenso.html' title='100 dimensão'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5275614293585302583</id><published>2009-01-12T12:00:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:17:30.916-03:00</updated><title type='text'>Sem obsessões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 22/11/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes, &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Série "O Dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 7 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;       &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dos textos desta série recebeu da leitora Marta o seguinte comentário: “... nesses meus muitos anos de vida, presenciei muita coisa ruim relacionada a dinheiro. Vi até tentativa de assassinato por causa de grana. As pessoas precisam entender que dinheiro é importante, mas não é tudo. Eu acredito que dinheiro traz, sim, felicidade, mas desde que a nossa relação com ele seja saudável, sem obsessões...”                &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;          Marta,   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Dá para imaginar seus sentimentos quando você fala que as pessoas precisam entender que dinheiro é importante, mas não é tudo. Há situações que nos deixam estarrecidos, como essa tentativa de assassinato por você mencionada. Muitos são os acontecimentos que nos chocam a ponto de mal conseguirmos acreditar, por mais que tentemos nos manter otimistas, que a Humanidade possa ter jeito. Conhece um ditado árabe que diz que Deus castiga alguns homens os enriquecendo? Se eu acreditasse que Deus pune, concordaria plenamente com o provérbio. Dinheiro tende a ser um enorme e pesado fardo.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Não ter dinheiro é difícil, principalmente num país como o nosso, em que sem ele não acessamos nem sequer o básico. Só que, nesse caso, nossa movimentação acontece naturalmente. Procuramos ganhar pelo menos o bastante para viver com dignidade. Talvez nossa maior dificuldade, nessa jornada, seja nos mantermos no caminho da legalidade e da moralidade, o que, diga-se de passagem, não é pouco.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Mas ter dinheiro é também probatório e me parece muito mais complicado porque, uma vez que não precisamos nos mexer em busca do necessário, corremos o risco de despender tempo e energia, que são preciosos, atrás do supérfluo. Além disso, ficamos expostos à tentação de seguir vivendo nossa vidinha, incapazes de olhar à nossa volta e estender a mão a alguém que precise de ajuda. Não tentar fazer o bem é pior do que fazer o mal procurando acertar.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Este mundo ainda está muito difícil. E essa realidade não escapa ao conhecimento de ninguém, nem de quem tem uma vida despreocupada. Basta abrirmos um jornal ou ligarmos a televisão para ter início verdadeiro show de horrores – gente matando diretamente por dinheiro, como nos casos de latrocínio, de matadores de aluguel, de herdeiros bárbaros; gente matando indiretamente por dinheiro, como nos desvios de verbas públicas, em que recursos que deveriam ir para saúde, saneamento básico, segurança são covardemente aplicados em mansões, carrões, viagens fantásticas.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Mas acho que, apesar de tudo, o mundo está melhorando, nós estamos melhorando. As coisas já foram piores, nós já fomos piores. E não precisamos ir muito longe, voltar 2.000 anos, para enxergarmos o quanto já evoluímos – há algum tempo, este texto nem seria publicado, pelo menos não sem cortes. Assim, chegará o dia em que teremos compreendido as leis que regem o Universo, o suficiente para vivermos em um mundo de regeneração, em que o bem supera o mal. Valeu irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;     &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5275614293585302583?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5275614293585302583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5275614293585302583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5275614293585302583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5275614293585302583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='Sem obsessões'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3262513626898278816</id><published>2009-01-03T14:44:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:17:39.687-03:00</updated><title type='text'>Um novo tempo</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 03/01/2009, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todo final de ano é do mesmo jeito – basta a gente ligar a TV na Globo para ouvir Um novo tempo, de Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Nelson Motta. Parece que isso acontece desde sempre. E não vai aqui nenhuma crítica à Vênus Platinada. O tema me traz incríveis recordações e, ao mesmo tempo, um fervor de expectativas quase inexplicável, algo mágico. É uma espécie de trilha sonora da renovação da fé em dias melhores, de que tudo de ruim ficou para traz, definitivamente morto e enterrado no passado, de que o futuro já começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, independentemente do novo calendário, do show do Roberto, dos fogos, da roupa nova, da fitinha do Senhor do Bonfim, das sete ondas, da Missa do Galo, da lista de compromissos, da ressaca, dos votos de muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender, o primeiro de janeiro não é quase nada diferente do 31 de dezembro. Para a maioria de nós, a paisagem é a mesma, impregnada das alegrias e dificuldades que vinham sendo experimentadas no ano velho. Mas a energia que nos envolve é tamanha que nos deixamos levar a ponto de acreditarmos que o ar que respiraremos no novo ano não será o mesmo do que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo disso é o que aconteceu com uma paciente que vinha arrastando um namoro tão sem sentido que não lhe restava ânimo nem para dizer ao parceiro que não dava mais pra continuar. E foi só com a psicoterapia que ela entendeu que, enquanto não tomasse uma providência, mais e mais cresceria a sensação de perda das forças. Só que ela resolveu pedir que ele fosse embora justamente no penúltimo dia de 2008. E quando ele lhe disse que só sairia no dia dois, ela entrou em pânico. Parecia que, se estivessem sob o mesmo teto quando soassem as 12 badaladas da última noite antes do ano-bom, a vida dela estaria irremediavelmente comprometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso uma intervenção terapêutica para que a garota enxergasse que um novo tempo não depende do relógio, mas de nós, da nossa capacidade de assumirmos nossa vida, aproveitando as oportunidades que ela nos apresenta, criando as que desejamos e serenando diante do que ainda não nos é permitido, não importando se estamos em primeiro de janeiro, 13 de maio ou quatro de setembro. Podemos dizer que, para a minha paciente, 2009 começou em 30 de dezembro de 2008 e ninguém poderia mudar isso, nem mesmo o ex-namorado, ao decidir diferente do que ela havia planejado. A cada dia, com nossos pensamentos e atitudes, construímos o que virá, escrevemos o futuro. Só falta acreditarmos que, nele, todos os nossos sonhos serão verdade, não importa o quanto demore, que é só querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música nos diz que hoje a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier. Então, vamos aproveitá-la da melhor forma, ouvindo nosso coração, movimentando-nos de acordo com nossa consciência, com as Leis que regem o Universo, lembrando de agradecer a Deus, inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas, pela oportunidade de escrevermos nossa própria vida, de sermos, além de protagonistas, autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você curte trilhas sonoras, lembre que pode tocar a música que quiser quando quiser. Um novo tempo, por exemplo, está disponível para compra e também na internet. Se é disso que precisa para aquele empurrãozinho, ouça-a quando achar que é chegada a hora, que o seu futuro já começou. Feliz 2009, irmã! Feliz 2009, leitores!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: right; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3262513626898278816?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3262513626898278816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3262513626898278816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3262513626898278816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3262513626898278816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2009/01/um-novo-tempo.html' title='Um novo tempo'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1267389547259935062</id><published>2008-12-22T09:54:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:17:52.293-03:00</updated><title type='text'>Circuit breaker</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 08/11/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi preciso o Vicente me convidar a fazer esta coluna para que eu me desse ao trabalho de procurar entender o significado de expressões como circuit breaker. Busquei informações na internet e lá encontrei que se trata de um mecanismo utilizado pelas Bolsas de Valores para interromper um pregão, ou seja, paralisar os negócios por um tempo determinado toda vez que o índice tem variação maior que um determinado nível percentual. É um mecanismo de proteção, de segurança para evitar oscilações bruscas e amenizar a situação do mercado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parecidas com isso são aquelas pausas imprescindíveis de que lançamos mão quando estamos discutindo com alguém e percebemos que a conversa não terá um final feliz se continuar naquele tom. É o momento em que a gente se retira pra esfriar a cabeça, respirar fundo, beber uns bons goles de água, olhar o horizonte, tomar um banho frio. Porque há conversas que, se não forem interrompidas, deixarão mágoas e remorsos, manchas que teremos dificuldade em apagar. Assim, é melhor darmos um tempo e recomeçarmos em outro momento, talvez no dia seguinte, se o problema não tiver se solucionado por si só. Muitas coisas são resolvidas durante uma boa noite de sono.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Até aí, está fácil, não? Difícil é quando as discussões são retomadas, mas não rendem. Vira e mexe, lá está o assunto em pauta. Basta que um sinalize para que o outro revire os olhos, desanimadoramente, ou solte um “Jesus, acendei a luz!”. Mesmo que a conversa inicie em tom ameno, termina virando um bate-boca dos infernos. E é esse tipo de embate que desilude, desgasta, faz a gente desejar nunca ter conhecido aquela criatura, pensar que o Universo conspira contra nós, cobrar uma explicação de Deus para a nossa desventura, invejar a vida e o relacionamento dos outros, adoecer, envelhecer antes da hora. São essas colisões que levam os casais a uma relação infeliz e à separação. A maioria dos problemas não escapa de uma boa conversa. Mas o que fazer quando eles parecem ter vindo pra ficar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Infelizmente, nem sempre conseguimos resolver as questões com um papo franco e honesto, mesmo que estejamos dispostos a isso, porque tem gente que não sabe conversar. Há aqueles que não conseguem falar e, diante do outro, ficam paralisados, por exemplo, e há os que não conseguem ouvir, interrompendo a todo instante, gritando, concluindo pelo outro. Passa-se de uma frase mal terminada a outra, de um mal entendido a outro. E o que deveria aproximar acaba por afastar ainda mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, quando o tête-à-tête não rola legal, costumo sugerir o diálogo por meio de carta. Quando escrevemos, somos donos do nosso tempo. Podemos colocar no papel tudo o que sentimos, sem o risco de sermos interrompidos, de deixarmos coisas pela metade ou mal ditas. Além disso, damos ao outro a oportunidade de ler nossa carta aos poucos e até várias vezes, no tempo dele, sem atropelos, sem imposições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas não se trata de escrever, pura e simplesmente, o que seria dito de boca. Tem de haver uma estratégia. Proponho começar pelo começo, dizendo, por exemplo: “O que me leva a escrever é a vontade de me entender com você”. Seja sincero, verdadeiro. Diga exatamente o que pensa e o que sente sobre o assunto. E aproveite para falar como percebe o comportamento do parceiro, sem acusações, sem leituras mentais. Termine de forma amorosa e sugira resposta também por escrito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Troquem todas as cartas necessárias à solução do problema. Mas não deixem de lado os outros assuntos. O que estiver fluindo bem no relacionamento não deve ser prejudicado em momento algum. Ao contrário, deve ser preservado. Em outras palavras, nada de se concentrar no que vocês ainda não conseguiram. É preciso ter olhos para ver e valorizar aquilo que já deu certo na relação. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1267389547259935062?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1267389547259935062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1267389547259935062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1267389547259935062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1267389547259935062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/12/circuit-breaker.html' title='Circuit breaker'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-2190269098700277672</id><published>2008-12-15T10:04:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:18:31.624-03:00</updated><title type='text'>Gatos muito vivos</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Série "O Dinheiro e os Relacionamentos" - Parte 6&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 1º/11/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O assunto de hoje foi sugerido por um leitor, o Caio, que postou o seguinte comentário: “Cara Maraci, creio que um tema bem legal para você tratar nessa sua coluna seriam as disputas dentro do trabalho. É um querendo comer o outro. Vejo, na minha empresa, que as pessoas falam mal de quem ganha mais, sendo que o correto seria ver essa pessoa como parâmetro, pois indica que há espaço para todos progredirem. Por que a tendência das pessoas é de nivelar por baixo?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;             Caio,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Conhece a expressão “Ninguém chuta gato morto”? Esse comportamento a que você se referiu é próprio do ser humano imaturo, ou seja, nós. Você não vê ninguém se dando ao trabalho de pichar quem está mal, ganhando pouco, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. O alvo das maledicências é sempre aquele que está por cima. E isso independe de competência ou merecimento. Se até Jesus Cristo foi criticado, perseguido e crucificado, o que não podemos esperar do mundo, nós, pobres criaturas tão imperfeitas? Estar em posição superior, cheio de prestígio e vantagens tem um preço, como tudo na vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também não é nada fácil ocupar uma posição de inferioridade nesse aspecto, mesmo que ela esteja de acordo com nosso merecimento, mesmo que estejamos conscientes de que não fazemos jus a nada melhor no momento. Porque todos temos sonhos que esbarram na falta de dinheiro – coisas que não podemos comprar, serviços pelos quais não podemos pagar, projetos sempre adiados. É dureza levar uma vida de “nãos”. E, pra muita gente, é praticamente impossível virar a própria mesa, dar um rumo diferente às coisas, melhorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez o pior seja quando nos sentimos e somos merecedores, e passamos por uma situação bem parecida com a descrita por Lupicinio Rodrigues na música Nervos de aço, que diz o seguinte: “Você sabe o que é ter um amor, meu senhor, ter loucura por uma mulher, e depois encontrar esse amor, meu senhor, nos braços de um outro qualquer? Você sabe o que é ter um amor, meu senhor, e por ele quase morrer, e depois encontrá-lo em um braço que nenhum pedaço do seu pode ser?...”. Assim como é difícil vermos um amor nos braços de alguém que nem chega aos nossos pés, não é nada fácil olhar “pra cima” e ver, em situação de poder, gente despreparada e até mesmo pessoas que nem deveriam andar soltas por aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para muitos, talvez o pior seja quando nos sentimos merecedores, não o somos realmente, e não conseguimos nos acertar com a vida na hora em que ela vem nos cobrar por tudo o que dela usufruímos indevidamente. E, para outros, talvez o pior seja quando, mesmo merecedores, assim não nos vemos, também incapazes de uma auto-avaliação sadia, e passamos todo o tempo a chutar a sorte, jogando fora excelentes oportunidades, boicotando nosso próprio sucesso, impossibilitados de sermos bons para nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Posição totalmente feliz, creio que não há nenhuma. Mas sempre podemos e devemos, dependendo da situação em que nos encontremos, estar atentos às críticas que nos são dirigidas, já que, em geral, nem todas são maldosas ou infundadas; buscar uma vida melhor, a exemplo de tantas pessoas incríveis que fizeram e fazem história contra todas as expectativas; cuidar para não sermos nem condescendentes nem intransigentes com nós mesmos, mas justos; e, finalmente, procurar entender que a vida pode ser dividida em coisas que já podemos mudar e coisas que ainda não podemos mudar. Se estivermos numa situação em que nada possamos fazer, o melhor é relaxar. Não precisamos apressar o rio porque ele corre sozinho. Valeu irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-2190269098700277672?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/2190269098700277672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=2190269098700277672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2190269098700277672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2190269098700277672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/12/gatos-muito-vivos.html' title='Gatos muito vivos'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3873809310006350976</id><published>2008-12-08T18:55:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:09.501-03:00</updated><title type='text'>Os pressupostos e os cenários</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 25/10/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vocês estão lembrados da coluna do dia 11, da história da caderneta do seu Biu? Pois aquele caso deu pano pra mangas. Quando recebi a mensagem com a piada, eu a repassei pra minha irmã, Maristela, que teceu uma série de comentários a respeito da crise americana. Falou sobre os juros muito baixos durante a gestão de Allan Greenspan, do FED; da quantidade de gente que pegou empréstimo, os tais subprime de hipoteca de imóvel; da alta dos juros; da inadimplência; da ruína de tudo o que pertencia àquela cadeia de aplicações. E concluiu dizendo o quanto o planejamento é importante para um bom negócio e o quanto uma criteriosa análise de cenários e de riscos é fundamental para um bom planejamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas ela não parou por aí. Pra facilitar meu entendimento sobre ações de longo prazo não poderem se basear em pressupostos de curto prazo, ela usou o seguinte exemplo: a paixão pode ser considerada pressuposto de curto prazo. Casamento com base em paixão tende a entrar em falência logo. O ideal é que a união se baseie em amor, esse sim um pressuposto de longo prazo. E a respeito da necessidade de análise de cenários e riscos, ela usou a seguinte figura: uma mulher de 20 anos se une a um homem de 60. Daqui a 15 anos, ela será uma balzaquiana de 35 casada com um idoso de 75. Se ela decidir ter um filho dele aos 40, pelo método tradicional, o maridão, já com oitentinha, vai precisar de um bocado de Viagra. Engraçadinha, a minha irmã, não acham?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Piadinhas à parte, o que ela disse é muito sério. E, observando bem a forma como lidamos com as coisas da vida, fica claro que não temos o hábito de analisar cenários, muito menos riscos. Ao contrário, tendemos a nos prender a detalhes, em detrimento do todo, e a só visualizar o que nos agrada, esquecidos de que tudo tem um preço. O resultado disso podem ser, por exemplo, profissionais insatisfeitos. Querem ver como não é nada difícil detectarmos gente que não planejou, pelo menos não bem, a própria vida? Observe os aposentados da sua família. Há algum que parece ter perdido o lugar no mundo, que vive correndo de um médico pra outro, sempre se queixando de alguma doença? Toda família tem pelo menos uma criatura assim. E não é difícil entender o porquê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando chega a hora de escolhermos uma profissão, ou mesmo muito antes disso, somos bombardeados com opiniões diversas. Sempre haverá aqueles que nos aconselharão a priorizar a estabilidade, os que nos orientarão a procurar algo que dê muito dinheiro, os que nos estimularão a buscar nossa vocação. Mas ninguém lembrará de nos dizer, por exemplo, que nem todo cirurgião plástico será um Pitanguy, assim como nem todo arquiteto será um Niemeyer, e que, pra chegarmos lá ou superá-los, precisaremos estudar muito, abrir mão de muitos outros prazeres. Também não nos dirão que nem todo profissional ficará rico e que muitos que o conseguiram tiveram de passar pelo estágio não-remunerado, pelo trabalho gratuito, pela ralação dia e noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim, quem quiser ter uma aposentadoria feliz deverá começar a planejá-la no momento da escolha profissional. E aí vão algumas dicas: se ainda não sonha com uma carreira, converse com alguém que possa ajudá-lo a pensar sobre isso, como um parente próximo ou um orientador vocacional; uma vez feita a escolha, procure conhecer a profissão, saber como está o mercado de trabalho, qual o ganho médio, as oportunidades de concurso, como seria trabalhar por conta própria. Pesquise na internet, procure quem já estiver no ramo, outros estudantes, professores; de posse desses dados, analise os prós e os contras, pra decidir se está disposto a pagar o preço que a vida cobrará pela sua escolha; se sua resposta for sim, comece a correr atrás do seu projeto, tendo em mente que você deverá se ocupar dele pelos próximos 30 anos, pelo menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vejo a vocação como algo muito importante. Entretanto, se você decidir priorizar outras questões, lembre-se de que poderá fazer aquilo de que gosta como hobby e, se for o caso, a ele se dedicar plenamente após a aposentadoria. Mas, se vier a se decidir a partir dos seus desejos mais íntimos, saiba que quem faz o que gosta de fazer atrai o sucesso, tem mais chances de ficar milionário e nunca se aposenta de fato porque vive com a sensação de que não trabalha realmente. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3873809310006350976?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3873809310006350976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3873809310006350976&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3873809310006350976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3873809310006350976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/12/os-pressupostos-e-os-cenrios.html' title='Os pressupostos e os cenários'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-851928249650837527</id><published>2008-12-01T12:42:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:18.297-03:00</updated><title type='text'>Síndrome de mendigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Série “O dinheiro e os relacionamentos” – 5ª. parte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 18/10/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes, &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em mensagem a esta coluna, a leitora Ângela disse o seguinte: ”... A impressão que tenho é a de que as pessoas estão mais insensíveis, só pensam em ganhar dinheiro, ficar ricas, se darem bem na vida. Mas de que adianta dinheiro se não se tem saúde, se não se tem um grande amor? Tem gente que passa até fome para não gastar dinheiro. Para mim isso é demais, é passar dos limites”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ângela,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você nos trouxe um assunto sério. Vivemos num mundo material que gira em torno do dinheiro e do que ele pode comprar. É natural que nos esforcemos para manter uma reserva, recursos de que possamos vir a lançar mão em alguma eventualidade. Mas há pessoas que parecem não ter limites. E, assim como há aquelas que gastam o que têm e o que não têm, há as que, como você mesma disse, passam até fome para economizar, literalmente apavoradas com o dia de amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São pessoas que podem entrar em pânico só de pensar em comprar ou pagar por algo, mesmo que se trate de um objeto ou de um serviço de que estejam precisando ou que seja bem baratinho. São assaltadas por pensamentos do tipo: ”Não, não preciso disso realmente”, “Isso não é para mim”, “Não posso me dar a esse luxo”, “Há outras prioridades”. Algumas só admitem adquirir mercadorias com defeito que estejam em liqüidação. E essa postura pode se estender a necessidades básicas como alimentação e cuidados médicos. Se alguém as acusa de sovinice, avareza, pão-durismo, elas logo se defendem se dizendo econômicas, precavidas. Não hesitam em recitar a fábula da cigarra e da formiga, argumentando que estão sendo conscienciosas, trabalhando no verão para ter conforto e segurança no inverno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É claro que, de vez em quando, essas pessoas se arriscam e, contra todos aqueles pensamentos condenatórios que as perseguem, cometem alguma “loucura” como comprar um par de sapatos novos ou obturar um dente há tempos esburacado. O resultado de “tanto desprendimento” costuma ser um sentimento de culpa arrasador. Além disso, há outra particularidade – às vezes, com o parceiro ou os filhos, elas são extremamente generosas, mão-aberta, não vendo nisso nada de mais. O resultado podem ser mulheres elegantemente vestidas acompanhadas de homens trajando o terno que o pai falecido usava quando jovem, ou mães molambentas que caminham pela rua alguns passos atrás da filha patricinha que faz de conta que nem a conhece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma vida assim, de privações ilógicas, é terrivelmente penosa. O estresse provocado vai destruindo essas pessoas e os relacionamentos que possam ter. E a tortura não costuma arrefecer com o passar dos anos. Ao contrário, a tendência é o agravamento da necessidade de fiscalização e controle. Se investigarmos a vida dessas criaturas, poderemos encontrar, mesmo nesta vivência, sem a necessidade de maior aprofundamento, situação de privação material. Mas certamente encontraremos situação de privação emocional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Síndrome de mendigo é uma doença e como tal deve ser tratada. Assim, quem achar que se enquadra no que aqui está descrito, deve procurar ajuda. Podemos até lidar com uma infância ou adolescência de pouco dinheiro, mas dificilmente superaremos com naturalidade a falta do amor que nos teria ajudado a nos transformarmos em adultos emocionalmente saudáveis. Valeu, Ângela! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-851928249650837527?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/851928249650837527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=851928249650837527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/851928249650837527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/851928249650837527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/12/sndrome-de-mendigo.html' title='Síndrome de mendigo'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1509815193398733846</id><published>2008-11-24T07:35:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:30.508-03:00</updated><title type='text'>A manobra do seu Biu e os investimentos não-financeiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 11/10/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt; Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Isso é uma forma didática de explicar a crise americana: O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decidiu vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha. O sobrepreço é o que os pinguços pagam pelo crédito. O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador com emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia. Mais adiante, uns seis zécutivos de banco lastreiam os tais recebíveis e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS, PQP ou qualquer outro acrônimo desses usados pelo economistas e afins, que ninguém sabe exatamente o que significam. Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&amp;amp;F, cujo lastro inicial ninguém conhece - as tais cadernetas do seu Biu. Esses derivativos são negociados como títulos sérios, com fortes garantias reais, no mercado de 73 países. Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro pra pagar as contas. O Bar do seu Biu vai à falência e toda a cadeia se dana.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O texto acima me foi enviado por um amigo da época da Caixa, o Luis Guadanhim. Desconheço a autoria, mas reconheço que ele é ótimo, inclusive porque mostra como uma manobra banal, que todo dono de boteco conhece, pode gerar um problemão. No caso, o seu Biu calculou mal ou nem calculou os riscos de vender fiado. As vendas certamente aumentavam, já que os fregueses, empolgados com a facilidade de não precisar pagar à vista, bebiam cada vez mais. Em contrapartida, as chances de ele vir a receber só diminuíam. Os bebuns que estavam empregados caminhavam a passos largos para o desemprego; os que estavam desempregados viam as oportunidades de emprego passarem lá longe. O resultado disso poderia ter ficado restrito à falência do seu Biu e à desgraceira dos fregueses. Mas a coisa foi mais longe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O gerente do banco em que seu Biu mantinha conta, já fazendo planos com o dinheiro que acreditava poder ganhar com a tal caderneta, resolveu entrar no negócio, mas parece também não ter analisado o cenário, prendendo-se apenas aos recebíveis, que aumentavam a cada dia, graças à desgraça dos cachaceiros. E os tais dos zécutivos, então, nem se fala - ouviram o galo cantar, mas não se preocuparam em saber onde. Acreditando que o gerente tinha descoberto o negócio da China, incrementaram uma cadeia de transações a partir do quê? Eles não sabiam, mas a partir da expectativa de que bêbados desempregados ou prestes a perder o emprego honrem dívida de boteco. Por mais que os fregueses do seu Biu lhe fossem leais, e por menos que eles tivessem a intenção de lhe dar o calote, não dava pra confiar nessa bondade por muito tempo, não é mesmo? Como disse a minha irmã, Maristela, ações de longo prazo não podem se basear em pressupostos de curto prazo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Resumindo, toda aplicação exige planejamento, que não pode prescindir da análise de cenário e risco. Isso vale pra investimentos financeiros ou não. Se você pensa se casar, por exemplo, fique atento! Observe o namoro. Se ele vai bem, as coisas estão fluindo, o casamento pode dar certo, embora não haja total garantia. Se o casamento vai bem, as coisas estão fluindo, ter filhos pode ser enriquecedor, embora também não haja total garantia. Os prós e os contras exigem respeitoso exame e cada fase requer uma nova análise porque a decisão de incrementar uma cadeia demanda embasamento. E nada de dar uma de zécutivo, bancando a maria-vai-com-as-outras. O mundo está lotado de gente que, por imprudência, baseada em pressupostos de curto prazo, quebrou a cara tal qual os bancos americanos. Valeu, Guadanhim! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1509815193398733846?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1509815193398733846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1509815193398733846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1509815193398733846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1509815193398733846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/11/manobra-do-seu-biu-e-os-investimentos.html' title='A manobra do seu Biu e os investimentos não-financeiros'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5150379563057355997</id><published>2008-11-17T07:55:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:36.556-03:00</updated><title type='text'>As máscaras e a lava</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Série “O dinheiro e os relacionamentos” – 4ª. parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 4/10/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt; Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt; coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Desde 23 de agosto, quando foi publicada a 1ª parte da série, chegam comentários inspiradores. Um deles foi postado pela leitora Sandra, que disse o seguinte: “... acho dinheiro muito bom. E, em minha opinião, não é ele que interfere na vida das pessoas. Simplesmente o dinheiro revela o caráter das pessoas. Quem tem caráter continua a ser uma pessoa correta, independentemente da quantidade de dinheiro que tem. Agora, os que são mau-caráter se revelam rapidamente quando o dinheiro entra no meio.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Sandra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Há muitos anos, quando ainda cursava Psicologia, um professor me disse que a gente não conhece o parceiro quando com ele se casa, mas quando dele se separa. Em outras palavras, é nos momentos de crise, ou seja, de desequilíbrio, dúvidas, tensão, conflito, transição, que as pessoas se mostram como são. Temos, então, a oportunidade de saber se e, também, o quanto a criatura que se nos apresenta naquele momento tem a ver com aquela que acreditávamos que ela fosse. Tudo pode acontecer! Em situações como a que você citou, dizemos que a pessoa se revela como é verdadeiramente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O ser humano é gregário por natureza. É na vida em sociedade que aprendemos e ensinamos. E graças a essa troca é que efetivamente crescemos. Só que, para conviver, precisamos desenvolver algumas características que, aqui, chamarei de máscaras. Sem elas não seríamos pelos outros suportados, assim como também não toleraríamos nem sequer nossos pais e filhos, pelo menos não no nível em que o conseguimos agora. Sem as máscaras que hoje usamos, as relações seriam mais tumultuadas. São elas que nos permitem aceitar os outros e sermos aceitos pelos diversos grupos a que pertencemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Entretanto, apesar da óbvia utilidade, as máscaras não costumam ser bem-vistas. Com elas vem a idéia de fingimento, de algo artificial, não-natural. E, considerando que somos seres da natureza, a de que elas não se sustentam todo o tempo ou em qualquer situação. Sempre chega o momento em que caem, por não terem o poder de anular, apenas de disfarçar o que em nós é incompatível com a vida em comum. Assim, tal qual a lava no momento da erupção, tudo o que se tentava esconder sob a máscara vem à tona. Creio que foi isso o que você quis dizer quando escreveu que as pessoas revelam, rapidamente, seu caráter mau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Temos aqui duas idéias – a de máscaras e a de lava. Ambas nos incomodam porque deixam claro que os seres humanos temos uma parte aceitável, mas também uma inaceitável. E, por mais que nos consideremos sociáveis, não podemos negar que temos nossos “pecados”. Como todo mundo, em alguns momentos, em determinadas situações e com certas pessoas, somos admiráveis. Em outras oportunidades, somos horríveis, podendo ter comportamentos idênticos àqueles que não suportamos nos outros, que tanto nos incomodam, indignam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;As máscaras são instrumentos de que lançamos mão para caminhar da forma menos rude possível até que delas não mais precisemos. E a lava é que indica, com precisão, sem rodeios, as máscaras que nos estão faltando e o que necessitamos mudar em nós mesmos. Se eu acreditasse na existência do mal, diria que ele não habita nem as máscaras nem a lava, já que tudo está a serviço da nossa transformação em criaturas plenas. Valeu, Sandra! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5150379563057355997?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5150379563057355997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5150379563057355997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5150379563057355997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5150379563057355997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/11/as-mscaras-e-lava.html' title='As máscaras e a lava'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5492329727338815509</id><published>2008-11-09T23:24:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:43.038-03:00</updated><title type='text'>Ou não</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 27/9/2008, no site do Correio Braziliense,  &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“No mercado acionário, é preciso estar preparado emocionalmente para enfrentrar as adversidades.” Essa frase é destaque da coluna do professor e consultor de investimentos Mauro Halfeld, publicado na revista Época de 11 de agosto em resposta a pedido de orientação feito por um leitor que se confessou apavorado por ver seu dinheiro evaporar a cada dia. Segundo Halfeld, quem investe em ações costuma comprar na alta e vender na baixa porque pouca gente aceita ser solitária; é difícil manter uma estratégia que vá na contramão do mercado – comprar pechinchas quando todos estão vendendo e vender quando todo mundo está indo às compras; mas quem tiver sangue-frio e convicção em relação a sua estratégia, além de desprendimento para enfrentar o barulho da multidão, provavelmente colherá bons resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conversa de contramão me fez lembrar uma outra que tive recentemente com minha irmã. Estávamos rindo de algo de que já não me recordo quando lhe disse que, quando era bem jovem, sonhava ter um marido; depois que tive meu filho, passei a fantasiar um marido que também fosse pediatra; alguns anos depois, comecei a idealizar um que fosse cirurgião plástico; hoje, acho que o mais indicado seria um psiquiatra; e alguma coisa me diz que, se eu tiver sorte, chegará o dia em que pedirei a Deus um geriatra para marido. Será que isso significa andar na mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir isso, minha irmã, ponderou que estava tudo errado e que minha primeira mancada tinha sido sonhar com um marido. Se eu não tivesse tido nenhum, talvez nem tivesse filho e, portanto, não fantasiaria um pediatra. Também talvez houvesse me sobrado mais tempo e dinheiro para simplesmente pagar um cirurgião plástico e um psiquiatra que, de repente, nunca chegassem a ser realmente necessários. Esse papo dela me deixou meio na dúvida. Estaria ela certa? Será que isso é que não significaria andar na mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, daí, fiz outro raciocínio – se eu já não precisasse de um psiquiatra quando era bem jovem, talvez nunca tivesse desejado um marido, ou filho, ou pediatra ou cirurgião plástico. Se a gente parar um pouquinho pra pensar, isso tudo é coisa pra doida e uma mulher só entra nesse rock and roll se estiver muito pirada, ou não, como concluiria o grande filósofo Caetano Veloso. Será que isso é que é andar na contramão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês já devem ter sacado, para casar, assim como para aplicar na bolsa, a gente precisa ter estratégia, convicção, desprendimento, fé no futuro, coração forte e paciência para manter os objetivos de longo prazo e não sair na hora errada. E, se você já estiver casada, pense que, até no mercado financeiro, mais cedo ou mais tarde, a razão acaba por voltar. Assim, o mesmo deverá acontecer na sua vida, a você, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão achando que me esqueci do geriatra, não é mesmo? Pois estão enganados. Esse a gente deve começar a freqüentar o quanto antes. Assim, pouco trabalho a ele daremos, quando dele realmente precisarmos. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5492329727338815509?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5492329727338815509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5492329727338815509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5492329727338815509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5492329727338815509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/11/ou-no.html' title='Ou não'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-2979478203934617038</id><published>2008-11-03T07:44:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:46.143-03:00</updated><title type='text'>Sobre pais, filhos e heranças</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Série “O dinheiro e os relacionamentos” – 3ª. parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: normal;font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;Publicado em 20/9/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt; Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: normal;font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt; coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;A coluna de 23 de agosto trouxe o seguinte comentário do leitor AMARAL: “... Realmente as pessoas estão apegadas demais a dinheiro, só pensam nisso, perderam os valores... Imagine que, perto de minha casa, um pai nem havia sido enterrado e já estavam brigando pela partilha de bens.”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Amaral,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Quando morre um pai ou uma mãe, esperamos ver os filhos tristes. Foge a nossa compreensão que, num momento assim, os pensamentos deles estejam voltados para algo diferente de saudade. Entretanto, nem sempre é o que acontece. Por esses dias, li, num livro Espírita, que as relações familiares costumam ser complicadas porque cada indivíduo se manifesta de forma única; e que natureza e educação conspiram para criar um efeito de superposição entre as criaturas, mas os ajustes ainda não são perfeitos, embora um dia venham a ser não obstante a ignorância que nos cerca e preenche. Não conheço a história por você trazida, mas, no que se refere ao relacionamento entre pais e filhos, acho que valem certas observações.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Penso numa criança como alguém que sofrerá a influência dos adultos que a cercarão e da sociedade como um todo, mas que, ao nascer, já trará uma bagagem formada ao longo de muitas vivências. Assim, não é possível prevermos a forma como esse ser vai lidar com dinheiro, por exemplo. Ela poderá estar ou não de acordo com a criação que a ele for dispensada, porque não temos o controle que imaginamos ter sobre nossos filhos. Isso não significa que podemos simplesmente “lavar as mãos” e deixá-los por conta própria. Ao contrário, temos o dever de caprichar, sem perder de vista que eles aprendem principalmente com nossos exemplos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Vivemos num mundo cada vez mais exigente quanto a “ter”, em prejuízo do “ser”. Além disso, idealizamos, para nossas crianças, uma vida materialmente tranqüila. Por essas e outras é que tanta gente se empenha em acumular. Quem deixou bens é alguém que já os tinha e se preocupou em preservá-los, pelo menos em parte, ou que construiu um patrimônio, tentando ser previdente. Mas há quem já inicie a vida profissional pensando na aposentadoria, na velhice, na morte, no que deixará para os filhos que possa vir a ter. Em outras palavras, estamos sujeitos a errar na dose e, não raramente, trabalhamos tanto que mal olhamos para os nossos filhos. Daí que eles podem crescer com uma visão bem distorcida do valor de coisas como relações familiares e dinheiro, independentemente de serem eles mesmos os alvos de nossos esforços e boas intenções.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Não dá para afirmar que foi isso o que aconteceu com seu vizinho. Mas não é nada difícil localizarmos, em nosso cenário, pais que, tentando escrever certo, terminam se atrapalhando nas linhas tortas e passando aos filhos a idéia de que era esta sua única ou principal missão com eles – a de prover de matéria. Assim, uma vez que eles deixarem de existir fisicamente, perderão essa capacidade e, portanto, o valor. Seus lugares passarão a ser ocupados pelos bens que puderem transmitir aos herdeiros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Só não se ressintirão com tudo isso aqueles que conseguirem se movimentar de acordo com suas crenças mais íntimas, que fizerem pelos filhos mais do que a sociedade prescreve, que deles respeitosamente nada esperarem e que deixarem a vida com o sentimento do dever cumprido. Valeu, Amaral! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-2979478203934617038?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/2979478203934617038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=2979478203934617038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2979478203934617038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2979478203934617038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/11/sobre-pais-filhos-e-heranas.html' title='Sobre pais, filhos e heranças'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-8244896691915433268</id><published>2008-10-21T08:00:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T11:19:51.436-03:00</updated><title type='text'>Nossas crianças e as drogas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado no site do Correio Braziliense em 19/10/08, Editoria Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Muito já tem sido dito acerca do que leva as pessoas a consumir drogas e a começar cada vez mais cedo. Falam no nosso mundo louco; na falta de autoridade por parte dos pais; no desejo de pertencer a um grupo; na facilidade de se conseguir drogas; na desestruturação familiar, na curiosidade. Mas tem uma coisa que não me sai da cabeça e que quero compartilhar com vocês contando uma rápida história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;“Toda segunda-feira, logo que chego ao trabalho, começo a ouvir as pessoas contando como foi o fim de semana. E, sem exagero, só ouço o seguinte: “Bebi todas”, “Começamos a beber de manhã e só paramos no final do Fantástico”. E esse tipo de comentário se estende até terça. São dois dias ouvindo gente se vangloriando por ter bebido demais. Na quinta-feira, recomeçam as pérolas: “Tá chegando o finde. Vou beber todas”, “É beber, cair, levantar e voltar a beber”. Frases assim vão até o final da tarde de sexta. Os sábados e domingos são dedicados à bebida, que subsidiará os papos das próximas segunda e terça.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Essas pessoas têm filhos, netos, irmãos, sobrinhos, crianças e adolescentes que vêem aqueles que lhes deveriam dar bons exemplos desperdiçar pelo menos um terço da semana dizendo que vão beber até cair, outro terço bebendo até cair e o último terço dizendo que beberam até cair. E o que é pior - muitos pegam bebezinhos ainda de colo e fazem questão de dar a eles um golinho “só pra batizar”, sem pensar que, naquele momento, pode estar nascendo um alcoólatra, alguém que, se ainda não os tem, desenvolverá sérios problemas emocionais e transtornos mentais, que escancarará as portas da sua vida infeliz para outras drogas e que, mesmo sem querer, levará adiante uma terrível maldição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ainda ontem, perguntei ao meu filho, que acabou de completar 20 anos, o que ele achava que leva os jovens a começar a beber e a se drogar cada vez mais cedo. Dele ouvi que fica difícil um jovem não beber vendo adultos bebendo, assim como fica difícil uma criança não beber vendo jovens bebendo. Ele está certo. Isso sem falar nos pais que fumam maconha porque acham que ela não faz mal; nos que cheiram cocaína pensando que os filhos nada percebem; nos que tomam um “uisquinho” toda noite pra relaxar; nos que fazem uso indiscriminado de tranqüilizantes, anoréxicos, diuréticos, antidepressivos, ansiolíticos, miorrelaxantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A vida das crianças e dos adolescentes não é nada fácil. Muita gente diz ter saudade desse tempo, mas penso que poucos são os que realmente têm do que lembrar com nostalgia. São fases difíceis, em que estamos a mercê de adultos nem sempre saudáveis e quase nunca preparados para nos orientar; em que uma série de crenças ilógicas nos são empurradas goela abaixo; em que raramente temos alguém com quem compartilhar nossas aflições. E é por esses motivos que noventa por cento dos adultos que me procuram no consultório trazem sofrimentos que carregam desde a infância. E se tudo isso ainda for regado a álcool e drogas, não fica difícil imaginar o resultado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pais amorosos e preparados não estão isentos de, um dia, precisarem enfrentar a dor de ver ou saber um filho drogado, mesmo porque uma criança é alguém que, ao nascer, já trará uma bagagem formada ao longo de muitas vivências. Mas, se somos pais, devemos caprichar, sem perder de vista que os filhos aprendem principalmente com nossos exemplos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-8244896691915433268?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/8244896691915433268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=8244896691915433268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8244896691915433268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8244896691915433268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/10/nossas-crianas-e-as-drogas.html' title='Nossas crianças e as drogas'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3586832664478107319</id><published>2008-10-13T21:10:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:20:12.441-03:00</updated><title type='text'>Leituras mentais</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 13/9/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt; Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Época de 11 de agosto trouxe matéria intitulada A nova classe média do Brasil. O texto começa com a pergunta “Classe média, eu?“ formulada por Josineide Mendes Tavares, manicure de 34 anos que mora, com dois filhos pequenos, na Favela da Rocinha. Embora a entrevistada pareça surpresa, essa família, segundo a revista, enquadra-se no que a Fundação Getúlio Vargas – FGV aponta como a nova classe média brasileira – pessoas antes consideradas pobres ou muito pobres, que começaram a usufruir confortos como televisor moderno, assinatura de TV a cabo, freezer, lavadora de roupas, computador, videogame e celular. A reportagem aborda a importância da pesquisa para, entre outras coisas, o desenvolvimento de políticas públicas e traz diferentes opiniões a respeito da fórmula utilizada para se chegar a essa classificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pesquisadores que usam como critério apenas a renda, enquanto outros consideram o patrimônio, a ocupação ou o nível de escolaridade dos pesquisados. Talvez outra instituição identificasse Josineide num grupo diferente. De acordo com Época, a maioria das pessoas entende que pertencer à classse média significa ter filhos estudando em boas escolas particulares, carro e dinheiro para uma pequena viagem de fim de semana por mês. Isso quer dizer que, independentemente do conceito que tenhamos a nosso respeito, sempre encontraremos pessoas que nos verão mais ou menos da mesma forma e outras que nos qualificarão de modo bem divergente. Estamos expostos a inúmeras classificações, já que cada indivíduo é único e, assim, tem uma visão singular de si mesmo e dos outros. Só que não é aí que mora o perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nesta semana, eu conversava com um amigo que não se conforma com os sentimentos que pensa que o pai nutre por ele. Ele se sente incompreendido, injustiçado mesmo, usando, como medida para suas conclusões, frases soltas ditas pelo pai. E, numa situação assim, não é nada difícil desenvolvermos mágoa e até mesmo ódio. Além disso, se nos considerarmos mal interpretados, tenderemos a tentar mostrar ao outro que ele está cometendo um erro e que seu juízo precisa ser alterado. Mas o que encontramos muito, nesses casos, são criaturas tentando fazer leitura mental, ou seja, querendo adivinhar o que se passa na cabeça do outro, a partir de “sinais” que, para muita gente, não teriam nenhum significado. Meu amigo está classificando o pai de injusto. Talvez outro filho, diante da mesma situação, nem se abalasse ou tivesse uma visão oposta com relação aos sentimentos desse pai. Tal qual acontece em pesquisas como a da FGV, o que é relevante pra uns pode ser irrelevante pra outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um casal de pacientes que, durante uma sessão, percebeu o quanto ambos faziam uso de leitura mental e como estavam enganados com relação ao outro. A mulher tinha certeza de que o marido odiava a filha que ela teve no primeiro casamento, pelo jeito seco dele lidar com a garota. E ele acreditava que ela adorava um cachorro que era dele, pela preocupação que ela demonstrava nos cuidados com o animal. Foi interessante ver a surpresa dos dois não apenas quando o marido revelou que gostava da menina e até tinha mais carinho por ela do que pelos dois filhos que ele havia tido com a companheira anterior, mas também quando a mulher confessou não gostar de cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte do tempo, não sabemos direito nem sequer o que está passando pela nossa cabeça e, mesmo assim, nos arvoramos em adivinhos dos pensamentos e sentimentos dos outros. É aí que o perigo mora, no que imaginamos que o outro pensa a nosso respeito e, principalmente, em como nos vemos, que se reflete em tudo isso. É claro que nunca devemos desprezar o que nos grita o nosso instinto. Entretanto, muitas vezes, o que falta é uma boa conversa, daquelas em que não apenas falamos, mas também ouvimos. E você? Já fez sua leitura mental de hoje? Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo sábado (20/9), a parte 3 da série O dinheiro e os relacionamentos. O tema que será abordado foi sugerido por um leitor que, assim como outros, comprou a idéia de ser co-autor. As partes 1 e 2 podem ser lidas no arquivo do blog, em 23 de agosto e 6 de setembro, respectivamente. Aguardo a visita e os comentários de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3586832664478107319?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3586832664478107319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3586832664478107319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3586832664478107319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3586832664478107319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/10/leituras-mentais.html' title='Leituras mentais'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-9070686233698260438</id><published>2008-10-06T08:26:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:20:27.506-03:00</updated><title type='text'>A bomba AMOR x DINHEIRO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Série “O dinheiro e os relacionamentos” – 2ª. parte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;em&gt;Publicado em 06/9/2008, no site do Correio Braziliense, Blog do Vicente Nunes,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O tema desta 2ª. parte da série foi sugerido pela leitora Suzana, que, em 23 de agosto, já na qualidade de co-autora, fez o seguinte comentário “... Gostaria de sugerir a você uma análise sobre quando uma mulher é mais bem-sucedida no trabalho do que o marido. Tenho uma amiga que está sofrendo muito com isso. O marido dela só faz desmerecê-la, joga o moral dela no chão. O que é isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Suzana,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lembra que cabia ao nosso avô sustentar a família? Se a vovó trabalhasse, era apenas por prazer, geralmente com algo ligado a prendas domésticas, e o dinheiro ganho, ela o usava para “os seus alfinetes”. É claro que, nos últimos quarenta anos, o papel masculino mudou de maneira radical. Mas isso não aconteceu porque o homem assim o quis e muitos resistem até hoje, não aceitam que as mulheres têm vez e voz. Até mesmo os que se julgam bem-resolvidos podem dar uma escorregadela e cair de bunda no machismo. Além disso, a gente vive num mundo em que dinheiro é poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante séculos, o homem foi o dono da situação. Seu poder era incontestável. Ele tinha o controle do dinheiro, dos bens, e da vida da mulher e dos filhos. Hoje, vemos mulheres que ganham tanto ou mais do que seus parceiros. Entretanto, muitas delas vivem relacionamentos de abuso, em que se sentem pequenas, inadequadas e até desequilibradas, graças a críticas e insultos que podem ir de ataques sutis a ameaças óbvias. Impossibilitados de usar a força do dinheiro, muitos homens tentam controlar a mulher de outras formas, menosprezando suas opiniões, sentimentos e realizações profissionais, mesmo que o trabalho dela seja a única fonte de renda da família. É muito difícil para quem vive esse processo ou para um observador leigo entender uma situação assim. Daí surgem os questionamentos como o seu, os conselhos que a mulher não consegue acatar e, o que é pior, as críticas que, em lugar de ajudá-la, tornam sua vida mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, recebi uma paciente que tinha um excelente emprego, casa e carro próprios, casada com um homem já perto dos 30 anos que vivia correndo atrás do “negócio da China”, mas que era por ela sustentado. Para ela, pelo menos em princípio, a situação vivida não era um grande problema. A dificuldade estava em suportar que ele, volta e meia, esbravejasse que ela tinha a vida ganha, enquanto ele tinha que ralar. Parecia que ela havia herdado tudo. Só que o emprego lhe viera por concurso público e os bens eram resultantes de muito trabalho. Para você ter uma idéia, a pressão era tanta que ela chegou a pensar em vender o que tinha, pedir demissão e tentar uma vida bem modesta, para que ele não mais se sentisse diminuído. Um verdadeiro absurdo, não? E o que ela não sabia é que isso não resolveria nada, só agravaria as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa combinação relacionamento amoroso e dinheiro é explosiva. E muitas situações podem levar um homem a agir assim com a parceira. Dificuldades diversas na infância, como um pai que usava o dinheiro para controlar as pessoas à sua volta, uma mãe opressora, o isolamento emocional ou a rejeição podem explicar, embora não justifiquem. Mas, a chave de tudo está na resposta às seguintes perguntas: O que leva sua amiga a se manter nesse relacionamento? Por que nada que ela faça para melhorar a relação dá certo? Fica claro, pelo menos pra mim, que ela precisa entender muito bem o que está vivendo e que, provavelmente, vai necessitar de ajuda profissional para isso. Lembre-se de que as pessoas só nos fazem o mal que nós permitimos que elas nos façam. Valeu, Suzana! Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sugestão da Suzana, que propiciou a coluna de hoje, enriquece a nossa série. Assim, continuo contando com a participação de todos. As novas idéias para texto poderão ser deixadas na própria coluna, sob a forma de comentário, ou encaminhadas para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:maracisantana@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;maracisantana@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;, sem nenhuma preocupação quanto à privacidade. E quem perdeu a 1ª. parte poderá lê-la no arquivo deste blog, em 23 de agosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-9070686233698260438?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/9070686233698260438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=9070686233698260438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/9070686233698260438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/9070686233698260438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/10/bomba-amor-x-dinheiro.html' title='A bomba AMOR x DINHEIRO'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7675841490872555930</id><published>2008-09-30T19:51:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:20:33.510-03:00</updated><title type='text'>O poder do dinheiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Série “O dinheiro e os relacionamentos” – 1ª. parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 23/8/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;  Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No sábado passado, esta coluna anunciou que, hoje, teria início uma série de textos quinzenais sobre como o dinheiro interfere nos relacionamentos. A publicação provocou comentários postados no blog e a mim encaminhados por e-mail. Mas o leitor José Stélio nos trouxe uma idéia que podemos usar como ponto de partida. Ele disse que o dinheiro passa a ser um problema quando se torna dono da pessoa. E aí, eu pergunto: “Como algo inanimado pode se apossar de um ser humano?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Felicidade geralmente é confundida com sucesso financeiro. Para muitos, a vida se resume a negócios, status, o que dá ao dinheiro um enorme poder. Qualquer conflito nessa área costuma ser de difícil solução, principalmente se nele estiverem envolvidas pessoas que mantêm ou mantiveram um relacionamento próximo. Os desentendimentos podem ser sobre gastos, contas não pagas, perda de emprego, pensões. Vemos homens que precisam estar no controle; mulheres que se vingam gastando ou acusando o parceiro de não procurar melhorar; maridos ressentidos com o sucesso da esposa; filhos matando os pais para receber a herança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitos se lembram da novela Pecado Capital, exibida pela Globo na década de 70, cuja música de abertura, composta e gravada por Paulinho da Viola, tornou-se um dos maiores sucessos do artista. Ela diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador, que muita gente aí se engana e cai da cama com toda a ilusão que sonhou, e que a grandeza se desfaz, quando a solidão é mais, como alguém já falou. Mas que é preciso viver e viver não é brincadeira não. Que quando o jeito é se virar, cada um trata de si, irmão desconhece irmão. E que, aí, dinheiro na mão é vendaval, dinheiro na mão é solução e solidão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa música pode nos dar uma idéia de como a possessão acontece. Ela fala que o dinheiro pode provocar um vendaval, um tumulto interior em um sonhador, alguém que não está em contato com a realidade, um despreparado, um iludido que, pressionado pelas cobranças da vida, perde-se a ponto de desconhecer o irmão. Ela não diz que isso acontece a todo mundo ou pode ocorrer com qualquer pessoa. Em outras palavras, o turbilhão não depende do dinheiro, mas daquele em cujas mãos ele está ou não está. Assim, sempre que o dinheiro se colocar entre nós e outra pessoa, sempre que ele se apresentar como um empecilho a um relacionamento saudável, deveremos nos perguntar que sentimentos estão envolvidos na situação. A conduta de alguém com relação a dinheiro nunca é isolada, mas um reflexo de sua personalidade. E as brigas por dinheiro raramente são apenas por dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Noutro dia, li, na Época, pergunta feita ao consultor de investimentos Mauro Halfeld que dizia mais ou menos assim: “Meu noivo propôs um acordo pré-nupcial e me senti meio ofendida. A família dele tem uma situação financeira melhor que a minha e me senti excluída. O que fazer?”. Minhas perguntas são: será que qualquer noiva se sentiria ofendida e excluída como essa? Será que uma outra poderia considerar a proposta de acordo muito natural? Será que uma outra poderia até mesmo se antecipar ao noivo e propor o acordo, considerando a diferença entre as famílias, exatamente para evitar que essa questão viesse a ser um problema para o casal algum dia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A idéia da série é exercitarmos esse tipo de reflexão, para que os verdadeiros problemas, que estão escondidos nesses conflitos, venham à tona. Só assim poderemos encará-los e dar a eles uma solução. Eu acredito que, a partir de situações concretas, teremos mais sucesso nessa empreitada. Então, convoco todos os que se interessam pelo assunto a participar, enviando seus questionamentos, contando suas experiências.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os interessados em ser co-autores da série poderão usar o próprio nome ou um pseudônimo, postar um comentário no blog ou enviar mensagem para maracisantana@yahoo.com.br, sem nenhuma preocupação quanto à privacidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fico aguardando notícias de vocês. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7675841490872555930?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7675841490872555930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7675841490872555930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7675841490872555930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7675841490872555930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/09/o-poder-do-dinheiro.html' title='O poder do dinheiro'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-6508219018172340895</id><published>2008-09-23T09:44:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:22:11.434-03:00</updated><title type='text'>As bolhas das rodadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 30/8/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt; 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de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) teria dito que “A diplomacia brasileira apostou todas as suas fichas no G20 e &lt;st1:personname productid="em Doha. E" st="on"&gt;em Doha. E&lt;/st1:personname&gt; falhou duplamente”. Para o empresário, o governo errou não apenas por ter negligenciado acordos bilaterais, na esperança de que os países ricos diminuíssem os subsídios bilionários, mas, principalmente, por ter relegado a solução de mazelas internas, bem mais determinantes para o desenvolvimento do agronegócio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;Segundo o entrevistado, se erradicasse a febre aftosa, por exemplo, o Brasil poderia elevar em 1 milhão de toneladas a venda de carne de porco – o equivalente a dez vezes o ganho potencial com Doha; se o nosso sistema de rastreamento de animais tivesse credibilidade, poderíamos aumentar em muito as exportações de carne bovina para a Europa; se tivéssemos uma vigilância sanitária eficiente, poderíamos alavancar as exportações de frutas. Para ele, nosso sucesso depende mais da solução de problemas domésticos que de negociações comerciais complexas. No Brasil, houve uma &lt;i style=""&gt;glamourização&lt;/i&gt; da Rodada Doha, uma expectativa de que, a partir dela, o país fosse alçado ao Primeiro Mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;Sem entrar no mérito dessas questões, o cenário apresentado parece com o da educação no Brasil. Há uma &lt;i style=""&gt;glamourização&lt;/i&gt; do curso superior, mas a realidade não tem o menor charme. As crianças, em especial as que dependem da rede pública, terminam o ensino fundamental como analfabetas funcionais - conseguem juntar letras em palavras, mas não sabem ler. Dali, seguem para o ensino médio, de onde saem totalmente despreparadas para o vestibular ou o mercado de trabalho. Assim, os jovens que precisam ganhar a vida encontram enorme dificuldade para conseguir até mesmo subempregos. Pressionados, tentam investir num curso superior, que se lhes apresenta como uma tábua de salvação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;Totalmente sem chances de ingressar numa boa universidade, menos ainda numa gratuita, caem nas garras das instituições que se multiplicam mais do que ratos e oferecem cursos ruins e caríssimos, a partir de um vestibular que até um estudante em coma é capaz de superar. Em geral, o resultado disso tudo é uma avalanche de pessoas com diploma de curso superior, mas sem competência para disputar uma boa colocação, que, desiludidas, continuarão nos subempregos. Isso se não tiverem desistido, no meio do caminho, falidas, incapazes de pagar as exorbitantes mensalidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;Será que não seria melhor investir na educação básica, realmente preparando as crianças para o ensino médio? Será que não seria melhor se essa segunda fase fosse também uma preparação profissional, que permitisse a todos, além de tentar o vestibular, encontrar um lugar no mercado de trabalho? Um país como o Brasil precisa muito de técnicos. O serviço público e as indústrias que aí estão e que vêm chegando, por exemplo,&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;têm vagas para esse pessoal. Aliás, bons alunos de boas escolas técnicas costumam sair de lá já contratados. Uma vez com uma formação e um emprego digno, não ficaria mais fácil para esses jovens ingressarem numa universidade que valesse a pena? Será que, aí, não teríamos profissionais realmente superiores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;Penso que cuidar do ensino fundamental seria como erradicar a febre aftosa. Dar também uma preparação técnica ao jovem durante o ensino médio seria como investir em acordos bilaterais. Ingressar numa boa universidade já com uma base de conhecimentos, uma profissão e um mínimo de segurança financeira seria como fechar um acordo vantajoso numa rodada de negociações da OMC, como a Doha. Aí, sim, coisa de Primeiro Mundo. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-6508219018172340895?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/6508219018172340895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=6508219018172340895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/6508219018172340895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/6508219018172340895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/09/publicado-em-3082008-no-site-do-correio.html' title='As bolhas das rodadas'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5214278161209775442</id><published>2008-09-15T07:45:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T11:22:23.895-03:00</updated><title type='text'>O capitalismo e o humor pelo mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 9/8/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt; Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt; 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line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho uma única irmã a quem sempre agradeço ao final dos meus textos - Maristela Sant’Ana. Como quase nada sei de economia, é a ela que recorro para checar se entendi corretamente os temas que pretendo explorar nesta coluna. Só então faço um &lt;i style=""&gt;link&lt;/i&gt; com a psicologia, esta sim minha área. Acontece que Maristela, além de jornalista, economista e minha consultora particular, é também bastante engraçadinha e me enviou um texto que muitos já devem conhecer, mas que creio mereça ser relido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;b style=""&gt;Capitalismo ideal&lt;/b&gt;: v&lt;span style=""&gt;ocê tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. O rebanho se multiplica e a economia cresce. Você vende o rebanho e se aposenta rico!; &lt;b&gt;capitalismo americano&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre; &lt;b&gt;capitalismo francês&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três; &lt;b&gt;capitalismo canadense&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês; &lt;b&gt;capitalismo japonês&lt;/b&gt;: você tem duas vacas, né?. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro; &lt;b&gt;capitalismo italiano&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Uma delas é sua mãe, a outra é sua sogra, maledetto!!; &lt;b&gt;capitalismo britânico&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. As duas são loucas; &lt;b&gt;capitalismo holandês&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros, mas tudo bem; &lt;b&gt;capitalismo alemão&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Elas produzem leite pontual e regularmente, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos; &lt;b&gt;capitalismo russo&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca; &lt;b&gt;capitalismo suíço&lt;/b&gt;: você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros; &lt;b&gt;capitalismo espanhol&lt;/b&gt;: você tem muito orgulho de ter duas vacas; &lt;b&gt;capitalismo português&lt;/b&gt;: você tem duas vacas e reclama porque seu rebanho não cresce; &lt;b&gt;capitalismo chinês&lt;/b&gt;: você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba muito de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números; &lt;b&gt;capitalismo hindu&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Ai de quem tocar nelas; &lt;b&gt;capitalismo argentino&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas a mugirem &lt;st1:personname productid="em ingl￪s. As" st="on"&gt;em inglês. As&lt;/st1:personname&gt; vacas morrem. Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano ao FMI; &lt;b&gt;capitalismo brasileiro&lt;/b&gt;: você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV – Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e o autua porque, embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas. Finalmente, pra se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Tudo bem que a situação do mundo, de maneira geral, nada tem de engraçada. Mas o humor sempre teve e sempre terá um papel importantíssimo em momentos de crise pessoal ou coletiva. É maravilhosa essa capacidade de transformar em piada coisas como as próprias dificuldades, a falta de semancol dos outros, o autoritarismo, o fanatismo, o preconceito, as idéias absurdas. Isso, entre outras vantagens, reforça nossa reserva de energia, para aquelas horas em que não dá pra rir de jeito nenhum. Além disso, força-nos à autocrítica, encoraja-nos a novos olhares, promove catarses e estimula a solidariedade com aqueles que, por absoluta falta de uma veia cômica, mantêm-se oprimidos pela vida. Resumindo, rir é um grande e lucrativo negócio. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5214278161209775442?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5214278161209775442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5214278161209775442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5214278161209775442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5214278161209775442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/09/o-capitalismo-e-o-humor-pelo-mundo.html' title='O capitalismo e o humor pelo mundo'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-5335205239614210375</id><published>2008-09-08T19:50:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:22:42.832-03:00</updated><title type='text'>As rodadas Doha de cada dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 2/8/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Sete anos de negociações, que deveriam abrir mercados, terminaram, nesta semana, em desilusão, literalmente derrubados por medidas protecionistas. Foram nove dias, mais de 100 horas de discussões intensas e nenhum acordo. Resumidamente, o desastre foi atribuído à intransigência de Índia e China, que não abriram mão de um nível alto de salvaguarda a seus agricultores e indústrias, e à inflexibilidade dos EUA, que exigiam acesso a esses mercados, em troca do corte de subsídios agrícolas. Chega a um triste fim a Rodada Doha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É desanimador vermos desperdiçada uma chance histórica de se estimular a prosperidade do mundo &lt;st1:personname productid="em desenvolvimento. Mas" st="on"&gt;em desenvolvimento. Mas&lt;/st1:personname&gt; a Rodada Doha também será lembrada como o momento em que restou claro que o poder não mais está concentrado na Europa e nos Estados Unidos, que empurravam suas decisões goela abaixo do resto do mundo. Países como Brasil, China e Índia agora têm vez e voz. É pena que tenha sido esse o preço da nova distribuição de forças, porque todos perdemos, em especial os países mais pobres, justamente aqueles que mais precisam de proteção, de salvaguardas especiais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas o que aconteceu em Genebra não é muito diferente do que vemos todos os dias nas famílias, em que pais vivem em eterna negociação com filhos. De repente, um impasse que exige um acordo - ambos os lados acreditam estar com a razão e lutam para resguardar seus interesses. Dependendo, basicamente, do poder detido pelos envolvidos, e isso está condicionado a fatores como idade, situação financeira e amadurecimento emocional, as tratativas serão mais ou menos difíceis. Quanto mais desequilíbrio de forças, mais facilmente se chega a um “acordo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando os filhos são muito jovens e dependentes, as divergências são resolvidas com tranqüilidade para os pais, que, desavisados, mandam e desmandam, fazem e acontecem, às vezes agindo como ditadores, mesmo que bem-intencionados. Só que estes deverão lembrar que os filhos não ficarão pequenos e dependentes para sempre. Eles crescerão e chegará o momento em que os olharão de frente, olhos nos olhos, de igual para igual, agora, sim, também poderosos, tal qual os chamados países emergentes estão fazendo com os desenvolvidos. Quanto mais equilíbrio de forças, menos facilmente se chega a um acordo, embora este sim tenda a ser legítimo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizem que os filhos vêm ao mundo para ocupar todos os espaços e a gente cá está, aguardando por eles, exatamente para evitar que eles ocupem todos os espaços. Portanto, essas situações fazem parte das relações entre pais e filhos. E a idéia é que, com elas, aprendamos a ser melhores como seres humanos. Muito do futuro desses relacionamentos está nas mãos dos filhos. Mas acho que a maior responsabilidade é dos pais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim, sempre que nos defrontarmos com aqueles que estão sob nossa responsabilidade, lembremo-nos de ser firmes quando preciso, flexíveis se possível e amorosos sempre. A nossa postura como negociadores será determinante na daqueles com quem teremos de negociar mais pra frente. Porque os filhos aprendem não com o que dizemos a eles, mas com as nossas atitudes. Se soubermos ser justos, coerentes, flexíveis e amorosos, eles assim tenderão a agir, quando o poder migrar das nossas para as mãos deles. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-5335205239614210375?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/5335205239614210375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=5335205239614210375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5335205239614210375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/5335205239614210375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/09/as-rodadas-doha-de-cada-dia.html' title='As rodadas Doha de cada dia'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1074365455648457346</id><published>2008-09-04T10:21:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:22:48.289-03:00</updated><title type='text'>O caminho que vai dar no sol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Publicado em 26/7/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Segundo a coluna Emprego S/A, do Bom Dia Brasil de 10 de julho, só em maio deste ano surgiram 172 mil novas vagas – 66 mil nas nove maiores regiões metropolitanas e 106 mil no interior. Em Jeceaba, município de Minas Gerais, por exemplo, uma das siderúrgicas mais modernas do país vai gerar 7.500 empregos, número muito maior do que o de habitantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Como dito na reportagem, a qualificação é importante, mas o atributo mais valorizado, na hora da contratação, é a disposição para aceitar desafios. Porque raramente essas oportunidades estão logo ali, na esquina de casa. Ao contrário, estão espalhadas pelo país, às vezes bem longe, e exigem que o candidato tenha visão, coragem, disposição, desprendimento, amadurecimento, para se arriscar numa mudança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Muitos acreditam que, uma vez que se profissionalizaram, graças a um curso técnico ou superior, estão garantidos, o que não é verdade. Ter uma profissão, um ótimo salário, morar bem, numa cidade maravilhosa, cheia de recursos e diversões é o sonho de todos nós. Mas não é assim que a banda toca. Esses paraísos consagrados não costumam ter vagas dando sopa. Neles, a concorrência é muito grande. E o resultado disso é gente frustrada por trabalhar em área diferente da de sua formação, ou reclamando sem parar das altas exigências e dos baixos salários.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Esses desavisados ficam por ali, como que pregados na cidade onde nasceram ou cresceram, incapazes, muitas vezes, de se descolar dos familiares, freqüentando a mesma roda de amigos, indo aos mesmos lugares e se lamentando por não conseguirem emprego. Alegam falta de sorte, que o mercado está difícil, que a economia está recessiva. Sem conseguirem se movimentar de forma diferente, parecem cachorro correndo atrás do rabo - não saem do lugar e ainda ficam exaustos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;É preciso ter visão e ousar. Lembro de uma conversa com meu filho quando ele tinha uns oito anos. Eu lhe disse que faria uma poupança para que ele pudesse estudar numa grande universidade, até mesmo nos Estados Unidos ou na Europa, se fosse o caso – coisa de mãe coruja de filho único. Só que ele me surpreendeu ao revelar que não poderia estudar nem mesmo no Brasil, já que estaria morando numa estação espacial de Marte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;É claro que ninguém precisa mudar para Marte. Aliás, espero que o meu &lt;i style=""&gt;baby&lt;/i&gt; nunca se transfira pra lá. Se for assim, corro o risco de sair daqui para o nascimento de um neto e só chegar pro aniversário de um ano. Mas Jeceaba é bem ali. Essa gente precisa se mexer, desmamar. O Brasil é muito grande e há lugares necessitando e muito de profissionais já prontos ou com vontade e coragem para se preparar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:Verdana;  panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} pre  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Courier New";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:2.0cm 3.0cm 2.0cm 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;E pra ajudar a animar essa galera, deixo um trecho de Nos bailes da vida, de Milton Nascimento: &lt;i style=""&gt;“Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol. Tenho comigo as lembranças do que eu era. Para cantar nada era longe, tudo tão bom. 'Té a estrada de terra na boléia de caminhão. Era assim. Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão. Todo artista tem de ir aonde o povo está. Se foi assim, assim será. Cantando me desfaço e não me canso de viver, nem de cantar”&lt;/i&gt;. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1074365455648457346?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1074365455648457346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1074365455648457346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1074365455648457346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1074365455648457346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/09/publicado-em-2672008-no-site-do-correio.html' title='O caminho que vai dar no sol'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-69367716399777432</id><published>2008-08-26T10:13:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:23:50.533-03:00</updated><title type='text'>Bandalheira e depressão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publicado em 19/7/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://http//www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Acho que, nas primeiras edições, até consegui. Só que manter esse espírito está cada vez mais difícil porque as notícias da área têm estado de lascar. Depois do &lt;i style=""&gt;investment grade&lt;/i&gt;, não surgiu nada muito animador ou digno de grandes comemorações. E não dá pra ficar imune, por mais tentemos, a essa avalanche de desastres. Isso é facilmente verificável nas ruas e venho observando o fenômeno também no consultório.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quase todas as pessoas que me procuram para psicoterapia têm depressão crônica. E isso tem uma explicação que pode ser considerada simplista, mas nem por isso deixa de ser verdadeira. Em primeiro lugar, porque o sofrimento dessas pessoas não é recente e a depressão é uma doença progressiva. Infelizmente, relutamos tanto a pedir ajuda que, quando o fazemos, a situação já está crítica. Em segundo lugar, porque a depressão está tão comum que algumas instituições já a consideram um problema de saúde pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É claro que esses pacientes querem resolver questões particulares - “O maior problema do mundo é sempre o nosso”. Mas, há algum tempo, eles também têm se queixado dos problemas sociais. Às dificuldades íntimas, somam-se as enfrentadas por milhões de brasileiros, como a fome, a morte de bebezinhos, a falta de segurança, o trabalho escravo, o analfabetismo, a corrupção desenfreada, a falta de emprego, a miséria, a prostituição infantil, a desalentadora impunidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Assim, sintomas como tristeza, pessimismo, desesperança, cansaço físico e mental, sentimento de culpa, crises de choro, falhas de memória, dificuldade para tomar decisões, falta de concentração, alterações do apetite, do sono ou do desejo sexual, irritabilidade ou impaciência, vontade de sumir ou de morrer, típicos da depressão, são agravados pelos problemas do mundo em geral e do nosso país em particular.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Há gente que não mais consegue ler jornal ou assisti-los na TV. Todos os dias, lá estão notícias sobre crimes bárbaros, crise financeira, desvio de verbas públicas, corrupção, abuso de poder, acidentes violentos de trânsito, seqüestros, descaso das autoridades, tráfico de gente, de armas, de drogas. E percebemos que muito poderia ser evitado se houvesse melhor distribuição de renda e se milhões de Reais que pagamos a título de impostos, que deveriam ser direcionados para melhorar a vida de todos os brasileiros, não fossem desviados para os jatinhos, as lanchas, o &lt;i style=""&gt;scotch&lt;/i&gt; e o caviar de alguns, que por aí desfilam, deixando-nos a ver navios, no mau sentido, é claro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;E mesmo quando surgem boas novas como a operação &lt;i style=""&gt;Satiagraha&lt;/i&gt;, logo pipocam notícias como a da soltura de criminosos conhecidos, a do pedido para que o juiz Fausto de Sanctis seja investigado, a do envolvimento, enfim, de autoridades do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e até da mídia, ou seja, dos nossos quatro poderes, numa montanha de bandalheira. Desse jeito, não há quem não se deprima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Mas, o que mais me preocupa é que a depressão, além dos sintomas já mencionados, traz um que considero o pior de todos – &lt;b style=""&gt;o medo paralisante&lt;/b&gt;, que nos impede de fazer o que precisa ser feito para salvar a nossa pele, a dos que nos são caros e a daqueles que estão doentes demais para se proteger. &lt;b style=""&gt;Que as forças que regem o Universo nos livrem desse flagelo maior!&lt;/b&gt; Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Quem quiser saber mais sobre depressão, diagnóstico e tratamento, encontrará, neste blog, os textos O GÊNIO E A DOR e DEPRESSÃO E MEDO.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-69367716399777432?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/69367716399777432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=69367716399777432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/69367716399777432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/69367716399777432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/08/publicado-em-1972008-no-site-do-correio.html' title='Bandalheira e depressão'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1890883520975165609</id><published>2008-08-19T08:26:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T11:23:52.769-03:00</updated><title type='text'>Grau de Investimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 12/7/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt; &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O bicho tá pegando desde a última terça-feira, quando a Polícia Federal prendeu, na boca da madruga, entre outros, Daniel Dantas, dono do Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o empresário Naji Nahas, acusados de se unirem em quadrilha para desvio de verbas públicas, crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro. A operação recebeu o nome &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: verdana;"&gt;Satiagraha&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, tal qual o movimento de resistência sem violência à ocupação britânica da Índia proposto por Mahatma Gandhi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De lá pra cá, as opiniões sobre o trabalho da PF se dividiram - há quem elogie a ação como um todo; há quem enalteça a investigação, mas considere as prisões desnecessárias ou censure a forma como elas foram feitas; há quem discuta a legalidade e a conveniência de alguns aspectos, como o uso de algemas e armamento pesado, além da presença da imprensa; e há, até, conforme noticiado neste &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: verdana;"&gt;blog&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, quem defenda Daniel Dantas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Além disso, já li e ouvi que tudo isso só está acontecendo porque este ano é de eleições; porque a Polícia Federal faz, do seu trabalho, um espetáculo, numa espécie de jogada de &lt;i&gt;marketing &lt;/i&gt;institucional que se mostra muito útil, especialmente em época de reajuste salarial; e, até, que, no Congresso, a maioria dos parlamentares de oposição considerou a ação um capítulo do “jogo do poder dentro do PT”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Entretanto, é inegável o fato de que a maioria da população delira com essas operações. Muita gente se sente vingada, de alma lavada, com as notícias da prisão de peixes graúdos. E, além da expectativa de que a ação da polícia iniba outros golpistas, que se sentiriam desencorajados, há um sentimento de totalidade e preenchimento resultante, segundo pesquisadores, de um senso biológico de justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Não dá pra não pensar que, enquanto alguns têm, em casa, um milhão de Reais só pra pagar propina a servidores públicos, faltam recursos, por exemplo, nos hospitais como a Santa Casa de Belém, onde mais de 60 bebês morreram no último mês; faltam recursos para a Polícia Militar treinar os soldados, para que eles, por total despreparo, não matem a tiros as criancinhas; faltam recursos para construir escolas de alvenaria, para que possamos tirar nossas crianças de construções de lata, infernais no verão e gélidas no inverno – faltam recursos para saúde, segurança e educação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;De nada nos adianta vermos bandidos dessa espécie atrás das grades por meros “15 minutos”. O que efetivamente vai resolver é vermos a grana voltando aos cofres públicos, dinheiro de corrupção revertido em favor da sociedade, o mercado financeiro funcionando sem distorções, pessoas investindo sem medo, os sistemas trabalhando sem falhas e uma legislação moderna, compatível com o mundo em que vivemos e com as espertezas dominantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;O desejo de vingança nos é praticamente inevitável. Somos seres ainda muito ignorantes espiritualmente e nos deixamos assaltar até mesmo por sentimentos que, ao menos lá no fundo, consideramos moralmente pobres. Mas a revanche, como a mentira, tem pernas curtas. O que deve nos interessar, o que devemos exigir é justiça. Nós não somos Gandhi, mas temos cá nosso &lt;i&gt;Satiagraha&lt;/i&gt;. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 1.51cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1890883520975165609?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1890883520975165609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1890883520975165609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1890883520975165609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1890883520975165609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/08/grau-de-investimento.html' title='Grau de Investimento'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7343193968273489695</id><published>2008-08-11T19:18:00.011-03:00</published><updated>2011-08-15T11:24:01.248-03:00</updated><title type='text'>Devendo até a alma</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;                                                 &lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Publicado em 21/6/2008, no site do Correio Braziliense,  &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes, &lt;/a&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;O Fantástico do último domingo exibiu a matéria&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;i style=""&gt;Quem deve mais – o&lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i style=""&gt;homem ou a mulher&lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;?, que contou com a participação de três casais. Da entrevista, as seguintes declarações merecem destaque:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;i style=""&gt;“Acho que não tem coisa mais prazerosa do que comprar”&lt;/i&gt;,&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; disse a assistente de vendas Isabel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;; &lt;i style=""&gt;“Quando eu vou a uma loja, eu vou lá e compro quatro ou cinco camisas de uma vez. É vício”&lt;/i&gt;, &lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;declarou o empresário José;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;i style=""&gt;“Eu acho que cabeleireiro é terapia”&lt;/i&gt;, &lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;afirmou a jornalista Núbia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;Se o tema entra em pauta quando menos se espera, quanto mais em uma época como esta, em que a inflação sopra seu bafo em nossos cangotes! E a tal matéria deixa claros alguns aspectos que preocupam, ou deveriam preocupar, independentemente da crise que acena para nós no melhor estilo Schwarzenegger&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; – &lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;“I’ll be back”&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;É ótimo querer e poder comprar. Mas qualquer pessoa em seu perfeito juízo consegue perceber que há alguma coisa errada com essas três figuras&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;Muita gente gasta desnecessariamente, comete pequenas “loucuras”. Essas pessoas são estimuladas pela estabilidade da economia, pelo crédito fácil. São atraídas por alguns produtos ou serviços, pelas freqüentes “liquidações”, pelo modismo, pelo apelo do marketing, pela idéia de que precisam conquistar ou manter certo status. O resultado desses impulsos pode ir do arrependimento imediato à destruição de relacionamentos e famílias inteiras, passando por armários repletos de mercadorias que nem sequer sairão da embalagem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;Na matéria, um desanimado Mário, marido da jornalista Núbia, diz:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;i style=""&gt;“Eu gasto R$ 15 para cortar o cabelo em dois meses. Ela me gasta R$ &lt;st1:metricconverter productid="100 a" st="on"&gt;100 a&lt;/st1:metricconverter&gt; R$ 150 por semana. Não dá assim. Fica difícil&lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;E, neste momento, quero me solidarizar com ele – seiscentos reais, por mês, só com o cabelo? Ver no cabeleireiro um terapeuta? Embora muitos achem engraçada essa situação, ela é, em verdade, bastante séria e um importante sinal de alerta porque a coisa pode ficar ainda mais complicada. Quer saber por quê?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;Porque existem também os compulsivos, gente que precisa consumir para se sentir bem, pessoas que não têm limite e que destroem a própria vida e a de quem as cerca, contraindo dívidas às vezes impagáveis. Para essas pessoas, as compras são antecedidas de um desejo incontrolável; acompanhadas de um sentimento de alívio, poder e felicidade; e seguidas de culpa e remorso. Esse mal é chamado oneomania e exige intervenção medicamentosa e psicoterápica, assim como outras dependências como a de álcool e demais drogas, de jogo, de sexo, de comida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;É lamentável que um assunto tão grave seja costumeiramente tratado como piada. Quem é ou tem um devedor compulsivo na família sabe exatamente que isso não tem a menor graça. Então, se você quiser saber mais sobre o assunto, poderá visitar os sites &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.devedoresanonimos-rj.org/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;www.devedoresanonimos-rj.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.adroga.casadia.org/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;www.adroga.casadia.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;e &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;a href="http://www.simplicidadevoluntaria.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;www.simplicidadevoluntaria.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;E vale também conhecer o Transtorno Bipolar de Humor. Muitos desses consumidores sofrem de TBH. No endereço &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;a send="true" href="http://maracisantana.blogspot.com/2007/06/bipolando.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: normal;"&gt;http://maracisantana.blogspot.com/2007/06/bipolando.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;color:black;" &gt;, você encontrará um texto intitulado Bipolando. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;font-family:Verdana;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7343193968273489695?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7343193968273489695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7343193968273489695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7343193968273489695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7343193968273489695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/08/publicado-em-572008-no-site-do-correio.html' title='Devendo até a alma'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-2740045728730692719</id><published>2008-08-04T12:12:00.013-03:00</published><updated>2011-08-15T11:24:18.801-03:00</updated><title type='text'>Intermediários, especuladores e responsáveis</title><content type='html'>&lt;!--[endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:Verdana;  panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} a:link, span.MsoHyperlink  {color:blue;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed  {color:purple;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal"; 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font-weight: bold;font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;style&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;&lt;/style&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt; 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O papo surgiu a partir do programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que, sob o comando do jornalista Antônio Vital, debateu um problema que está mexendo com o mundo inteiro - a alta do preço dos alimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Como eu disse na semana passada, não dá pra tocar em carestia dos alimentos sem falar em aumento do preço dos insumos, em protecionismo e em controle de mercado. Mas, o que também não dá é pra fugir da idéia de uma melhor distribuição de ganhos entre produtores e intermediários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Não duvido de que é preciso que sejam adotadas medidas para garantir melhores resultados ao produtor, visto como o lado mais fraco desse cabo de guerra que é o mercado. Mas, embora não tenha sido o caso do programa em questão, chega a ser engraçado assistir a debates em que as pessoas aproveitam o momento pra descer a ripa nos intermediários e nos especuladores, como se eles fossem uma praga pior do que mosca branca ou gafanhoto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Só que esses personagens não surgiram do nada, não se estabeleceram por acaso. Eles são cria do próprio mercado, o que equivale a dizer que foram gerados por nós, os não-intermediários e não-especuladores, a partir das nossas necessidades ou nas entranhas das brechas por nós deixadas no processo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;E, como acontece em toda relação de abuso, mal percebemos, no começo, o rumo que ela está tomando. Dessa forma, a situação vai se agravando, mais e mais, até que se torna insuportável - nesse momento, é fácil colocar a culpa nos outros e assumir o papel de vítima da conjuntura, de gente astuta, de aproveitadores. Mas gosto da idéia de que temos participação sempre que alguém consegue nos atingir. Não culpa, mas, responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Pensar assim pode trazer um peso que relutaremos &lt;st1:personname productid="em assumir. Entretanto" st="on"&gt;em assumir. Entretanto&lt;/st1:personname&gt;, quando corajosamente despimos as vestes de refém e adotamos uma postura pró-ativa no processo, concluímos que o que nos aflige só pode ser por nós resolvido. Para isso, precisamos ampliar nossa visão, enxergar a situação como um todo, analisar o conjunto. É daí que saltará a solução. Simples, embora ainda nada fácil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;No caso dos intermediários, talvez as cooperativas sejam a melhor solução para os produtores, que nelas se fortalecem. No que diz respeito aos especuladores, talvez sejam necessárias leis mais modernas e eficazes, que evitem os excessos. Só não vale ficar parado. É nas mãos de quem sofre as conseqüências que está o poder de mudar o rumo das coisas. E isso serve pra qualquer tipo de relacionamento, qualquer situação de crise. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 62.95pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-2740045728730692719?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/2740045728730692719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=2740045728730692719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2740045728730692719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/2740045728730692719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/08/grau-de-investimento-grau-de.html' title='Intermediários, especuladores e responsáveis'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1238525186900072868</id><published>2008-07-28T00:52:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:24:21.684-03:00</updated><title type='text'>O mercado e os casais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;Publicado em 21/6/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.eunaotenhonome.com.br/blog/blogdovicente"&gt; Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;O programa Expressão Nacional, da TV Câmara, debateu, na edição do último dia 10, a alta dos preços dos alimentos. Participaram da discussão José Tubino, representante da FAO no Brasil; Roberto Ellery, economista da UnB; e os deputados Pedro Eugênio, do PT de Pernambuco, que preside a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, e Luiz Paulo Vellozo Lucas, do PSDB do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;O papo girou em torno do aumento do consumo de alimentos; dos insumos, que estão mais caros; da especulação; do protecionismo. Falou-se na ineficácia de se tentar controlar o mercado, em que sempre há os que perdem e os que ganham; na grita que só acontece quando os agricultores estão ganhando; e na dificuldade de se assegurar que os ganhos vão para o produtor, não para o intermediário ou o especulador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;São muitos os pontos de polêmica. Mas considero as questões relacionadas a controle bastante interessantes. Há quem acredite que o mercado precisa estar dominado; há quem entenda que ele possui uma mão invisível que o auto-regula; e há quem defenda a livre iniciativa, mas admite que caiba ao Estado, em alguns casos, definir regras. Divergências desse tipo também acontecem, nas famílias, no que diz respeito especialmente às uniões recentes ou de cônjuges jovens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Muitos pais, zelosos e/ou enfastiados com a própria união, dedicam-se a controlar o casamento dos filhos, alegando que conhecem melhor a vida e que têm o dever de proteger o interesse de seus rebentos. Há os que procuram consultórios como o meu em busca de aconselhamento para os filhos. Algo parecido com o princípio da economia socialista/comunista. Movidos pelas melhores intenções, mas, não raramente, sem o menor conhecimento do que está realmente acontecendo, intervêm a ponto de decidir pelo casal, que pode insistir em arrastar uma relação sem chance ou chegar a uma separação não amadurecida e cheia de mágoas, inclusive contra os interventores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;No outro extremo, estão os pais não menos zelosos e/ou enfastiados com a própria união que, por temerem a reação dos filhos ou partidários da política &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;“entre marido e mulher, ninguém mete a colher”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;, não se envolvem nesses assuntos. Enxergam seus descendentes casados como pertencentes a outras famílias. Deixam que eles se virem como puderem, mesmo que o pau esteja quebrando. Talvez pudéssemos chamá-los de liberais-radicais, seguidores de Adam Smith para assuntos matrimoniais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Mas gosto de pensar que a virtude não está nos extremos, mas no meio do caminho. Dar a chance para que os jovens casais ou os que passam por uma crise encontrem o ponto de equilíbrio, permitir e até estimular a auto-regulação é sinal de sabedoria, assim como intervir em casos de abuso, de risco para qualquer das partes. Muitas das loucuras vivenciadas nos ambientes domésticos não aconteceriam, muita dor poderia ser evitada se, numa real necessidade, pais e sogros atuassem como amorosas “agências reguladoras”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;A quem estiver interessado na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;polêmica que envolve a produção de biocombustíveis e a crise mundial dos alimentos, recomendo entrevista concedida pelo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), presidente da Frente Parlamentar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Pró-Biocombustíveis, ao programa Palavra Aberta, da TV Câmara. O endereço eletrônico é tvcapalavraaberta20080509-01-001.wm.100. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Maraci  Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1238525186900072868?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1238525186900072868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1238525186900072868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1238525186900072868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1238525186900072868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/07/publicado-em-2162008-no-site-do-correio.html' title='O mercado e os casais'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-1051945631424241447</id><published>2008-07-21T07:45:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:25:36.430-03:00</updated><title type='text'>Entre regras e medidas pontuais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right;font-family:verdana;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Publicado em 14/6/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/" target="_blank"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;color:black;"   &gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Na segunda-feira, este blog reproduziu artigo de Ugo Braga, repórter especial do Correio Braziliense, que dizia: &lt;i style=""&gt;“Todo jornalista, vivo ou morto, guarda no bolso um punhado de obsessões... há alguns anos me afeiçoei a uma discussão... O caso é que não consigo ficar quieto quando ouço alguém falar... a respeito do paradoxo entre regras e medidas pontuais para resolver problemas.... não se trata de um debate pouco e besta... ele rendeu um Prêmio Nobel aos economistas Finn Kydland e Edward Prescott... Mais que isso, aparece a toda hora na nossa cara, animado feito coceira”&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Ele se referia à discussão quanto ao benefício de se estabelecer regras que impeçam a autoridade não-monetária de tomar medidas pontuais que possam interferir na política monetária. E as frases “não consigo ficar quieto” e “aparece a toda hora na nossa cara, animado feito coceira” dão o tom de um processo obsessivo. Posso acrescentar, caro Ugo, que isso não é “privilégio” dos jornalistas. Nós, psicólogos, também temos nossas ziquiziras. Aliás, todos os mortais as temos. Quer ver?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Quem nunca ouviu falar de transtorno obsessivo-compulsivo, o famoso TOC? Pois o mundo está cheio de gente que vive como refém do &lt;span style="color:black;"&gt;horror a determinadas cores, datas ou lugares; de fantasias sexuais incestuosas ou sacrílegas;&lt;/span&gt; de ter de l&lt;span style="color:black;"&gt;avar as mãos várias vezes ao dia; de ter de somar algarismos de placa de automóveis; de ter de verificar repetidas vezes se o forno está desligado. Esses pensamentos indesejáveis são chamados obsessões. Eles são intrusos, involuntários e reconhecidos, pelo próprio doente, como ilógicos. Os comportamentos deles resultantes são chamados compulsões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;A doença pode surgir de repente ou de maneira insidiosa. O pensamento obsessivo provoca no indivíduo uma aflição que pode ser uma verdadeira tortura. E a angústia só é aplacada pelo comportamento compulsivo, que, por mais estranho que ele possa parecer ao doente e àqueles que o cercam, é o que traz alívio. &lt;span style="color:black;"&gt;Lembra o que aconteceu na economia na semana passada – tensão seguida de desafogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;color:black;"  &gt;Há muito o nosso Banco Central vem agindo como independente. Assim, qualquer movimento por parte de autoridade não-monetária que possa indicar uma interferência na política monetária agita o mercado. Foi esse o resultado das conversas do presidente Lula com o presidente Meirelles, justamente no dia em que se definiria a nova taxa Selic - algo parecido com o que sente quem está vivendo tranqüilamente e é assaltado pela idéia de que alguma coisa ruim pode acontecer se os degraus da escada de casa não forem rigorosamente recontados. Um sufoco!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;color:black;"  &gt;Na economia, as coisas se acalmaram quando os porta-vozes da Fazenda e do Palácio do Planalto reafirmaram que o Copom continua com toda autonomia e que não há interferência política nesses assuntos, que são tratados de forma técnica. Em outras palavras - os degraus foram conferidos e estão todos lá. Ufa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Mas quem quiser viver sem TOC precisará de mais do que declarações tranqüilizadoras, como as dos porta-vozes - deverá buscar ajuda &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;médica e psicológica. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Pior do que o pânico do mercado é o de ver o chinelo virado, não poder arrumá-lo e ficar com medo de vir a perder a mãe por isso. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-1051945631424241447?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/1051945631424241447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=1051945631424241447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1051945631424241447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/1051945631424241447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/07/entre-regras-e-medidas-pontuais.html' title='Entre regras e medidas pontuais'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-977781876692449131</id><published>2008-07-15T09:14:00.009-03:00</published><updated>2011-08-15T11:25:45.138-03:00</updated><title type='text'>Uma questão de reconquista</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Publicado em 7/6/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Na terça-feira, assisti a uma palestra, na Comunhão Espírita de Brasília, sobre o perdão. E, como sempre acontece naquele tipo de evento, a platéia encaminhou ao expositor diversas perguntas. Entre elas, esta me chamou mais a atenção: &lt;i style=""&gt;“Fui traída durante quase 15 anos e, não suportando mais, deixei meu marido. Hoje, dizendo que não pode viver sem mim, ele quer reconciliação, jurando que, desta vez, vai ser fiel. Não o odeio, mas não o quero de volta. Só que tenho sido pressionada por nossos filhos, que me cobram o perdão ao pai. O que fazer?”&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Até acredito que, para o tal homem, a vida esteja difícil ou, pelo menos, não esteja tão fácil, e que, agora, ele se disponha a ser fiel. E também dá pra entender que os filhos queiram o pai de volta, já que isso não significa apenas conforto emocional, mas também mais bem-estar material. Mas, pelo visto, parece que nada disso é o suficiente para que ela dê ao ex-marido uma nova chance. Não é só uma questão de perdão. Parece que o encanto se foi e que uma reconquista se impõe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Acho que algo parecido aconteceu no caso da CPMF. Imagino que esse tipo de sentimento possa ter tomado conta dos que foram a favor do fim da contribuição e dos que são contra a criação da chamada CSS – Contribuição Social para a Saúde, um novo tributo, que funcionaria nos moldes do que foi derrubado no final do ano passado, só que com uma alíquota bem menor, de 0,1%, e destinação dos recursos exclusivamente para o setor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Não apenas no fim daquele casamento, mas também na criação da CSS, as opiniões estão divididas. De um lado, temos os que apóiam o governo, argumentando que, com os R$ 10 bilhões de arrecadação, poderão ser garantidos benefícios como universalização do programa Saúde da Família; duplicação da frota de ambulâncias do Samu; reajuste da remuneração dos hospitais no SUS. Tal qual os filhos que lutam pela volta do pai, os pró-CSS acreditam que, sem esses recursos, a situação do setor vai ficar ainda pior, embora isso seja até difícil de imaginar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;No outro extremo, estão os que argumentam que o governo não precisa criar novo imposto porque já dispõe de recursos, que o que falta é vontade política para priorizar a área; que a CSS fará um estrago no bolso do cidadão; que o que precisa ser feito é o corte de gastos, que têm sido exorbitantes. Em outras palavras, como todo ex-marido que se preze, o governo deverá aprender a viver sem ela, a se virar, a encarar a nova situação só com os meios de que dispõe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;Mas acho que o mais difícil tem sido superar que recursos arrecadados com a CPMF &lt;span class="font121"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;foram desviados de sua função, deixaram de ser aplicados na saúde. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Assim como acontece com aquele casamento, parece que a aprovação da CSS não é só uma questão de perdão, de se dar uma nova oportunidade. Parece que, também aí, para a reconciliação, uma reconquista se impõe. É simples, embora não vá ser fácil. É aguardar pra ver. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: right; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 3cm; line-height: 150%; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:85%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-977781876692449131?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/977781876692449131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=977781876692449131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/977781876692449131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/977781876692449131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/07/normal-0-21-false-false-false.html' title='Uma questão de reconquista'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3191468669080184709</id><published>2008-07-07T23:35:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T11:25:55.683-03:00</updated><title type='text'>Repatriamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;Publicado em 31/05/2008,  no site do Correio Braziliense, &lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;Blog do Vicente Nunes, &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right;font-family:verdana;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesta semana, eu conversava com uma amiga que, com a mãe e os irmãos, está vivendo um dilema - o pai quer voltar pra casa, mesmo tendo abandonado a família, há quase 30 anos, na maior dureza. A diferença é que ele, agora, além de arrependido, está cheio da nota. A dúvida é: aceitá-lo de volta e usufruir o que ele conquistou? Ou não perdoá-lo, mantê-lo distante e seguir uma vida de sacrifícios?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isso me fez lembrar o Projeto de Lei 5228/05, do deputado José Mentor, do PT de São Paulo, que prevê anistia fiscal para quem repatriar recursos não-declarados mantidos no exterior, algo hoje entre R$ 90 bilhões e R$ 150 bilhões.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt; &lt;/span&gt;A proposta também elimina a punição dos crimes relacionados à evasão desse dinheiro, que deverá permanecer aplicado no Brasil pelo prazo mínimo de dois anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muitas são as opiniões a respeito do PL. Os que são contra protestam argumentando, inclusive: que a anistia fere a ética e a isonomia, considerando que isso seria a oficialização da lavagem de dinheiro e reforçaria a sensação de que o crime compensa; que, com mais dinheiro circulando, o Banco Central seria obrigado a manter juros elevados pra conter a inflação; que a valorização do real prejudicaria as exportações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os a favor apresentam, entre outros argumentos: que nem todos esses valores foram obtidos ilegalmente, já que muita gente, no passado, aplicou em outros países, devido à instabilidade da nossa moeda; que, com o repatriamento, a economia poderá usufruir de benefícios que têm sido privilégio de bancos e países estrangeiros; e que, permanecendo esses recursos lá fora, o Estado acaba cobrando mais do contribuinte comum, para cobrir o rombo gerado por quem levou o dinheiro para o exterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos dois casos, há questões morais que não podem ser ignoradas. No repatriamento, por mais cuidado que se tenha, corre-se o risco de se internalizar dinheiro do crime, embora tenha sido previsto no PL que a anistia não poderá ser usada para legalizar dinheiro oriundo, por exemplo, de tráfico de pessoas, armas ou drogas; contrabando; pornografia infantil; terrorismo; e extorsão mediante seqüestro. E, no caso da minha amiga, não se pode esquecer que as dificuldades enfrentadas pela família não foram só relativas a grana. E nem todas as marcas podem ser apagadas pelo dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos dois casos, também há questões financeiras que não podem ser ignoradas, porque eles envolvem muita grana. A gente até pode acreditar que dinheiro não traz felicidade. Mas, vamos combinar, ele quebra um galhão, especialmente daqueles que precisam lutar bravamente pra ganhar o pão nosso de cada dia, como a maioria dos brasileiros e a família da minha amiga, que até hoje trabalha sem descanso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim como aquele pai, talvez esses recursos não devessem ter deixado a casa, para permanecer aqui, firmes, junto com os demais, para o bem e para o mal. Mas o fato é que eles se foram e isso não pode ser mudado. E se hoje eles querem voltar e podem, assim, beneficiar quem aqui ficou, gemendo e chorando neste vale de lágrimas, por que não recebê-los de braços abertos? Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant"Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3191468669080184709?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3191468669080184709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3191468669080184709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3191468669080184709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3191468669080184709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/07/nesta-semana-eu-conversava-com-uma.html' title='Repatriamento'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-8450277157855331471</id><published>2008-07-01T13:08:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T11:26:00.886-03:00</updated><title type='text'>Investment Grade</title><content type='html'>&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="right"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado em 24/5/2008, no site do Correio Braziliense,&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Blog do Vicente Nune&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;scoluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;font-family:verdana;" align="right"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="right"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Acho uma maravilha essas entidades que provêem os mercados financeiros de informações sobre crédito, investimento e avaliação de risco. Isso permite aos investidores tomar decisões com mais confiança. Fico pensando como seria legal se tivéssemos instrumento assim para lançar mão nos relacionamentos amorosos. Já imaginaram uma &lt;b&gt;&lt;i&gt;Standard &amp;amp; Poor’s do Amor &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Não vai longe o tempo em que as pessoas procuravam se conhecer antes do casamento. O noivado, nesse propósito, era determinante, um período de mais intimidade também entre as famílias, momento em que tudo e todos eram avaliados pelos dois lados. Não faltavam palpites quanto ao futuro da união – uns ótimos, outros péssimos, muitos bons. De qualquer forma, informações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Hoje, não existe nada disso. As criaturas mal se conhecem e já vão pra cama. No período que deveriam dedicar ao namoro, começam a viver juntas. Muitos só vêm a conhecer a família do parceiro quando viajam para apresentar o neto aos avós. E há casos em que a separação acontece sem que os pais do marido tenham tido a oportunidade de conhecer os pais da mulher. Muito diferente do mercado financeiro, em que, inteligentemente, cada vez mais, as pessoas procuram se proteger.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Já imaginaram se, ao se interessar por alguém, a gente, de posse do CPF e do RG do outro, tivesse acesso a dados como estado civil; situação econômico-financeira; estado de saúde física e mental; estado de espírito de filhos e ex-mulheres; possíveis envolvimentos com a justiça, escândalos do Orçamento, Comando Vermelho ou Máfia Russa; casos de infidelidade; falta de convicção quanto à orientação sexual; religião; fantasias; dotes em geral, inclusive aqueles, por que não?, tudo isento de parcialidade e resumido em três letrinhas e um sinal, como BBB- e AAA+?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Logicamente, assim como acontece nas finanças, nem sempre as agências estariam de acordo. No começo deste mês, por exemplo, a Moody's Investors Service, ao contrário da Standard &amp;amp; Poor’s, negou ao Brasil a promoção ao grau de investimento, tal qual acontece quando a mãe da gente não suporta justamente aquele mesmo rapaz que nosso pai A-DO-RA e já trata como genro querido. Que dureza!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Isso sem falar nos casos em que ninguém acredita que a relação possa dar certo, só aquela vovozinha sabida que chama a gente num canto e diz: “Não se prenda a bobagens. O sujeito vale a pena!”. Exatamente como no caso do executivo Warren Buffett, considerado o homem mais rico do mundo pela Forbes, que ganhou muito dinheiro com o Real antes mesmo de o Brasil ser considerado um destino seguro para aplicações. Eta cara esperto! Viu o que ninguém mais via, arriscou e se deu bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Com algo assim, garanto que muitos dos casamentos não se realizariam e, conseqüentemente, muitos dos divórcios também não. Para o meu consultório, acredito que até seria financeiramente ruim. Mas penso que sobraria mais tempo pra gente investir em outras coisas se parássemos de ficar entrando e saindo de operações sentimentais que sempre terminam em prejuízo. Valeu irmã! Até sábado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-8450277157855331471?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/8450277157855331471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=8450277157855331471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8450277157855331471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/8450277157855331471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/07/investment-grade.html' title='Investment Grade'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3492262845964166615</id><published>2008-06-24T10:26:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T11:26:09.222-03:00</updated><title type='text'>Iinf</title><content type='html'>&lt;style&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   A:link { color: #0000ff }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Publicado em 10/5/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/" target="_blank"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;O Correio de terça-feira trouxe a notícia do caso de uma mulher condenada pelo TJDF a pagar R$ 7 mil ao ex-marido, a titulo de indenização, por ter sido flagrada, quando ainda eram casados, na cama dos dois, com outro homem. O dinheiro seria uma compensação pela violação da honra do marido pela esposa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Entrevistada, a antropóloga Rita Segato teria dito que a idéia de que a moral do marido, do pai ou dos irmãos depende da moral de uma mulher “tem que ser desmontada”. Concordo plenamente e acredito que, um dia, ninguém mais se sentirá desmoralizado pela atitude de outro, prova inconteste de que vivemos focados fora de nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Mas, nobres análises à parte, confesso que me permiti um devaneio – “Se a moda pega... pode ser o fim do chifre”. Só que, rapidamente, voltei à realidade - nada neste mundo tem tanto poder. Então, procurando encontrar o lado bom que têm todas as coisas, pensei o quanto a novidade não vai movimentar a já fermentada indústria do Direito. Num país que forma tantos advogados, algo assim abre horizontes ainda mais promissores. Mais trabalho e dinheiro pra muita gente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;A partir daí, minha imaginação foi longe e concluí que, se o chifre é uma instituição universal, não há razão para apenas a vítima ganhar com ele. Lembrei, então, dos que defendem a legalização do jogo do bicho e dos cassinos, argumentando que, com a legitimação, poderíamos controlar essas atividades e cobrar impostos, que teriam destinação social. Só que, para isso, dependeríamos da descriminalização, com o quê muitos não concordam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Já no caso da infidelidade, parece que a coisa seria mais fácil porque traição não é crime. Então, só precisaríamos implantar um método de controle e estabelecer o Imposto sobre Infidelidade, que minha irmã batizou com a sigla &lt;b&gt;Iinf&lt;/b&gt;. Isso seria uma revolução na economia do Brasil, num primeiro momento, e, depois, do resto do planeta, já que vivemos num mundo globalizado que não perde a oportunidade de copiar grandes idéias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3492262845964166615?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3492262845964166615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3492262845964166615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3492262845964166615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3492262845964166615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/06/iinf.html' title='Iinf'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-6115362519536984105</id><published>2008-06-16T20:28:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T11:26:44.202-03:00</updated><title type='text'>Canto Chorado</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.0  (Win32)"&gt;&lt;meta name="CREATED" content="20080624;10412398"&gt;&lt;meta name="CHANGED" content="16010101;0"&gt;&lt;style&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.41cm;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Publicado em 10/5/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.41cm;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Praticamente não se fala em outra coisa – o Brasil agora é um país seguro, pelo menos no que diz respeito a investimentos. Estamos todos felizes e o mercado financeiro é só alegria, cheio de disposição, animado como folião em baile de carnaval. Os investidores estrangeiros estão de olho em nós, o que é um excelente indicativo econômico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas nem tudo são flores. Há quem veja o quadro com reservas, que se preocupe, por exemplo, com o impacto do fluxo maior de dólares para o país. E dizem que, dentro do próprio governo, existe uma movimentação para, se for preciso, conter a entrada de capital.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E os profissionais da área lembram também que essa classificação não é algo eterno e que o Brasil, pra continuar bem na fita, como está hoje, tem de tocar as benditas reformas de que tanto ouvimos falar, sobretudo a tributária e a trabalhista, além de se manter na linha de responsabilidade fiscal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num primeiro momento, tudo isso me pareceu confuso. Mas tenho uma irmã jornalista e economista, que é uma fofa e me deu grandes dicas. Dá, então, pra fazer uma analogia do que hoje acontece no mercado financeiro com o que ocorre nos casamentos em geral.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O começo é uma beleza. O casal se sente seguro pra investir. É o momento ideal para marcar a data, preparar a cerimônia e a festa, agitar o enxoval. Ambos estão felizes, animados com a perspectiva de uma vida nova, da convivência, da chegada dos filhos, da formação da própria família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas nem tudo são flores. Também esse quadro deve ser visto com reservas. Como bem alertou minha irmã, se os dois não ficarem espertos, o casamento poderá fazer água. Os filhos, por exemplo, assim como os dólares que invadem o mercado interno, poderão passar de benção a fator de desestabilização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além disso, pra se divorciar, a gente só precisa estar casado. Assim, as reformas, os ajustes, a manutenção das responsabilidades são indispensáveis. Nada de se descuidar da relação, de se acomodar tratando o outro como território definitivamente conquistado. E olho nos investidores estrangeiros! Nesse caso, o interesse deles pode não ser nada bom.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Resumindo - não apenas no que diz respeito ao casamento, mas também ao grau de investimento, valem as palavras de Billy Blanco, em Canto Chorado: “O que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e medida, problema de hora e lugar. Mas tudo são coisas da vida...”. Valeu, irmã! Até sábado, leitores!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0.41cm;" align="right"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maraci Sant'Ana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 81pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-6115362519536984105?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/6115362519536984105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=6115362519536984105&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/6115362519536984105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/6115362519536984105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/06/canto-chorado.html' title='Canto Chorado'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7954106764985434024</id><published>2008-06-03T23:35:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T11:27:03.739-03:00</updated><title type='text'>Sobre imposto e galinheiro</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;Publicado em 3/5/2008, no site do Correio Braziliense, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdovicente/" target="_blank"&gt;Blog do Vicente Nunes&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;coluna A Psicologia e o Dinheiro&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;A Receita Federal é como a morte – dela ninguém escapa. E poucas situações mexem tanto com a gente quanto quando metem a mão no nosso dinheirinho. Mas, todo ano, o inevitável – precisamos prestar conta do que recebemos, pagamos, doamos, compramos, vendemos, lucramos no ano anterior. Puro terrorismo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Talvez seja por isso que deixamos, para a última hora, às vezes o derradeiro minuto, o preenchimento e a remessa da, com licença da má palavra, Declaração do Imposto de Renda. Segundo o site do Correio Braziliense, em matéria publicada na véspera do fim do prazo, mais de cinco milhões de contribuintes ainda não haviam enviado suas declarações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;A verdade é que, em janeiro, a imprensa começa a soltar rápidas notícias sobre a aproximação do temido leão da Receita. Inicialmente, num movimento de autodefesa, fingimos que aquilo não é conosco. Mas, com o passar dos dias, e, acreditem, esses passam bem rapidamente, somos tomados pela aflição. Precisaremos correr atrás de papéis e de um contador, ou teremos de ler manuais e fazer cálculos, com o risco de, ao final, ainda desembolsar mais grana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Sempre rola um estresse. Entram em pânico os marinheiros de primeira viagem; afligem-se os que definitivamente não se sentem aptos a preencher os formulários; enfurecem-se os que percebem que não vão escapar do famigerado saldo do imposto a pagar. Só quem se sai menos mal são os felizardos do imposto a restituir. E talvez seja a única situação em que aqueles que ganham bem pouco se sentem privilegiados, por poder lançar mão da simplérrima e inofensiva Declaração de Isento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Isso me faz lembrar um amigo, um economista, diga-se de passagem, que tinha recebido da mulher a incumbência de limpar o galinheiro da casa todo domingo. Mas, já na sexta-feira à noite, ela dava aquele toque sutil: “Domingo é dia de galinheiro”. Daí pra frente, ele mal conseguia pensar em outra coisa. O sábado lhe era difícil e o domingo, angustiante. Ele só relaxava após ter limpado o cercado, no início da noite, maldizendo a vida e o universo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Até que ele percebeu que isso iria terminar lhe provocando um enfarte ou, ainda pior, um divórcio e, num clarão de inteligência, decidiu encarar a tarefa como uma daquelas coisas da vida que não podemos mudar. Ele se programou mentalmente para, aos domingos, acordar cedo e limpar o galinheiro, com o pensamento fixo na piscina e no churrasquinho com a família e os amigos que logo poderia curtir. Sucesso total!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Sem dúvida, uma sábia mudança de postura perante o problema. Como diria uma psicóloga colega minha muito conhecida, em situação de crise, o melhor é relaxar. Até o próximo sábado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;    Maraci Sant'Ana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-7954106764985434024?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/7954106764985434024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=7954106764985434024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7954106764985434024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/7954106764985434024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/06/publicado-em-352008-no-www.html' title='Sobre imposto e galinheiro'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-3299574076144071786</id><published>2008-04-28T22:05:00.014-03:00</published><updated>2011-08-15T11:27:23.593-03:00</updated><title type='text'>Por Isabella</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Publicado no site do Correio Braziliense em 27/4/08, Editoria Brasil,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;item Terapeuta fala sobre comoção provocada pelo caso Isabella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;A morte de Isabella nos atingiu em cheio. Algo assim nunca passa em brancas nuvens. Entretanto, o clamor público também tem sido destaque. Pessoas mudaram sua rotina para acompanhar o noticiário e algumas se revoltaram a ponto de agir de forma irracional. O que estaria fomentando tanto interesse? Há quem acredite que isso é resultado da exaustiva cobertura do caso. Também há quem pense que a imprensa tem dado às pessoas exatamente o que elas procuram. Mas outras considerações sobre o tema podem ser feitas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;É fato que nos preocupamos com nossa finitude e, ao sabermos que alguém não-próximo morreu, a pergunta “De quê?” é inevitável. Parece que tentamos nos preparar para uma situação para a qual poucos estão realmente prontos. Vivenciar a morte de um estranho talvez nos ajude a lidar com a idéia do nosso fim. E, se houve um crime, além da básica curiosidade, entram em jogo sentimentos como tristeza e raiva, que nos aproximam de outras pessoas também por eles afetadas e estimulam o interesse, o clamor por justiça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O caso de Isabella é mais complexo. Podemos &lt;/span&gt;até suportar homicídios, mas não o assassínio de criança, que tenha como suspeito alguém da família. Somos tomados pelo horror e surge a necessidade incontrolável de acompanhar o caso, uma urgência em saber se as suspeitas se confirmam. Em caso negativo, haverá um certo alívio; em caso positivo, uma sensação de fim do mundo que nos acompanhará por um tempo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E, como se tudo isso não bastasse, o crime envolveu pessoas que são como a maioria dos que estão acompanhando o caso - de classe média, que se reúnem em família nos finais de semana, vão a supermercado, têm carro, casa e curso superior. Nada a ver com barbáries cometidas em favelas longínquas, por gente miserável, sem nenhuma instrução, com as quais confortavelmente lidamos, fazendo de conta que elas habitam outro planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O quadro é assustador. Já se fala que, no Brasil, a cada minuto, uma criança ou adolescente é &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;vítima de violência doméstica e que, em média, duas crianças são mortas, por dia, por quem delas deveria cuidar. Se esses crimes tivessem a mesma repercussão do caso Isabella, será que suportaríamos o noticiário sem o risco de um colapso nervoso ou de terminarmos nos acostumando a ponto de nos tornarmos indiferentes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Será que não é menos doloroso eleger, de tempo em tempo, um símbolo dessa nossa dura realidade, como fizemos com João Hélio há um ano e agora com Isabella, para que possamos nos chafurdar na dor e na revolta por todos os absurdos que sabemos que acontecem todos os dias? Ou será que tanta ânsia não tem origem na face sombria, obscura, tenebrosa de nossa personalidade, na porção ignorante que ainda existe em cada um de nós e que pode até nos levar a matar sem piedade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm; text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Maraci Sant'Ana &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.86cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 1.91cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 0.6cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32097257-3299574076144071786?l=maracisantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maracisantana.blogspot.com/feeds/3299574076144071786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32097257&amp;postID=3299574076144071786&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3299574076144071786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32097257/posts/default/3299574076144071786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maracisantana.blogspot.com/2008/04/por-isabella.html' title='Por Isabella'/><author><name>Maraci Sant'Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00192420055603744255</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32097257.post-7532820256055200462</id><published>2008-04-14T08:08:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T11:27:45.251-03:00</updated><title type='text'>Também espirituais</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: right; text-indent: 2cm; line-height: 150%;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=" ;font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;Publicado no Tribuna do Brasil de 8/6/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;Caderno TBPrograma, Coluna &lt;b style=""&gt;Psicoproseando...com Maraci&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;Não dá mais para negar as evidências de que nós não somos apenas matéria, mas, antes de tudo, espírito. Por isso costumo recomendar aos meus pacientes que, além da psicoterapia e do eventual uso de medicação, façam relaxamento, ouçam boas músicas, assistam a bons filmes, leiam bons textos e, principalmente, exercitem a fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;Vivemos num mundo ainda muito materialista, esquecidos de que não somos um corpo que abriga um espírito. Somos um espírito que usa um corpo, instrumento indispensável para que estejamos neste planeta. E somos parte de um todo perfeitamente integrado e harmônico. Nunca estamos sós. Estamos, todo o tempo, interagindo energeticamente com os outros humanos, com os animais, com os vegetais, com os minerais, com um mundo visível e com um mundo invisível, com o universo, com o próprio Criador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;Nesta semana, uma paciente me dizia o quanto está preocupada com a irmã, que já esteve internada por um transtorno psiquiátrico, que, de repente, por conta própria, suspendeu a medicação que vinha tomando há anos, com sucesso, e entrou numa espécie de surto. E foi conversando que descobri que a doente, além de não estar sendo acompanhada por um psicoterapeuta, não pratica nenhuma espécie de religião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-family:Verdana;font-size:10pt;"  &gt;Costumo dizer que não estamos neste mundo a passeio, mas a trabalho. Isso também envolve prazer, mas mais dificuldades, que fazem parte do tipo de vida que ainda levamos. As pessoas estão sempre &lt;st1:personname productid="em crise. Quando" st="on"&gt;em crise. Quando&lt;/st1:p
